O Samsung Galaxy A57 5G chegou em março de 2026 com a missão de continuar uma das séries mais vendidas da história da Samsung. Mais fino, mais leve, com IP68 e Android 16. No papel, parece a evolução natural, mas será que é mesmo assim?

Design e construção: finalmente premium, de verdade

A primeira coisa que se nota ao pegar no A57 é o quanto é surpreendentemente fino e leve para um smartphone de ecrã grande. Com apenas 6,9 mm de espessura e 179 gramas, é uma conquista notável para um telefone com ecrã de 6,7 polegadas.

A estrutura é em alumínio, com vidro Gorilla Glass Victus+ tanto na frente como na traseira É a primeira vez que a série A5x chega com classificação IP68 completa, o que significa resistência à imersão em água até dois metros durante 30 minutos. Até aqui, a série ficava pelo IP67. É uma atualização genuína e bem-vinda.

As cores disponíveis, Azul Escuro, Cinzento, Azul Gelo ou Violeta, seguem o estilo discreto e contemporâneo da série. O leitor de impressões digitais está integrado no ecrã, com tecnologia ótica.

O que não há é slot para cartão microSD. O armazenamento não é expansível, o que numa era em que 128 GB pode não chegar para toda a gente, é uma limitação que importa ter em conta na escolha do modelo.

Ecrã: Super AMOLED+ com luz a sério

O painel de 6,7 polegadas é um Super AMOLED+ com resolução Full HD+ (1080 x 2340 píxeis), taxa de atualização de 120 Hz e suporte a HDR10+. O brilho máximo é de 1900 nits de pico, com 1200 nits em modo automático..

O “+” no Super AMOLED+ não é apenas marketing. Ao contrário do painel Diamond PenTile do A56, o A57 usa uma matriz RGB regular, teoricamente com mais subpíxeis por área. Na prática, a diferença visual não é dramática em uso quotidiano, mas o painel parece mais premium do que nunca.

Para streaming de vídeo, redes sociais e leitura de conteúdo mobile, o ecrã do A57 é simplesmente excelente. Cores vivas, pretos profundos e fluidez garantida pelos 120 Hz. É, sem dúvida, um dos pontos mais fortes do aparelho.

Performance: suficiente para o dia a dia, pouco excitante para os jogos

O A57 é movido pelo Exynos 1680, o novo chip de 4 nm da Samsung com GPU Xclipse 550. O salto face ao Exynos 1580 do A56 não é significativo no processador, mas a GPU tem uma melhoria mais expressiva, com quase o dobro do desempenho gráfico face à geração anterior.

No uso quotidiano, o chip cumpre, sem qualquer lag ou engasgo. O aparelho aqueceu ligeiramente em sessões prolongadas de fotos e videos, mas sem afetar a performance.

Para gaming casual e mid-range, o A57 aguenta bem. Títulos mais exigentes podem requerer ajustes nos gráficos. O Exynos 1680 não é o chip mais poderoso da sua categoria de preço, o Snapdragon 7s Gen 3 presente em alguns concorrentes apresenta resultados superiores, mas para o perfil de utilizador a que este telemóvel se destina, é mais do que suficiente.

Opções de memória: 8 GB ou 12 GB de RAM, com armazenamento de 128 GB, 256 GB ou 512 GB.

Câmara: sólida mas sem surpresas

O sistema de câmaras do A57 é um conjunto triplo: sensor principal de 50 MP (abertura f/1.8, sensor 1/1.56″), câmara grande angular de 12 MP e macro de 5 MP. Na frente, uma câmara de 12 MP para selfies. O vídeo vai até 4K a 30 fps no sensor principal.

É um sistema competente, o sensor principal grande produz fotos detalhadas com boa gestão de luz, e em condições normais os resultados são muito satisfatórios para o utilizador médio.

Tem alguma tededência para sobrexposição em zonas brilhantes, ruído em sombras em interiores com pouca luz, e dificuldade com cenas de contra-luz. O zoom digital funciona razoavelmente até 2x, mas deteriora-se rapidamente a partir daí, a ausência de um sensor telefoto dedicado faz-se sentir.

