A Amplitude Studios aproveitou a Gamescom Opening Night Live para confirmar aquilo que já se adivinhava há dias, HUMANKIND vai ter uma sequela. Chama-se HUMANKIND II, chega exclusivamente ao PC através da Steam em algum momento de 2027 e surge poucos dias depois de o estúdio francês ter assinalado o quinto aniversário do jogo original, publicado em 2021.
O anúncio não chegou de surpresa total. Nos dias anteriores, a própria Amplitude tinha publicado nas redes sociais um vídeo comemorativo pelos cinco anos de HUMANKIND, deixando perceber que havia novidades a caminho.
HUMANKIND II mantém a proposta central da franquia, conduzir uma civilização desde os primeiros assentamentos até à Era Moderna, fundando cidades, desenvolvendo tecnologias, formando alianças e comandando exércitos ao longo dos séculos. A grande diferença está naquilo que a Amplitude descreve como um sistema de progressão renovado, com visuais melhorados, uma interface modernizada e um conjunto alargado de afinações na jogabilidade.
Segundo a Amplitude Studios, estas mudanças resultam de anos de feedback dos jogadores, somados aos 15 anos de experiência do estúdio parisiense na criação de jogos de estratégia, que incluem também as séries Endless Space e Endless Legend.
Um dos pilares do primeiro HUMANKIND sempre foi a possibilidade de combinar diferentes culturas ao longo das eras, em vez de seguir uma única civilização do início ao fim. Em HUMANKIND II, esse sistema torna-se ainda mais elaborado, cada Era passa a oferecer uma árvore de progressão cultural própria, com costumes exclusivos que reforçam a identidade da civilização criada pelo jogador.
A soma dessas influências culturais permite, segundo a Amplitude, construir impérios verdadeiramente únicos, com mais consistência e continuidade entre as diferentes fases do jogo. Cada transição de era volta a colocar o jogador perante a mesma escolha, manter-se fiel ao caminho histórico ou divergir dele para criar uma narrativa própria.
A lista de povos disponíveis também cresce. Além das civilizações já conhecidas da série, o jogo vai introduzir novas histórias vindas de diferentes partes do mundo, com destaque para os saqqaq, os etruscos e os citas, entre outros povos que a Amplitude promete detalhar mais adiante.
Tal como no primeiro jogo, o ambiente natural continua a desempenhar um papel central na estratégia. O mapa vai sendo transformado por mudanças climáticas ao longo das eras, obrigando o jogador a adaptar cidades e economia a biomas em constante alteração, ao mesmo tempo que precisa de proteger recursos essenciais.
A Amplitude resume esse equilíbrio como uma escolha constante entre o crescimento imediato e consequências que podem estender-se por gerações, deixando claro que a natureza tanto pode ser uma aliada valiosa como um obstáculo implacável, dependendo das decisões tomadas pelo jogador ao longo da partida.









