
A Devir revelou em exclusivo ao OtakuPT que vai publicar em Portugal a comic Supergirl: Mulher do Futuro, a tradução de Supergirl: Woman of Tomorrow, a série de oito números escrita por Tom King e ilustrada por Bilquis Evely, publicada pela DC Comics entre 2021 e 2022. O anúncio chega num momento particularmente oportuno, o filme baseado nesta obra, simplesmente intitulado Supergirl e protagonizado por Milly Alcock, estreia nos cinemas a 26 de junho de 2026.
A publicação de Supergirl: Mulher do Futuro em Portugal deve acontecer entro o final de maio e junho de 2026.
A série nasceu como parte da iniciativa Infinite Frontier da DC e rapidamente se afirmou como um dos trabalhos mais elogiados da editora em anos. Foi nomeada para o Eisner Award de Melhor Série Limitada em 2022, o equivalente ao Oscar da BD americana, e foi finalista do Hugo Award de Melhor História em BD em 2023. A New York Public Library incluiu-a na sua lista de Melhores Livros para Adultos de 2022. Tom King, já reconhecido por Batman, Mister Miracle e Vision, afirmou numa entrevista que esta é a obra que recomendaria a qualquer pessoa que queira descobrir a BD: “É a história que sempre quis fazer. Podes dá-la a qualquer pessoa, que não precise de saber nada sobre BD, e ela vai apaixonar-se pelo meio”, disse o autor.
A história começa com uma Kara Zor-El à deriva, uma jovem mulher que viu o seu planeta ser destruído, que foi enviada para a Terra para proteger um primo bebé, que afinal não precisou dela, e que agora vagueia pelo universo sem propósito claro, vista por toda a gente apenas como um apêndice da fama do Superman. Tudo muda quando Ruthye, uma jovem guerreira de um planeta devastado, a procura para uma missão brutal: caçar Krem das Colinas Amarelas, o homem que matou o seu pai. Supergirl, Krypto e Ruthye partem juntos numa odisseia intergaláctica que explora o trauma, a raiva e a vulnerabilidade de uma personagem demasiadas vezes reduzida à sombra do primo.
A arte de Bilquis Evely é, para muitos leitores, o coração da série. A ilustradora brasileira, conhecida pelo seu trabalho em Sandman Universe: The Dreaming e Wonder Woman, trouxe uma estética ornamental e quase pictórica, com influências do Art Nouveau e da ilustração do início do século XX, que contrasta de forma deliberada com a brutalidade de certas sequências da narrativa. A combinação com as cores de Matheus Lopes resultou numa linguagem visual que se tornou imediatamente reconhecível.
Foi precisamente esta obra que James Gunn citou como influência central para a nova linha de filmes DC quando apresentou Gods and Monsters, o primeiro capítulo do novo Universo DC. O realizador Craig Gillespie (Cruella, I, Tonya), que dirige o filme, deixou claro numa conversa que a adaptação toma caminhos próprios: “Sei que continuamos a mencionar o livro do Tom King, mas a Ana [Nogueira, argumentista] levou-o a um lugar muito diferente. Por isso, para toda a gente que está agora a folhear esse livro do Tom King, é diferente”.








