
A nova adaptação de The Ghost in the Shell tem gerado bastante polémica, não devido aos comuns escândalos, mas por dividir a opinião dos fãs quanto à sua abordagem. Ao contrário do que muitos esperavam, a série segue de forma muito mais fiel o mangá original de Masamune Shirow ao apresentar um tom mais leve, colorido, dinâmico e bem-humorado.
Esta mudança contrasta com o estilo mais sério, filosófico e melancólico do icónico filme de 1995 realizado por Mamoru Oshii, e da série Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, que moldaram a perceção de grande parte do público sobre este universo.
Uma das maiores críticas prende-se com a caracterização da Major Motoko Kusanagi, que surge mais expressiva, irreverente, barulhenta e descontraída do que em qualquer das adaptações anteriores. No entanto, os leitores do mangá defendem que esta é precisamente a personalidade concebida por Masamune Shirow e consideram que a nova série é a representação fiel da protagonista até à data. O ritmo acelerado dos episódios também tem sido alvo de comentários, com alguns espetadores a considerarem que a narrativa apresenta demasiada informação num curto espaço de tempo e não conseguem acompanhar.
No fundo, esta polémica resulta simplesmente do confronto entre duas visões diferentes de Ghost in the Shell, a de quem cresceu com o filme de 1995 e esperava uma nova obra com o mesmo tom filosófico e contemplativo, e a de quem desejava durante décadas uma adaptação mais próxima do mangá original. Em Portugal, os leitores podem acompanhar o esta visão original graças à edição publicada pela Distrito Manga. Apesar da divisão de opiniões, os fãs mais conservadores elogiam a fidelidade à origem e consideram que a série que está a ser produzida pela Science SARU recupera a verdadeira essência da lendária obra criada por Masamune Shirow.









