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DRIVE IN THE RAIN mistura assédio online com fenómenos paranormais numa viagem de terror

Drive In The Rain: o novo jogo de terror japonês com condução realista

A página do novo jogo Drive In The Rain já está disponível na Steam, e o que promete é uma viagem de carro debaixo de chuva onde esquecer o pisca ou desviar os olhos da estrada pode ter consequências bem piores do que um simples acidente. O projeto está a cargo de Yayoi Kaihatsu, alcunha utilizada por Fumio Yamamori, fundador do estúdio Distillate G.K.

Segundo a página do jogo na Steam, Drive In The Rain assume-se como uma aventura ao estilo de um road movie, em que a história se vai desenrolando através das conversas com os passageiros ao longo do trajeto.

A história coloca o jogador no papel de um protagonista sem nome que aceita um trabalho pouco convencional, conduzir Kumiko Asaki, uma enigmática especialista em fenómenos paranormais, e uma jovem visivelmente exausta, ao longo de uma autoestrada de 100 quilómetros, numa noite de forte chuva. De acordo com Kumiko, a jovem tornou-se alvo de fenómenos sobrenaturais depois de ter sido vítima de rumores maliciosos espalhados nas redes sociais.

Podemos ler na sua sinopse: Um dia, espalha-se um boato sem fundamento de que a jovem estaria envolvida num caso mediático que captou a atenção do público em geral. Alimentado por especulação irresponsável, o rumor acaba por escalar até ao ponto de a jovem e a sua família serem alvo de difamação e perseguição severas, e é precisamente nesse contexto de assédio online que os fenómenos sobrenaturais começam a manifestar-se.

Cabe ao jogador conduzir os dois passageiros em segurança até ao destino final, tendo de lidar tanto com os perigos habituais de uma condução noturna sob chuva como com as ameaças paranormais que podem surgir pelo caminho.

Um dos aspetos que mais distingue Drive In The Rain de outros jogos do género é a profundidade do seu sistema de condução. Ao contrário do que é habitual em títulos do género, os comandos do veículo tentam replicar a experiência real de conduzir com bastante rigor. Engatar a marcha-atrás, por exemplo, não se resume a premir o travão, é necessário mudar de velocidade como aconteceria num carro verdadeiro. Já mudar de faixa em segurança implica verificar os espelhos retrovisores e ativar o pisca correto antes de o fazer.

Estes pormenores não são meramente estéticos, além de evitarem um final trágico ao volante, ajudam também a prevenir efeitos negativos ligados ao lado sobrenatural do jogo. Ainda assim, quem preferir uma experiência menos exigente pode optar por um modo de controlos simplificados, que praticamente dispensa a necessidade de gerir a direção.

O jogo introduz ainda um sistema de fenómenos paranormais diretamente ligado à forma como o jogador conduz. Como a viagem está a ser transmitida em direto para todos verem, atrair as atenções do público pode ajudar a absorver parte da malícia dirigida à jovem passageira, mas fazê-lo implica correr riscos.

Entre os comportamentos que podem chamar a atenção dos espectadores (e, com isso, desviar a negatividade da jovem) contam-se:

  • conduzir acima da velocidade permitida;
  • mudar de faixa sem sinalizar corretamente;
  • invadir a faixa de sentido contrário.

Apesar de partirem de boas intenções, este tipo de atitudes de risco pode desencadear efeitos secundários incómodos, como alucinações. Por outro lado, quem preferir uma viagem livre de maldições pode simplesmente conduzir com prudência do início ao fim, ainda que, segundo a descrição do jogo, a jovem passageira possa não ficar particularmente agradecida com essa escolha mais contida.

A isto soma-se ainda a necessidade de estar atento a obstáculos mais convencionais da estrada, como pavimento molhado, trânsito e obras em curso, que tornam a condução ainda mais exigente independentemente da componente sobrenatural.

Na sua página oficial, a equipa por trás de Drive In The Rain assume ter recorrido a inteligência artificial generativa em determinadas fases do desenvolvimento, nomeadamente na geração de código e na operação de ferramentas ligadas à criação do jogo, bem como na tradução dos textos, tanto os que surgem dentro do próprio jogo como os presentes na página da Steam, cujo idioma original é o japonês.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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