
Desde quinta-feira, 1 de outubro, pedir residência permanente no Japão custa 200000 ienes, cerca de 1128 euros. Até aqui, a taxa era de 10000 ienes. A subida, que ronda os 1900%, acompanha um conjunto de novas exigências para quem pretende fixar-se no país de forma definitiva.
Nos dias anteriores à entrada em vigor, formaram-se filas junto dos serviços de imigração. O principal gabinete de Tóquio chegou a registar esperas de sete horas e meia na segunda-feira, com os requerentes a receberem senhas e a serem mandados regressar horas depois. Esta pressa tinha uma razão prática, os pedidos aceites até 30 de setembro mantêm a taxa antiga, mesmo que a aprovação só chegue depois de 1 de outubro.
O que muda nas taxas
O aumento não se limita à residência permanente. A taxa para renovar ou alterar o estatuto de residência, que era de 6000 ienes para todos os casos, passa a variar consoante o período de permanência concedido e pode chegar aos 75000 ienes. O valor da residência permanente só é pago se o pedido for aprovado.
Há ainda margem para reduções. Em determinados casos, a taxa da residência permanente pode descer para 20000 ienes e a de alteração ou prorrogação do estatuto para 10000. O dinheiro obtido será utilizado para digitalização dos serviços de imigração, apoiar refugiados, combater a permanência ilegal e financiar programas de ensino da língua japonesa a residentes estrangeiros.
Quem pede residência permanente tem agora de cumprir novos requisitos de rendimento, descontos para a pensão e conhecimento da língua. As novas orientações passam a comparar o rendimento do agregado familiar do requerente com o de uma família japonesa equivalente, e o nível B1 de japonês serve como referência geral, embora com exceções para alguns candidatos.
Um país que depende cada vez mais de mão de obra estrangeira
A primeira-ministra Sanae Takaichi tem feito da política de imigração uma prioridade, numa altura em que a população estrangeira não para de crescer e o envelhecimento da sociedade japonesa aumenta a dependência de trabalhadores vindos de fora. No final de 2025, o número de residentes estrangeiros no Japão ultrapassou os 4,12 milhões, mais 9,5% do que em 2024.
Esta não é a primeira subida de custos do ano para quem entra no país. Este ano o Japão já tinha encarecido o visto de turista em 400%, o primeiro aumento em 48 anos.









