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Tomodachi Life Living the Dream – Análise

Tomodachi Life Living the Dream é o segundo jogo da agora série Tomodachi Life, uma série focada em ser uma espécie de observador de um reality show protagonizado por várias personagens Mii.

O pessoal ultimamente gosta muito de usar ilhas para este tipo de jogos…

Tal como, por exemplo, Animal Crossing, é um jogo com um sistema de tempo real, em que todos os dias coisas mudam, há novos artigos à venda e acontecimentos e mudanças de relacionamentos, etc.

A ideia por detrás deste jogo em particular é que o jogador é mais um observador do que um participante activo nos procedimentos, dando sugestões aos Miis que vivem na ilha, e ajudando-os com algumas decisões, mas que de resto fica só a ver o desenrolar dos acontecimentos.

O grande problema destes jogos com sistemas diários é que só revelam o seu verdadeiro potencial após alguns dias, semanas, ou até meses de uma pessoa os começar a jogar.

Admitidamente, este tipo de jogabilidade pode não ser para todos. Há uma parcela da população que sim, adora criar Miis baseados na sua família e amigos, celebridades, ou personagens fictícias, e ver o que eles fazem quando deixados à solta.

Mas por outro lado, há muitos jogadores que possam estar à espera de uma experiência mais tipo The Sims, ou Animal Crossing, ambos jogos bastante envolvidos por razões diferentes, e ficar um bocado desiludidos com a certa simplicidade do jogo.

Diria que jogar dez ou quinze minutos por sessão diria que tem sido o suficiente para mim, o que pode não ser uma proposta de valor aceitável para muitos jogadores.

Os meus interesses estão a ser partilhados lol

Noutros factores que são contenciosos, o jogo tem um humor bastante absurdo, que pode não ser ao gosto de toda a gente.

Os Miis, embora supostamente tenham personalidades diferentes, acabam por ser todos bastante semelhantes, e embora dê para customizar a aparência deles, a roupa, e as casas onde moram, acaba por ser tudo um bocado fogo de vista.

16 personalidades. O que é isto, o MBTI?

Da minha perspectiva, sinto que não há assim tantos eventos inesperados que não sejam iniciados pelo jogador.

Por exemplo, uma das coisas que até achei mais engraçadas foi quando o Mii que criei com base no meu namorado não gostou de bacalhau… quando o meu namorado também não gosta.

O Natal é divertido na nossa familía, sim.

Mas de resto, é o jogador que tem de arrastar os Miis para estarem juntos, ou para mudarem de roupa, de estilo de casa, de estado de relação… para certos jogadores isto pode ser um bónus, mas para outros não, e acho que deveria pelo menos ser uma opção possível de mudar.

Outro momento engraçado que aconteceu foi quando tive dois Miis baseados em personagens que são irmãos. Um deles questionou-se sobre se eles deveriam morar juntos, e pensou em que podiam passar o dia a treinar lutar com espadas. A irmã, por outro lado, não concordou muito, e acabaram a não morar juntos. Estas pequenas histórias inesperadas, em que as coisas não acontecem também como uma pessoa espera, acabam por dar uma certa vida ao jogo!

De certeza, Renée??? De certeeeeza?

Uma coisa que também me deixou um bocado desiludida é que não é possível importar Miis feitos por outras pessoas (ou sequer fazer upload de screenshots!), e embora a comunidade tenha sido rápida em criar um site para partilhar instruções para recriar os Miis, continua a ser honestamente incompreensível como é que isto não é uma feature do jogo. (Sim, sim, eu sei, Nintendo e o seu cuidado com as crianças).

De uma perspectiva técnica, o jogo é perfeitamente aceitável. Os gráficos são fofos, corre bem na Switch 2, os sons são apropriados ao jogo, não tenho literalmente nada a apontar. Às vezes torna-se um bocado chato perceber quando se pode ou não usar o touchscreen, e tenho de admitir que já vi o aviso de que não se pode usá-lo em certas secções mais vezes do que esperava.

Este jogo é… difícil de ter uma opinião completamente formada. Em grande parte porque como eu disse inicialmente, estes jogos brilham ao longo de semanas, meses, anos. Tendo em conta que os Miis podem crescer e envelhecer, que podem casar e ter filhos, tudo isto são coisas que necessitam de tempo para serem experienciadas.

Ao menos esta parte é de acordo com a realidade <3

Tenho a certeza que há muita gente que irá adorar este jogo. Mas para quem está mais à espera de histórias que se escrevam a si mesmas sem muito input do jogador, ou de algo que seja divertido de jogar mais do que 15 minutos por dia… não acho que Tomodachi Life: Living the Dream seja esse jogo.

Mas no entanto, planeio continuar a jogar, e a minha opinião pode mudar. E se isso acontecer, virei aqui actualizar esta análise, porque há um certo charme neste jogo que me faz querer gostar.

TL;DR: Este jogo não é para todos, e eu ainda estou a perceber se é para mim. Mas se gostam de criar personagens, criar histórias, e jogos que se desenvolvem um bocadinho todos os dias, provavelmente irão gostar!

Mas a Switch também é fixe.
Carolina Moreira
Carolina Moreira
Com background de informática, e gosto em videojogos a combinar, mas aficionada de histórias em qualquer formato, juntou-se à equipa do OtakuPT em 2023 para dar uma opinião pessoal sobre o entretenimento que nos chega às mãos.

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