
Enquanto os fãs de Persona aguardam pela chegada de Persona 4 Revival, o produtor da saga acabou de acender uma nova esperança, a de que os dois primeiros jogos da franquia, ainda por remasterizar, possam finalmente ganhar uma versão moderna.
A questão foi colocada a Kazuhisa Wada, produtor executivo do P-Studio e responsável por Persona 4 Revival, numa entrevista ao site GamerBraves. Questionado sobre se seria possível remakes de Persona 1 e Persona 2, ou se as atenções do estúdio estariam agora inteiramente viradas para Persona 6, Wada não confirmou nada em concreto, mas deixou clara a sua posição pessoal sobre o assunto: “Neste momento, não posso garantir nada, mas, pessoalmente, acho que é algo que devíamos definitivamente fazer. Acho que temos de o fazer“.
A declaração ganha um peso particular tendo em conta o momento em que surge. Depois do sucesso comercial e crítico de Persona 3 Reload, que se tornou o jogo mais vendido de sempre da Atlus, atingindo um milhão de cópias vendidas em apenas seis dias, o P-Studio confirmou também o desenvolvimento de Persona 4 Revival, já agendado para 18 de fevereiro de 2027. Com Persona 3, 4 e 5 prestes a terem todos uma versão moderna, os dois primeiros jogos da saga começam a destacar-se cada vez mais pela negativa, num contraste visual e técnico que só tende a acentuar-se.
Não é a primeira vez que Wada fala sobre esta possibilidade. O produtor já tinha manifestado interesse em remakes dos jogos originais no passado, ainda que na altura tivesse feito questão de sublinhar que a ideia não fazia parte dos seus planos imediatos. Com a chegada de Persona 4 Revival cada vez mais próxima, a expectativa é que o tema possa começar a ganhar mais espaço nas conversas internas do estúdio.
Fazer remakes de Persona 1 e 2 estará, no entanto, longe de ser um processo tão direto como o que se viu com Persona 3 Reload ou com o já anunciado Persona 4 Revival. Ambos os títulos seguem uma estrutura muito distinta da fórmula que a saga adotou a partir de Persona 3, o que levanta uma questão incontornável para o P-Studio, deverá o estúdio manter-se fiel ao design original, arriscando afastar os jogadores mais recentes, ou modernizar por completo a experiência, correndo o risco de desagradar aos fãs de longa data?
Um eventual remake destes jogos exigiria praticamente uma reconstrução do zero, incluindo a introdução de mecânicas como os Social Links, inexistentes nos dois primeiros títulos, e uma revisão completa do sistema de progressão. No caso do primeiro Persona, isso poderia passar até por transformar a exploração em terceira pessoa, algo bem diferente da perspetiva original em primeira pessoa do protagonista Naoya Toudou.
É provável que esta seja já uma discussão em curso dentro do P-Studio, mas, para já, resta aos fãs manter viva a esperança de que Persona 1 e 2 acabem também por receber a mesma atenção que o resto da saga tem vindo a ter nos últimos anos, numa altura em que a popularidade da franquia continua a crescer, inclusive fora dos videojogos, com a Netflix a ser apontada como estando a preparar uma adaptação em live-action da série.








