
O fim de Destiny 2 está marcado para 9 de junho, com a última atualização do jogo, e traz consigo uma consequência que muitos dentro da Bungie já temiam, uma nova vaga de despedimentos. Segundo Jason Schreier da Bloomberg, o estúdio, atualmente subsidiária da Sony, está a planear um “número significativo” de saídas, sem que haja qualquer projeto imediato para ocupar a equipa que trabalhou no shooter durante anos.
As fontes ouvidas pela Bloomberg, que pediram anonimato, confirmaram que a Bungie não tem nenhum novo projeto definido para a equipa de Destiny 2 depois do encerramento do desenvolvimento. Mais, o estúdio não planeia entrar imediatamente em produção num eventual Destiny 3. O número exato de pessoas afetadas ainda é desconhecido.
O que acontece à equipa de Destiny?
Com o fim do desenvolvimento de Destiny 2, parte da equipa deverá transitar para Marathon, o extraction shooter lançado em março de 2026 no qual a Bungie continua a investir. Segundo a Bloomber, alguns elementos do Destiny já foram movidos para esse projeto nos últimos meses, e mais deverão seguir o mesmo caminho.
Quanto ao resto, estão a tentar apresentar propostas de novos projetos à gestão, alguns relacionados com o universo Destiny, outros não, mas nada foi aprovado ainda. As equipas encontram-se a fazer pitch de ideias numa fase de incubação, sem garantias de que qualquer projeto avance, num mercado que a própria Bungie reconhece como difícil.
No comunicado em que anunciou o encerramento do desenvolvimento, o estúdio descreveu o momento como “um novo começo” e afirmou que, a partir de junho, iria “começar o trabalho de incubar os nossos próximos jogos”. A realidade interna, porém, parece bem menos otimista do que as palavras sugerem.

Uma aquisição de 3,6 mil milhões que ainda não deu frutos
O historial recente da Bungie é o de um estúdio a debater-se com dificuldades financeiras crescentes desde a aquisição pela Sony, em 2022, por 3,6 mil milhões de dólares. A compra foi apresentada como o ponto de partida para uma estratégia ambiciosa da PlayStation no segmento live-service, e tem sido, até agora, uma das mais custosas apostas da empresa.
De acordo com o relatório anual da Sony, a empresa registou cerca de 765 milhões de dólares em perdas de imparidade associadas à Bungie durante o ano fiscal de 2025. A isto junta-se o fraco desempenho de Marathon no mercado, segundo estimativas da Alinea Analytics, o jogo terá vendido cerca de 1,2 milhões de cópias no primeiro mês, gerando aproximadamente 55 milhões de dólares em receita bruta, muito abaixo do esperado para um estúdio adquirido a esse preço.
Já não são os primeiros despedimentos. Em 2023, cerca de 100 funcionários foram dispensados. Em 2024, outros 220, cerca de 17% da força de trabalho global, perderam os seus postos. A estes somaram-se 155 postos integrados diretamente na Sony Interactive Entertainment. O CEO Pete Parsons, que liderou a Bungie durante 23 anos, saiu em agosto de 2025.

O desfecho de Destiny 2
A última atualização do jogo chama-se Monument of Triumph e chega a 9 de junho. O update incluirá novos momentos narrativos, referências a expansões anteriores e atualizações ao sistema de raids e dungeons. Os servidores irão manter-se ativos após o encerramento do desenvolvimento, tal como aconteceu com o Destiny original, ainda jogável hoje.
Schreier acrescentou na sua conta nas redes sociais: “A razão pela qual a Bungie não começou imediatamente a trabalhar num Destiny 3 logo a seguir a The Final Shape é, como quase sempre, uma questão de quanto dinheiro seria preciso”.








