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Sony reforça que os jogos digitais da PlayStation são licenciados e não são vendidos

A Sony Interactive Entertainment começou a enviar e-mails aos utilizadores da PlayStation para relembrar de que os seus jogos digitais são licenciados e não são vendidos. A mensagem, identificada como “Termos PlayStation”, informa os destinatários de que vão ter aceitar vários acordos relacionados com a utilização da plataforma se quiserem permanecer na mesma.

Os documentos completos foram incluídos na mensagem para a conveniência e referência futura dos utilizadores PlayStation, num momento em que a discussão sobre a propriedade dos jogos digitais voltou a ganhar força, sobretudo após as recentes decisões da empresa relativamente à distribuição física.

Um dos pontos que mais atenção tem recebido encontra-se no Contrato de Licença de Utilizador Final, especificamente na secção 1.4, intitulada “A tua Licença”. O documento afirma claramente que o software é apenas licenciado e não é vendido.

Os termos estabelecem que a licença atribuída aos utilizadores é limitada, não exclusiva, intransmissível e pessoal e permite executar ou utilizar o software para fins de uso privado e não comercial no sistema ou dispositivo correspondente.

Adicionalmente, o contrato determina que quaisquer direitos que não sejam expressamente concedidos pela licença permanecem reservados pela Sony Interactive Entertainment, que incluem os direitos de propriedade intelectual relacionados com o software.

A política, contudo, não é nova e já faz parte há vários anos dos termos de licenciamento utilizados pela Sony Interactive Entertainment. O que está a chamar a atenção é o momento escolhido para voltar a enviar esta informação aos utilizadores.

A mensagem surge depois de ter sido revelado que a produção de discos para novos jogos da PlayStation será encerrada a partir de janeiro de 2028, uma decisão que provocou fortes críticas entre parte da comunidade. Muitos jogadores defendem que os jogos físicos oferecem uma forma mais efetiva de propriedade e permitem, por exemplo, a revenda e preservação independentemente da disponibilidade das lojas digitais.

A diferença entre comprar um jogo digital e adquirir uma licença para o utilizar tornou-se, assim, um dos principais pontos do debate. Embora os utilizadores possam pagar o preço integral de um jogo, os termos da PlayStation deixam claro que o pagamento não corresponde à transferência da propriedade intelectual do software.

Bruno Reis
Bruno Reis
Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.

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