A macro de 5 MP é, como sempre nesta categoria, o ponto mais fraco do conjunto.

A câmara frontal de 12 MP faz selfies competentes, especialmente com Portrait Mode ativo.

Em vídeo, o A57 filma em 4K a 30 fps, com estabilização ótica. Sem gravação HDR, sem modo 24 fps, sem Horizon Lock, funcionalidades reservadas à gama S.

Bateria: um dia garantido, dois dias possíveis

A bateria é de 5000 mAh com carregamento rápido a 45W. Não houve mudança de capacidade face ao A56, mas o Exynos 1680 é mais eficiente, o que se traduz em autonomia ligeiramente melhor.

Com 8 a 10 horas de ecrã ligado por dia, o telemóvel chega ao fim da noite com pelo menos 10% de bateria. A Samsung afirma que o A57 pode durar dois dias em uso típico, uma estimativa conservadora para quem usa o telefone de forma mais intensiva, mas realista para perfis moderados.

O carregamento de 45W é mais rápido do que o do próprio Galaxy S26 base (limitado a 25W). De 20% a 100%, o tempo ronda os 60 minutos. Não há carregamento sem fios.

Software e experiência: One UI 8.5 e seis anos de suporte

O A57 é lançado a com Android 16 e One UI 8.5, a interface da Samsung. A experiência é fluida, personalizável e repleta de funcionalidades Galaxy AI, o conjunto de ferramentas de inteligência artificial da Samsung que inclui Circle to Search, Live Translate, Note Assist e outras que, até há pouco tempo, eram exclusivo da gama S.

O compromisso de seis anos de atualizações de Android e seis anos de patches de segurança é um dos argumentos mais sólidos do A57. Num mercado onde muitos concorrentes prometem três ou quatro anos, é uma diferença real que afeta a longevidade do investimento.

A One UI é densa em opções, o que pode intimidar quem prefere interfaces mais simples. Mas para quem gosta de personalização, é difícil encontrar rival à mesma gama de preço.

Pontos fortes e pontos fracos do Samsung A57

Pontos fortes:

  • Design fino (6,9 mm) e leve (179 g) — excecional para o tamanho do ecrã
  • Primeira vez com IP68 completo na série A5x
  • Ecrã Super AMOLED+ de 6,7″ brilhante e fluido a 120 Hz
  • Carregamento rápido a 45W, superior a modelos mais caros da própria Samsung
  • Seis anos de atualizações garantidas
  • Galaxy AI integrado com funcionalidades antes exclusivas da gama S
  • Construção em vidro e alumínio, com Gorilla Glass Victus+

Pontos fracos:

  • Sem slot microSD — armazenamento não expansível
  • Câmara sem evolução real face ao A56
  • Macro de 5 MP que continua a não justificar a sua presença
  • Sem carregamento sem fios
  • Preço de entrada coloca-o em zona de concorrência difícil

Contra o Samsung Galaxy A56 (antecessor direto), o A57 é mais fino, mais leve, tem IP68 em vez de IP67, traz o Exynos 1680 mais eficiente e a One UI 8.5 com mais funcionalidades AI. Mas a câmara e a bateria são praticamente iguais.

Samsung apresenta o Galaxy A57 (1)

Para quem é o Samsung Galaxy A57

O A57 faz sentido para quem quer um smartphone grande, fino e leve, com construção premium, ecrã brilhante e a garantia de seis anos de suporte, sem precisar de pagar preço de topo de gama.

É o telemóvel ideal para o utilizador que usa o telefone maioritariamente para redes sociais, streaming, comunicação e fotografia casual do dia a dia. O ecossistema Samsung, Samsung Pay, Galaxy AI, integração com wearables, DeX, é também um argumento para quem já está dentro do universo da marca.

Veredito

O Samsung Galaxy A57 5G é um bom smartphone. É talvez o Galaxy A mais confortável de segurar que a Samsung alguma vez fez, e o ecrã é genuinamente excelente. O IP68, os seis anos de suporte e a One UI madura fazem dele uma escolha sólida.

O maior problema vai ser mesmo a concorrência neste segmento de preço que é cada vez mais feroz.

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