
O anúncio de God of War Laufey no State of Play da PlayStation de 2 de junho trouxe consigo uma reação dividida nas redes sociais. Pela primeira vez na história da saga, o jogador não controla Kratos, Faye, a sua falecida mulher, é a protagonista deste novo jogo, que a leva ao além dos deuses numa luta que mistura várias mitologias. A excitação de muitos foi acompanhada pela preocupação de outros, seria esta a despedida de Kratos?
A resposta chegou rapidamente, diretamente de Cory Barlog, responsável criativo da Santa Monica Studio.
Numa entrevista publicada no canal PlayStation do YouTube logo após o State of Play, Barlog conversou com Ariel Lawrence, diretora do jogo, sobre o futuro da franquia. A sua posição foi clara:
“É excitante. Faye é, apesar de ser uma coisa diferente, ainda parte do tapete maior daquilo que realmente queremos explorar, todas estas personagens diferentes. Mas vão existir sempre jogos de Kratos ao longo de toda a história”.
Lawrence, que admitiu ter assumido durante anos que continuaria a contar histórias sobre Kratos, acrescentou sem hesitar: “Com certeza. Não podemos deixar de contar histórias sobre o grande”.
O perfil oficial da Sony Santa Monica no X foi mais além, garantindo que “Kratos é ainda o Deus da Guerra” e que há “muitas mais histórias para contar com ele”, acrescentando que por agora o estúdio está entusiasmado por levar os fãs “a uma viagem ao além dos deuses com Faye” e que espera que eles embarquem nela.
A polémica não ficou confinada às comunidades de jogadores. A conta oficial da Domino’s Pizza no Reino Unido entrou na conversa com uma comparação que rapidamente circulou: “Um jogo de God of War sem Kratos = Pepperoni Passion sem pepperoni”. O tweet em tom de brincadeira capturou uma parte do sentimento de quem aguardava a revelação com expectativas diferentes.
O consenso geral entre os fãs inclina-se para a excitação com o que está em curso. A quantidade de gameplay revelada, cerca de 23 minutos do início do jogo, e a qualidade visual e de design apresentada contribuíram para dissipar parte da desconfiança inicial.
O enquadramento narrativo de God of War Laufey traz uma vantagem que vai além da história de Faye, ao situar a ação no Everywhen, o além dos deuses, onde divindades de todas as mitologias coexistem após a morte, a Santa Monica abre a porta a encontros com personagens que dificilmente surgiriam numa entrada centrada na jornada geográfica de Kratos. O gameplay revelado já mostrou a presença da deusa egípcia Sekhmet e de Begtse, uma divindade da guerra de origem budista mongol, numa expansão do universo que poderá enriquecer o lore geral da saga para os jogos futuros.
Barlog sublinhou essa ideia na mesma entrevista ao descrever God of War Laufey como parte do “tapete maior” da história que a Santa Monica quer contar, uma expressão que sugere uma visão de longo prazo para a franquia, onde diferentes personagens podem ter espaço sem que isso signifique o fim de outras.








