
A Microsoft fixou para o ano fiscal terminado a 30 de junho de 2026 um crescimento de 4,3% na receita de conteúdos e serviços da Xbox. O resultado foi o contrário, uma queda de 6%. Os números constam do relatório anual que a empresa enviou aos acionistas.
Este objetivo está associado a uma pequena parte da remuneração do CEO da Microsoft e de outros executivos de topo, e tem existido em cada ano desde 2020. As metas que entram nos pacotes salariais não são as mesmas que a empresa define para o negócio. Ainda assim, o desvio mostra até que ponto a divisão de jogos ficou aquém do esperado.
A medida em causa mudou pelo caminho. Nos primeiros anos, o indicador foi o crescimento de subscritores do Game Pass. A meta foi superada em 2020 e falhada nos dois anos seguintes. Em 2023 passou a ser o crescimento da receita de conteúdos e serviços, que não foi cumprido em 2023 nem em 2024.
A única exceção recente foi o ano fiscal anterior, em que a Xbox ultrapassou o objetivo, com um crescimento pouco abaixo dos 15% para uma meta superior a 14%. Com a queda deste ano, fica a contagem, cinco falhas em seis anos.
Asha Sharma assumiu a liderança da Xbox em fevereiro, depois da reforma de Phil Spencer. Desde então, a nova CEO reduziu o preço do Game Pass Ultimate e voltou a comprometer-se com a exclusividade de títulos como Gears of War: E-Day e Fable. A Xbox criou ainda a Xbox XP, virada para cinema, televisão, produtos e parcerias, e a Xbox Labs, uma equipa dedicada a explorar novas tecnologias.
Sharma tem sublinhado que não espera resultados imediatos. Em declarações sobre o futuro da marca, a responsável diz que a empresa está a adotar uma “visão de longo prazo”.









