Tales of Berseria – Análise

Por a 16 Fevereiro, 2017 pelas 18:00 em Jogos | Sem comentários »

A  apostou forte em  numa tentativa de revitalizar a franquia “” que possui uma legião de fãs no Japão e que gradualmente começa a conquistar o coração dos Ocidentais. 

Em  vemos a introdução do Liberation Linear Motion Battle System (LLMBS para os amigos) que aprimora o já conhecido sistema de combate e ainda o surgimento de Velvet Crowe, a primeira mulher a assumir sozinha o papel principal na franquia (Milla Maxwell de Tales Of Xillia já o tinha feito anteriormente mas acompanhada). Será que a  conseguiu surpreender?

Tal como , o produtor do jogo nos confidenciou (entrevista em cima) toda a história de  se desenrola à volta do conflito Emoção Vs. Razão. No início do jogo somos familiarizados com a protagonista Velvet Crowe e a sua família. A ação desenrola-se no Holy Midgand Empire que mais tarde vai acolher os acontecimentos de Tales of Zestiria e a humanidade está a lutar contra a Daemonblight, uma doença que transforma humanos em demónios.

Sem dar grandes spoilers a nossa bela protagonista sofre uma série de eventos traumáticos que a transformam numa pessoa totalmente diferente, ela é consumida pelo desejo de vingança e a bela e amável Velvet dá lugar a uma mulher fria, calculista que não olha a meios para conseguir o seu objetivo. Ela vai ser assim confrontada ao longo do jogo com decisões que vão testar a sua “humanidade” e o que é “correto” com o seu desejo de vingança sendo muito interessante ver o trajeto e crescimento da personagem ao longo do jogo.

envereda assim por uma narração menos alegre que os jogos anteriores de  explorando assim o pior dos seres humanos e quem não gosta de uma história mais sombria.

 

Velvet é uma lufada de ar fresco na franquia Tales Of

 

No que toca a gameplay a  apresenta uma evolução do LMBS que nos dá uma maior liberdade na execução de ataques e no encadeamento de espantosos combos. O que pode parecer inicialmente complexo torna-se muito rapidamente num divertido sistema de combate altamente personalizável e quem acompanhou os nossos livestreams facilmente se apercebe da evolução e facilidade com que são executados os ataques mais complexos. 

A ação é mais rápida e ao utilizar os 4 botões do DualShock para executar combos a variedade de encadeamento de ataques é enorme sendo que para isso muito contribui a possibilidade de personalização da sequência de ataques no menu do jogo. Ao longo do jogo vamos também desbloqueando muitos ataques que associados a esta possibilidade de personalização confere ao sistema de combate uma componente mais estratégica que agradará aos fãs que gostam de perder algum tempo a personalizar o seu método de ataque.

Tal como num dos recentes livestream apontei e muitos concordaram o sistema de combate, mais propriamente o início dos combates, parece pertencer a uma geração anterior, mais notável é se comparar-mos o recente  com . O início de combate não é dinâmico e ficamos com a sensação que somos transportados para uma instância à parte do mundo do jogo. Sem no passado este tipo de jogabilidade era aceitável hoje em dia já não há justificação para tal e esta é a grande crítica a .

 

Fantásticos combos

 

Graficamente o jogo distingue-se pela sua vibrante palete de cores que impressiona e várias vezes no stream me veem parar para apreciar e comentar a paisagem, curiosamente este aspecto era um dos que com pior impressão fiquei quando experimentei a Demo de , talvez o cenário escolhido para a Demo não retrata-se fielmente o potencial do jogo.

Mas nem só de bonitas paisagens vive um jogo e graficamente a  poderia e deveria ter aumentado a qualidade gráfica e aqui poderá muito provavelmente ter entrado a versão PS3 japonesa de  que serviu de handicap não permitindo por questões económicas grandes voos na versão PS4/PS4 Pro.

Não é que  seja graficamente pobre, bem longe disso, é um mundo extremamente agradável de visitar mas é notório que todo o potencial estava lá, quem não desejaria ver uma Velvet mais detalhada, roupa mais bem definida e melhores cabelos. Está na altura de  saltar para a categoria de jogos Triple A.

 

Palete de cores vibrante garante bonitas paisagens

 

tem uma história envolvente, personagens cativantes que nos fazem interessar e um sistema de combate aprimorado tornando-se assim no atual expoente máximo da franquia . É assim uma compra obrigatória e segura para qualquer fã de uma boa história e RPG.

A com  não ganha apenas o apreço dos jogadores mas ganha também Velvet, uma personagem com um potencial incrível em termos de marketing e esta não é certamente a última vez que ouvimos falar dela, aliás, não é por acaso que ela já apareceu na série anime .

PS. Meninos da  o recado do costume. Certamente não deverá ser difícil incluir na versão europeia do jogo legendas em português, aliás o trabalho até já está feito do outro lado do oceano é só adaptar ou pelo menos permitir a sua utilização. Numa franquia tão dependente de uma boa história como é a não incluirão de legendas na nossa língua torna-se num obstáculo principalmente para o público mais novo.