
O mangá Zom 100: Bucket List of the Dead, de Haro Aso e Kotaro Takata, ultrapassou as 3,9 milhões de cópias em circulação em todo o mundo, um número que junta tanto as edições físicas como as digitais.
A obra tem vindo a crescer de forma consistente nos últimos meses, em novembro de 2025 estava nos 3,5 milhões de cópias, e em abril de 2026, altura em que esteve em destaque na capa da revista Sunday Gx, já ia nos 3,85 milhões. A confirmar-se a progressão, o salto para os 3,9 milhões surge poucos meses depois, o que indica que o interesse pela série não abrandou.
A premissa de Zom 100: Bucket List of the Dead (Zom 100: Zombie ni Naru Made ni Shitai 100 no Koto) é simples de resumir, mas é isso que tem feito o público voltar a esta história vezes sem conta. Akira, o protagonista, passa os dias preso à rotina desgastante de uma empresa que o explora até à exaustão. Tudo muda quando uma epidemia de zombies se espalha por Tóquio. Em vez de entrar em pânico, Akira percebe que finalmente tem a oportunidade de viver a vida que sempre adiou, e decide elaborar uma lista de 100 coisas que quer fazer antes de se tornar ele próprio um morto-vivo.
É essa mistura pouco habitual entre comédia, sobrevivência e crítica social ao mundo do trabalho japonês que distingue a série de outras histórias de zombies, e que ajuda a explicar por que continua a somar leitores mais de sete anos depois de ter começado.
Zom 100 é serializado desde outubro de 2018 na revista mensal Sunday Gene-X, da editora japonesa Shogakukan, e conta já com 22 volumes publicados no Japão até abril de 2026.
Haro Aso, autor do argumento, não é propriamente um nome novo para quem acompanha mangá, foi ele quem criou Alice in Borderland, série que se tornou um sucesso global depois de adaptada pela Netflix. O trabalho de ilustração de Zom 100 está a cargo de Kotaro Takata, que já tinha experiência anterior como artista antes de se juntar a este projeto.
O sucesso do mangá levou a duas adaptações em 2023: uma série anime, produzida pelo estúdio Bug Films e emitida no Japão entre julho e dezembro desse ano; e um filme live-action, igualmente distribuído pela Netflix, que chegou a estar entre os títulos mais vistos da plataforma pouco depois da estreia.









