Os Dlala Studios anunciaram na Gamescom 2026 que o jogo Murals vai receber lançamento para o PC (Steam) em 2027.
Este será o primeiro projeto do estúdio baseado numa propriedade intelectual original em mais de uma década, o que vai permitir à equipa explorar uma maior liberdade criativa. Os Dlala Studios também serão os responsáveis pela própria publicação do jogo.
Através da página de Murals na Steam podemos ler:
“Estas não são as histórias que vos contaram.”
Murals apresenta-se como uma aventura de ação isométrica passada em mundos pintados à mão, onde os contos de fadas que conhecemos sofreram transformações bastante peculiares.
A Bela Adormecida não dorme há semanas, o cabelo da Rapunzel parece querer matá-la e Rumpelstiltskin desenvolveu uma inesperada paixão pelo teatro.
O jogador desperta num castelo de conto de fadas completamente distorcido, sem qualquer memória sobre a sua identidade ou sobre a razão pela qual foi parar ali. A única companhia é Loaf, um desenho com vida própria que depressa revela que não existe uma forma evidente de escapar.
Para piorar a situação, criaturas misteriosas conhecidas como The Distorted começaram a aparecer.
A partir daí, começa uma aventura através de castelos retorcidos, florestas traiçoeiras, labirintos vivos e outros cenários inspirados em histórias clássicas, mas completamente transformados pela visão criativa dos Dlala Studios.
Combate rápido e personalizável
O combate é um dos pilares de Murals e pretende dar ao jogador bastante liberdade para construir o seu próprio estilo.
É possível combinar armas corpo a corpo e armas de longo alcance, desde espadas falantes e luvas de anões até armas mágicas capazes de disparar rajadas de energia de dragão.
A variedade se não fica pelas armas.
Os jogadores podem ainda recorrer aos Eeries, acessórios especiais que alteram significativamente a forma como os combates funcionam. Estas ferramentas permitem modificar as características das armas e criar combinações pouco convencionais.
Uma arma pode receber efeitos de veneno, enquanto um escudo pode ganhar propriedades elétricas, por exemplo.
A ideia passa por incentivar a experimentação e permitir que cada jogador encontre combinações próprias para enfrentar os inimigos.
Contos de fadas completamente distorcidos
Um dos elementos mais interessantes de Murals é a forma como pega em personagens familiares e altera completamente aquilo que esperamos delas.
Os jogadores vão encontrar figuras reconhecíveis dos contos de fadas, mas transformadas em versões que pouco têm a ver com as histórias originais.
Estas personagens não servem apenas como referências visuais. Os Dlala Studios pretendem dar-lhes novas personalidades, histórias e vozes, com um elenco de atores responsável pela dobragem dos habitantes deste mundo.
Uma batalha contra o próprio Criador
A aventura conduz o jogador até um confronto final com The Creator, um artista aparentemente tranquilo, mas extremamente perigoso.
Existe, contudo, algo ainda mais perturbador, o The Creator acompanha o progresso do jogador e parece bastante satisfeito com o que vê.
Esta presença cria uma camada adicional de mistério à narrativa, deixando no ar a questão de quem realmente controla o mundo de Murals e qual é o verdadeiro papel do protagonista dentro daquela realidade.
Uma banda sonora totalmente orquestrada
A componente audiovisual é reforçada por uma nova banda sonora totalmente orquestrada, composta pelo premiado David Housden.
Conhecido pelo seu trabalho em videojogos, Housden procura acompanhar a natureza fantástica e distorcida do mundo de Murals na contribuição para uma identidade própria que combina fantasia, humor e ambiente sombrio.









