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10 melhores animes para ver se gostas de Pragmata

Andróides, inteligência artificial fora de controlo e uma relação improvável entre humanos e máquinas, estas séries anime partilham o ADN do mais recente jogo da Capcom

10
Vivy: Fluorite Eye’s Song

Vivy Fluorite Eye's Song new key visual

Produzido pelo WIT Studio e estreado em 2021, Vivy: Fluorite Eye’s Song é talvez o anime que mais diretamente ressoa com Pragmata. A história acompanha Diva, a primeira andróide autónoma da história, cuja única missão é tornar as pessoas felizes através da música. Tudo muda quando um AI do futuro chamado Matsumoto aparece para lhe pedir ajuda numa missão que vai durar cem anos, alterar momentos-chave da história para evitar uma guerra entre humanos e máquinas.

A ligação com Pragmata é quase imediata. Nos dois casos, uma andróide com traços aparentemente simples esconde uma complexidade que se vai revelando à medida que a história avança, e o conflito central gira em torno de uma IA que ameaça a sobrevivência da humanidade. Vivy é também um daqueles animes raros onde a ação e a emoção funcionam em simultâneo sem que uma comprometa a outra, tal como acontece em Pragmata, como uma experiência quase cinematográfica.

9
Pluto

PLUTO

Lançado na Netflix em outubro de 2023 e baseado no mangá de Naoki Urasawa, Pluto é uma reinterpretação do arco “O Maior Robô da Terra” de Astro Boy, transformada numa série policial de ficção científica densa e emocionalmente pesada. O protagonista é Gesicht, um detetive robô da Europol que investiga uma série de assassinatos onde tanto humanos como robôs aparecem mortos em circunstâncias impossíveis.

O que faz de Pluto uma recomendação óbvia para quem gostou de Pragmata é a forma como trata a questão da consciência nas máquinas. Os robôs nesta série não são simples ferramentas, têm memórias, traumas, e chegam a sofrer de algo que só pode ser descrito como depressão. É ficção científica que usa a tecnologia como espelho para falar de coisas muito humanas, e o ambiente de um mundo onde humanos e robôs coexistem de forma frágil cria uma tensão constante que nunca abandona o espectador.

8
Ghost in the Shell: Stand Alone Complex

capa Mangá The Ghost in the Shell pela Distrito Manga (1)

É difícil falar de anime sobre andróides, identidade e IA sem mencionar Ghost in the Shell. A série Stand Alone Complex, estreada em 2002, acompanha a Secção 9, uma unidade policial antiterrorismo num Japão futurista onde a fronteira entre humano e máquina é cada vez mais difusa. A Major Motoko Kusanagi, o centro de tudo, é um cyborg que levanta constantemente questões sobre o que define a consciência e o que significa ter uma identidade própria.

Para os fãs de Pragmata que ficaram presos nas questões filosóficas que o jogo levanta sobre Diana, o que é que ela sente, o que a define, qual o valor de uma máquina que pensa, Stand Alone Complex é praticamente obrigatório. O ritmo é diferente, mais contemplativo e político, mas a qualidade da escrita e a riqueza do mundo construído colocam-no numa categoria própria dentro do género.

7
Psycho-Pass

Psycho-Pass 2 visual HD

Em Psycho-Pass, o Japão do futuro delega todas as decisões de segurança pública a um sistema de inteligência artificial chamado Sybil, capaz de prever crimes antes de acontecerem. A jovem inspetora Akane Tsunemori começa a trabalhar num sistema em que acredita, mas vai gradualmente percebendo que a eficiência de uma IA não é sinónimo de justiça.

A ligação a Pragmata vem de um elemento central a ambos, a ideia de que uma IA pode ser racional e ao mesmo tempo profundamente errada. No jogo da Capcom, o sistema IDUS não é malévolo por capricho, age dentro da sua lógica. Psycho-Pass explora exactamente este território, e fá-lo com uma escrita política que nunca se torna pregação. A primeira temporada, escrita por Gen Urobuchi, é considerada uma das melhores da última década no género.

6
Neon Genesis Evangelion

Neon Genesis Evangelion anime visual

Evangelion é uma referência incontornável em qualquer lista de anime sobre humanos e máquinas em ambientes hostis, e há uma razão para isso. A história de Shinji Ikari e dos pilotos dos Evangelion, mechs biomecânicos usados para combater entidades chamadas Anjos, decorre ao longo de anos e vai muito além da ação. O ambiente de pressão constante, a relação de dependência entre piloto e máquina, e a pergunta que nunca abandona a série, para que serve salvar a humanidade se a humanidade está partida por dentro, torna Evangelion uma das ficções científicas mais densas já produzidas.

