
Há pistas que surgem de sítios inesperados, e a classificação etária é uma das fontes mais fiáveis quando se trata de anúncios ainda não feitos. Foi assim que, esta semana, o Tales of Eternia Remastered apareceu listado na base de dados da PEGI, Pan European Game Information, com data de publicação de 16 de abril, sem qualquer comunicado oficial por parte da Bandai Namco.
O jogo recebeu uma classificação etária de 12, justificada pela presença de violência moderada e linguagem imprópria.
Um clássico dos anos 2000 que poucos ocidentais conhecem bem
Tales of Eternia tem uma história de distribuição confusa no Ocidente. Lançado originalmente no Japão a 30 de novembro de 2000 para a PlayStation original, chegou à América do Norte em 2001, mas sob o nome Tales of Destiny II, numa decisão de marketing que gerou confusão entre os fãs, já que o verdadeiro Tales of Destiny 2 (uma sequela direta de Tales of Destiny) nunca saiu da região asiática.
Mais tarde, em março de 2005 no Japão e fevereiro de 2006 na Europa, chegou uma versão para PSP. Esta versão portátil foi lançada na Europa mas nunca nos Estados Unidos, e apesar de ser tecnicamente superior ao original da PlayStation, mantinha a maioria dos skits removidos. Na prática, isso significa que nunca existiu uma tradução oficial completa para inglês do jogo tal como foi concebido.
A listagem da PEGI aparece associada à Nintendo Switch, pelo que seria a primeira vez que Tales of Eternia chegaria a uma plataforma Nintendo.

O que diz a PEGI sobre o jogo
A descrição incluída na classificação dá uma ideia do que esperar:
“Jogo de role-playing que acompanha a história de Reid e os seus amigos, Farah e Keele, quando encontram uma menina misteriosa chamada Meredy que fala uma língua desconhecida. A sua subsequente missão para descobrir as suas origens leva-os através de uma fronteira dimensional para um reino completamente diferente conhecido como Celestia”.
Em relação ao conteúdo, a PEGI descreve “representações de violência não-realista contra personagens humanos e de fantasia”, combates com magias e armas como adagas, lanças, espadas e machados, com “efeitos exagerados e coloridos”. A avaliação menciona também a presença de linguagem imprópria, incluindo o termo “bastard”.
A Bandai Namco e os remasters da série Tales of
A descoberta encaixa bem na estratégia que a Bandai Namco tem seguido nos últimos anos. Oo produtor geral Yusuke Tomizawa anunciou que os remasters de 2026 se focariam em entradas ainda mais antigas da franquia, o que coincide com Tales of Eternia, lançado originalmente há 25 anos.
Os remasters lançados até agora no âmbito do Tales Remaster Project foram:
- Tales of Graces f Remastered — janeiro de 2025
- Tales of Xillia Remastered — outubro de 2025
- Tales of Berseria Remastered — fevereiro de 2026
Tomizawa explicou ainda, num painel na Tokyo Game Show 2025, que a ordem dos lançamentos não é necessariamente cronológica, depende da disponibilidade dos ficheiros de código-fonte e de qual estúdio tem os dados originais, o que explica algumas escolhas que pareceram fora de ordem aos fãs.
Tales of Eternia seria um passo mais ambicioso, já que falamos de um título 2D da era PlayStation original. Fica por saber se o remaster se baseia na versão de PS1 ou na port de PSP, e se a Bandai Namco aproveitará a oportunidade para produzir uma tradução inglesa completa pela primeira vez na história do jogo.









