PRAGMATA está a revelar-se mais um sucesso para a CAPCOM e, além de conquistar jogadores e a crítica, está também a provocar um efeito inesperado, jogadores de todo o mundo estão a manifestar o desejo de serem pais. O principal catalisador deste “despertar” paternal é Diana, uma androide que aparenta e se comporta como uma menina de oito anos e estabelece um improvável laço de pai e filha com o protagonista Hugh, um engenheiro enviado para uma base lunar para investigar a perda de contacto com a Terra.
O jogo da PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2, e PC (Steam) revelou-se como um sucesso imediato de vendas ao ultrapassar um milhão de cópias nos primeiros dois dias após o lançamento. A receção crítica também foi positiva, com avaliações favoráveis por parte da imprensa especializada. No entanto, para além dos números, o que tem dominado as conversas são os pequenos momentos protagonizados por Diana. Entregar um desenho, dançar, jogar à bola ou explorar um globo terrestre, podem parecer momentos sem grande importância, mas, de forma quase inconsciente, estão claramente a conquistar os jogadores.
Desde o lançamento, alguns fãs começaram a chamar carinhosamente ao jogo “Dad Space” ou “Dad Simulator”. Citações como “EU QUERO SER PAI — EU QUERO PROTEGER ESTE SORRISO!” ou “Jogar PRAGMATA e não querer ser pai é IMPOSSÍVEL” têm dominado as redes sociais.
Outros foram além do entusiasmo momentâneo. “Tenho adorado PRAGMATA e, sim, reforçou a minha vontade de ter filhos depois de me casar”, escreveu um jogador. Até quem já é pai não ficou imune: “Sabem… adoro os meus dois filhos, mesmo que às vezes sejam difíceis… e, apesar de já estar a ficar mais velho…, “Pragmata é boa propaganda para ter uma filha”, estes clipes de PRAGMATA… estão a fazer-me pensar que talvez ainda tenha mais um filho no futuro…”.
A avalanche de reações deu mesmo origem a uma teoria da conspiração: a de que a CAPCOM, com Resident Evil Requiem e PRAGMATA, estaria a executar um plano para aumentar as taxas de natalidade no mundo, especialmente no Japão, onde os índices têm vindo a diminuir. A maioria encarou a ideia como uma brincadeira, mas a discussão ganhou força suficiente para se tornar tema de conversa.
Não é a primeira vez que um jogo desperta este tipo de instinto. The Last of Us: Parte I e God of War (2018) provocaram sentimentos semelhantes na sua época, com as relações entre Joel e Ellie, e Kratos e Atreus, a ocuparem o mesmo espaço emocional que Hugh e Diana ocupam neste momento.