Pragmata é, em muitos aspetos, mais leve do que Evangelion. Mas quem jogar o jogo e se identificar com a dinâmica entre Hugh e Diana vai encontrar em Evangelion um eco dessa dependência mútua entre humanos e máquinas, e uma exploração muito mais perturbadora das suas consequências.

5
Ergo Proxy

Ergo Proxy

Ergo Proxy desenrola-se numa cidade-domo chamada Romdo, num futuro pós-apocalíptico onde humanos e androides, chamados AutoReivs, coexistem sob um governo autoritário. Quando um vírus começa a dar consciência aos androides, a inspetora Re-l Mayer e Vincent Law veem-se arrastados para uma conspiração que coloca em causa a origem da própria humanidade.

O tom é mais sombrio e hermético do que Pragmata, mas o núcleo temático é o mesmo, o que acontece quando as máquinas começam a pensar por si próprias, e quem tem o direito de definir o que é e o que não é consciente. A direção visual é densa e influenciada pela estética cyberpunk europeia, o que lhe dá uma identidade muito própria dentro do género.

4
Blame!

Blame! vai ter novo manga

A adaptação a Netflix do mangá de Tsutomu Nihei, lançada em 2017, é uma das obras de ficção científica mais atmosféricas do anime. Numa megaestrutura que se expande infinitamente e é governada por sistemas de IA hostis, um homem chamado Killy percorre nível após nível em busca de alguém com o gene necessário para recuperar o controlo da infraestrutura.

A ligação com Pragmata é quase imediata a nível visual e temático, uma estrutura construída pelo homem que ficou fora de controlo, governada por máquinas que já não distinguem aliados de ameaças, e um protagonista que atravessa esse labirinto com determinação fria. O ritmo é lento e a narração esparsa, o que pode afastar quem procura algo mais dinâmico, mas para fãs do ambiente opressivo da estação lunar de Pragmata, Blame! é uma experiência única.

3
Texhnolyze

Texhnolyze anime visual

Texhnolyze é um anime de 2003 que poucas pessoas viram, mas que quem viu raramente esquece. Passa-se numa cidade subterrânea chamada Lux, onde facções rivais combatem pelo controlo enquanto a tecnologia de substituição de membros por próteses mecânicas, a texnolyze, redefine o que significa ser humano. O protagonista Ichise sobrevive a uma mutilação brutal e vai sendo moldado por forças que mal compreende.

É uma série desafiante, com um ritmo deliberadamente lento nos primeiros episódios e uma narrativa que recusa explicações fáceis. Mas para quem ficou fascinado com as questões de identidade e corpo que Pragmata levanta de forma mais acessível, Texhnolyze mergulha nesse mesmo território sem rede de segurança.

2
Knights of Sidonia

Knights of Sidonia 2 a 10 de Abril

Knights of Sidonia é uma série de ficção científica espacial produzida pela Polygon Pictures, baseada no mangá de Tsutomu Nihei (o mesmo autor de Blame!). Passa-se a bordo de uma nave geração que transporta os últimos sobreviventes da humanidade, perseguidos por entidades alienígenas chamadas Gauna. O protagonista Nagate Tanikaze, criado em isolamento nas entranhas da nave, sobe à superfície e torna-se piloto de um mech de combate.

O ambiente de isolamento num ambiente artificial e tecnológico, combinado com a pressão de sobreviver a um inimigo que não obedece às regras da lógica humana, ecoa muito do que Pragmata oferece. A relação de Nagate com as personagens que vai conhecendo tem a mesma qualidade de uma ligação construída sob pressão extrema que define a dinâmica entre Hugh e Diana.

1
Serial Experiments Lain

Serial Experiments Lain vol cover

Serial Experiments Lain, de 1998, é provavelmente a entrada mais difícil desta lista, e também a mais recompensadora para quem estiver disposto a encontrá-la a meio caminho. Lain Iwakura é uma adolescente introvertida que começa a mergulhar numa rede de comunicação global chamada Wired, perdendo progressivamente a distinção entre o que é real e o que é virtual, entre o que é ela e o que é a rede.

A ligação com Pragmata não é imediata, mas está lá, ambos interrogam o que define a consciência e onde termina a máquina e começa o ser. Lain faz isso de forma muito mais abstrata e perturbadora, mas quem ficou preso nas questões filosóficas que Diana levanta, o que é que ela sabe de si própria, o que lhe foi programado e o que descobriu, vai encontrar em Lain um terreno muito familiar, apresentado de uma forma completamente diferente.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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