InícioJogosEstúdio português leva Bobo e o Baú dos Pesadelos à Nintendo Switch

Estúdio português leva Bobo e o Baú dos Pesadelos à Nintendo Switch

Conhece Bobo e o Baú dos Pesadelos, o jogo português inspirado em Spyro e MediEvil

Um jogo feito por uma só pessoa, em Portugal vai chegar a quatro plataformas no mesmo dia, incluindo a consola híbrida da Nintendo. A Polycast Labs, estúdio independente fundado e gerido inteiramente por David Ho, confirmou que Bobo e o Baú dos Pesadelos (Bobo and the Chest of Nightmares) vai ser lançado simultaneamente para PC via Steam, Xbox One, Xbox Series X|S e Nintendo Switch a 30 de outubro de 2026.

O jogo já tinha sido anunciado anteriormente apenas para PC, mas o estúdio confirmou entretanto o alargamento a consolas.

Um plataformas 3D com saudades dos anos 90

Bobo e o Baú dos Pesadelos coloca o jogador na pele de Bobo, um bobo da corte desajeitado criado para entreter e espalhar alegria. Durante um espetáculo de circo que corre mal, a personagem abre acidentalmente um baú proibido e liberta o Dreammaster, uma entidade ancestral que transforma os sonhos do reino em pesadelos vivos. O reino, antes vibrante, fragmenta-se em territórios sombrios controlados por espíritos corrompidos, e cabe a Bobo recuperar os EchoMares, fragmentos espirituais que representam sonhos libertados, com a ajuda de uma máscara flutuante chamada DreamMask.

A estética do jogo mistura circo e Halloween, com uma inspiração visual próxima do universo de Tim Burton, e a jogabilidade bebe claramente da era dourada dos plataformas em 3D, com referências assumidas a nomes como Spyro the Dragon, Crash Bandicoot e MediEvil.

Desde o início da aventura, Bobo tem acesso a um leque generoso de movimentos acrobáticos, pensados para tornar a exploração vertical dos cenários fluida e divertida:

  • Salto duplo e planar com o chapéu de bobo
  • Deslize e salto em paredes
  • Rail-grind em carris espalhados pelos níveis
  • Agarrar em rebordos, pisão e ataque giratório
  • Dash e mergulho aéreo

Além da movimentação, o jogo aposta em puzzles ambientais ligeiros, como mecanismos rotativos, rotas que mudam de posição ou lanternas que é preciso ativar, e em combate ligeiro focado em timing e posicionamento em vez de combos complexos.

O hub do jogo chama-se Twilight Circus Grounds e funciona como zona segura, com NPCs, minijogos e áreas secretas, servindo também de ponto de partida para as tendas que dão acesso a cada um dos reinos. O jogador pode escolher livremente a ordem pela qual quer enfrentar os diferentes mundos, cada um terminado por um confronto teatral contra um boss, que recompensa com um EchoMare único e aproxima a história do confronto final com o Dreammaster.

O sistema de vida também segue a lógica onírica do jogo, uma máscara flutuante, a DreamMask, funciona simultaneamente como escudo e indicador visual de energia. Ao acumular várias máscaras, o jogador pode ativar o Dreamburst, um estado temporário de invulnerabilidade.

O jogo pode já ser adicionado à lista de desejos na página do Steam.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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