
Há treze anos que os fãs de World War Z ouvem a mesma promessa, a sequela está quase a acontecer. Depois de sucessivas saídas de realizadores, orçamentos que nunca batiam certo e longos períodos de silêncio total, o projeto parece ter finalmente encontrado o caminho certo para chegar às salas de cinema, com Brad Pitt de regresso ao papel que o tornou protagonista do maior êxito de bilheteira da história dos filmes de zombies.
De acordo com o The Hollywood Reporter, Pitt fechou finalmente acordo com a Paramount para avançar com a sequela, que vai ser realizada por Edward Berger, o cineasta alemão responsável por All Quiet on the Western Front e Conclave. A notícia surge poucos meses depois de a própria Paramount ter confirmado, durante a CinemaCon de abril deste ano, que um novo capítulo da saga estava oficialmente em desenvolvimento, ainda sem realizador nem elenco anunciados na altura.
O primeiro World War Z, lançado em 2013, tinha sido pensado como o arranque de uma trilogia, mas os problemas de produção do filme original, incluindo reformulações extensas do terceiro ato que dispararam o orçamento para algures entre os 190 e os 269 milhões de dólares, deixaram Hollywood cautelosa em relação a repetir a fórmula.
O realizador espanhol J. A. Bayona foi o primeiro nome ligado à sequela, mas acabou por sair do projeto para se dedicar a Jurassic World: Fallen Kingdom. Seguiu-se David Fincher, que chegou a ter equipa contratada e um argumento em desenvolvimento pelo argumentista Dennis Kelly, criador da série Utopia. Ainda assim, em 2019 a Paramount decidiu travar tudo, alegadamente por causa de receios com o orçamento previsto para a visão de Fincher.
O tema só voltou oficialmente à mesa em 2025, quando a liderança da Paramount Skydance classificou a sequela como uma prioridade máxima para o estúdio. Essa intenção materializou-se poucos meses depois, com o anúncio formal feito durante a CinemaCon 2026, confirmando que o projeto estava, desta vez, a sério em marcha.
Segundo avança a The Hollywood Reporter, foi Brad Pitt quem manteve viva a chama do projeto ao longo destes anos, insistindo pessoalmente junto do estúdio para que a sequela avançasse. Foi também o ator quem trouxe Berger para bordo.
Dennis Kelly, o argumentista que já tinha passado pelo projeto na era Fincher, foi novamente chamado para dar forma ao guião desta nova versão. Ainda não há qualquer indicação sobre a direção que a história vai tomar, algo que ganha ainda mais peso quando se recorda que o final do primeiro filme deixava um desfecho relativamente otimista, com a humanidade a vencer batalhas importantes e uma vacina já a ser distribuída.









