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Kit Ellis e Krysta Yang passaram mais de uma década ligados à Nintendo of America, período em que se tornaram rostos conhecidos do público através do popular programa Nintendo Minute. Anos depois de terem saído da empresa, a dupla continua a falar sobre o setor dos videojogos através do seu próprio podcast, e foi precisamente aí que decidiram fazer um balanço sincero sobre o que é, na prática, trabalhar para uma das maiores gigantes do gaming.
Um dos aspetos mais elogiados por Kit e Krysta tem a ver com a confiança que sentem em relação aos líderes de topo da empresa. Segundo os antigos apresentadores executivos como Satoru Iwata, Shuntaro Furukawa, Reggie Fils-Aimé, Doug Bowser e Devon Pritchard destacam-se pela forma genuína como sempre encararam o seu papel na empresa. Kit resumiu essa ideia da seguinte forma:
“Os líderes ao mais alto nível da empresa têm integridade“.
O antigo apresentador foi mais longe e comparou essa postura à de responsáveis de outras empresas do setor, que, na sua perceção, parecem mais preocupados em tirar o máximo proveito pessoal antes de saírem do que propriamente em cuidar do negócio ou dos trabalhadores. Ainda dentro dos pontos positivos, ambos destacaram a segurança no emprego como uma vantagem significativa de trabalhar na Nintendo, um fator cada vez mais raro numa indústria conhecida pelos despedimentos em massa.
Nem tudo, porém, foi elogio. Quando a conversa passou para os aspetos menos positivos da experiência, Kit e Krysta não hesitaram em apontar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal como um dos principais problemas. Segundo os dois, esse equilíbrio praticamente não existia durante o tempo em que trabalharam na empresa, uma realidade que, sublinharam, está longe de ser exclusiva da Nintendo, mas que ali assume contornos particularmente exigentes, sem grande tolerância para quem precisa de gerir o próprio ritmo de trabalho.
Além da questão do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, os dois antigos funcionários referiram também que as promoções dentro da Nintendo estão longe de ser um processo simples ou frequente. De acordo com os relatos partilhados no podcast, quem é promovido passa antes por uma avaliação rigorosa, o que ajuda a explicar por que razão a progressão de carreira dentro da empresa pode, por vezes, parecer mais lenta do que em empresas concorrentes.









