Production I.G. quer concentrar-se em animes que resultem no Ocidente

Production I.G.

Num artigo no Financial Times, George Wada, o vice-presidente sénior da falou sobre a estratégia do estúdio e a perspetiva da Sony para competir contra serviços como Netflix e Amazon Prime.

No artigo ele afirma:

Num ponto de inflexão crítico – onde mais da metade das receitas de anime são geradas fora do Japão – está prestes a ser ultrapassado. A frenética década de fusões e aquisições externas do Japão corporativo reconheceu que, num mercado doméstico em declínio, o crescimento deve vir do exterior: o anime agora está provisoriamente a fazer o mesmo.

Ele afirmou igualmente que a Production I.G. deve mudar o seu foco para conteúdo que vai “ressoar internacionalmente”:

É difícil operar um negócio exclusivamente no Japão. Em vez de um processo de duas etapas em que entregamos títulos que foram sucesso no Japão para o resto do mundo, devemos agora concentrarmo-nos num conteúdo que terá repercussão não apenas no Japão, mas internacionalmente.

Claro está que alguns fãs receiam que os estúdios de animação ao ficarem-se mais no Ocidenta façam com que o anime perca alguma da sua identidade.

Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 40 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.