
Um santuário nas montanhas da prefeitura de Nagano, no Japão, ficou com parte da estrutura de madeira exposta depois de ladrões terem arrancado secções do telhado de cobre. É já o terceiro caso do género na região em pouco mais de um mês.
Os danos no santuário Shinano-no-miya, na aldeia de Oshika, foram descobertos a 12 de setembro. Segundo os residentes responsáveis pela manutenção do local, tudo estava normal numa visita feita a 3 de setembro, pelo que se acredita que o furto tenha ocorrido nesse intervalo de nove dias.
Minoru Maruyama, representante adjunto do grupo local que gere o santuário, descreveu a descoberta como um choque. “É algo muito importante para nós, por isso é verdadeiramente enfurecedor e frustrante“, afirmou.
A localização isolada do santuário pode ter facilitado o roubo. A estrutura fica numa zona montanhosa, rodeada de paisagem natural, por onde passa pouca gente. “Não há mesmo forma de vigiar isto constantemente“, disse Maruyama, acrescentando que quem cometeu o furto provavelmente escolheu o local precisamente por haver tão poucas pessoas por perto.
Casos semelhantes já tinham sido registados em agosto noutros santuários da prefeitura de Nagano, nas localidades de Ogawa e Omachi, onde também foi arrancado cobre dos telhados. Esses episódios anteriores já tinham levado os responsáveis pelo santuário Shinano-no-miya a equacionar a instalação de câmaras de segurança, um plano que ainda não tinha avançado quando aconteceu o novo furto.
Maruyama mostra-se agora particularmente preocupado com o custo da reparação. Devido à construção especializada do edifício principal, restaurar os danos pode sair consideravelmente mais caro do que aquilo que valia o cobre roubado.
O cobre tem-se tornado um alvo cada vez mais apetecível para ladrões à medida que o preço do metal sobe de forma acentuada nos últimos anos. A procura tem aumentado porque o cobre é amplamente usado em redes elétricas, veículos elétricos, sistemas de energia renovável e centros de dados, enquanto a nova oferta mineira tem tardado em acompanhar esse ritmo. Isso tem feito subir também o valor do cobre reciclado: telhados, cablagens e outros elementos antigos podem ser retirados, cortados e vendidos com relativa facilidade no mercado da reciclagem, tornando o metal especialmente atrativo em comparação com outros bens mais difíceis de revender.
Santuários e outros edifícios em zonas pouco povoadas são particularmente vulneráveis a este tipo de crime, precisamente por haver menos pessoas por perto para notar atividade suspeita. Em casos como o do santuário Shinano-no-miya, o valor do metal roubado pode acabar por ser apenas uma parte do prejuízo, já que retirar o telhado de cobre expõe a estrutura de madeira às intempéries e obriga a reparações bem mais dispendiosas.
A polícia investiga o furto no santuário Shinano-no-miya, enquanto os residentes ponderam como proteger melhor o local isolado de um novo ataque.









