InícioAnimeAcabaste Fire Force? Estes 10 animes são perfeitos para ver a seguir

Acabaste Fire Force? Estes 10 animes são perfeitos para ver a seguir

A terceira e última temporada terminou a 4 de abril de 2026 e deixou um vazio difícil de preencher. Estes 10 animes são o ponto de partida certo.

10
Dandadan

Dandadan EVIL EYE visual

Há uma coisa que Fire Force fazia de forma quase única, a transição entre o absurdo e o dramático acontecia tão depressa que nunca se sabia ao certo em que registo se estava. Um momento era comédia pura, no seguinte havia uma revelação que mudava tudo. Dandadan tem exatamente essa qualidade, e é raro encontrá-la assim tão bem executada.

A premissa começa com uma discussão entre dois adolescentes, Momo, de uma família de médiums espirituais, e Okarun, obcecado com o oculto e com extraterrestres, sobre qual das duas coisas existe de verdade. Rapidamente descobrem que ambas existem, e a partir daí o anime não abranda. O caos é constante, mas nunca parece aleatório. Há uma lógica interna no disparate que mantém tudo coerente, da mesma forma que Fire Force nunca deixava de fazer sentido mesmo quando estava no seu momento mais desconcertante.

Para quem amava Fire Force pela forma como nunca se conseguia antecipar o próximo episódio, Dandadan é provavelmente a recomendação mais certeira desta lista.

9
Seraph of the End

Seraph of the End – imagem promocional

Uma das razões pelas quais a Companhia 8 funcionava tão bem era a estrutura que a envolvia. Não era apenas um grupo de pessoas com poderes, era uma unidade inserida numa instituição maior, com hierarquias, tensões políticas entre fações e uma ameaça que nenhuma força convencional conseguia travar. Seraph of the End constrói o seu universo com essa mesma lógica.

A premissa é brutal logo à partida, um vírus destrói a maioria da humanidade adulta, os vampiros emergem das sombras para tomar o controlo, e os sobreviventes organizam-se em fações militares para tentar resistir. O protagonista, Yuichiro, carrega um passado traumático que molda cada decisão que toma, algo que os fãs de Fire Force vão reconhecer imediatamente em Shinra.

O tom é mais sombrio e a tragédia está muito mais à superfície do que em Fire Force, mas a dinâmica de equipa, as rivalidades entre fações e a escalada constante de conflito criam uma experiência que vai parecer familiar. Quem gostava de ver a Companhia 8 a funcionar como uma unidade coesa mesmo em condições impossíveis vai sentir-se em casa.

8
Noragami

Noragami manga vol 26 capa

Nem toda a gente via Fire Force pela ação. Havia quem estivesse ali sobretudo pela personalidade da série, pela forma como as personagens interagiam, pelo humor que surgia nos momentos mais inesperados, pela sensação de que o universo tinha profundidade mesmo quando não estava a explicar nada. Noragami alimenta exatamente esse tipo de espectador.

Yato é um deus menor sem templo, sem seguidores e sem grande reputação, que passa os dias a tentar arranjar trabalho por moedas enquanto sonha em grande. É ao mesmo tempo cómico e genuinamente patético, mas de uma forma que cria uma empatia imediata. À sua volta constrói-se uma teia de espíritos, monstros, regras divinas e relações complicadas que vai ganhando complexidade ao longo das temporadas.

O que une Noragami a Fire Force não é a ação em si, é a química. A forma como as personagens se relacionam entre si, os momentos de leveza que surgem no meio de situações sérias, e a sensação de que este universo tem muito mais por revelar do que aquilo que mostra. É o tipo de anime que fica na cabeça muito depois de terminar.

7
Gurren Lagann

Gurren Lagann vai ter

Existem animes que escalam bem. Gurren Lagann não escala, explode. A história começa de forma relativamente contida, com Simon e Kamina a viver debaixo da terra numa aldeia que nem sequer sabe que o céu existe, e transforma-se progressivamente em algo de dimensões tão absurdas que seria ridículo se não fosse tão bem executado.

Fire Force tinha essa qualidade de apostar sempre mais alto. Cada arco parecia maior do que o anterior, cada revelação recontextualizava o que já se sabia. Gurren Lagann faz o mesmo, mas sem travar. É um anime completamente comprometido com a ideia de que os limites existem para ser quebrados, e que a resposta a qualquer obstáculo é simplesmente mais determinação.

Para quem ficou com saudades da energia pura de Fire Force nos seus momentos de maior espetáculo, as batalhas que pareciam impossíveis, os discursos que não deviam funcionar mas funcionavam, Gurren Lagann é provavelmente a experiência mais próxima que existe.

6
Demon Slayer

Demon Slayer Kimetsu no Yaiba – Infinity Castle Part 1 Akaza’s Return poster anime (1)

À primeira vista, Demon Slayer pode parecer uma escolha óbvia demais. Mas a razão pela qual funciona tão bem como seguimento de Fire Force não é apenas a qualidade de animação, que é inegável. É a forma como os dois animes tratam os combates, não como espetáculo vazio, mas como momentos com peso emocional real.

Tanjiro Kamado perde a família para um ataque de demónios e parte numa missão para devolver a humanidade à irmã, que foi transformada. A dor dessa perda nunca desaparece, mesmo quando as sequências de ação são deslumbrantes. Fire Force funcionava da mesma forma, os combates importavam porque as pessoas por detrás deles importavam.

Demon Slayer é mais sério no tom geral, sem o humor irreverente que caracterizava Fire Force, mas a essência é a mesma. Um sistema de poderes que parece ao mesmo tempo técnico e visceral, personagens cuja lealdade é inabalável, e uma sensação constante de que as apostas são reais.

5
Blue Exorcist

Blue Exorcist The Blue Night Saga visual

Blue Exorcist tem uma premissa que poderia facilmente tornar-se num clichê, o filho de Satã que decide tornar-se exorcista, mas a série faz algo interessante com ela. Rin Okumura não é um protagonista que consegue esconder quem é. A sua natureza aparece nos piores momentos, cria conflitos que não têm solução fácil, e obriga-o a provar constantemente que é mais do que aquilo que o sangue sugere.

Isso é muito próximo do que Fire Force fazia com Shinra. O “sorriso do diabo” de Shinra era mal interpretado constantemente, e grande parte da série era sobre provar que a aparência não define o carácter. Rin tem o mesmo problema, amplificado pela mitologia demoníaca que o rodeia.

O universo de Blue Exorcist tem também essa qualidade institucional que os fãs de Fire Force apreciam, a escola de exorcistas, as hierarquias, as fações com agendas próprias. Há drama interno, há conspirações, há personagens que nunca são completamente o que parecem. É um anime que recompensa quem presta atenção.

4
Kaiju No. 8

Kaiju No. 8 anime visual

Uma das coisas que distinguia Fire Force de muitos outros shonen era a estrutura organizacional. A Companhia 8 não era apenas um grupo de heróis, era uma unidade com regulamentos, processos de recrutamento, superiores com os quais discordava, e uma missão que a colocava frequentemente em rota de colisão com outras forças. Kaiju No. 8 constrói o seu universo com essa mesma atenção à estrutura.

Kafka Hibino vive num Japão regularmente atacado por kaijus e tenta entrar para a Força de Defesa, a unidade responsável por os eliminar. A complicação surge quando ele próprio se transforma num kaiju, o que o coloca numa posição impossível entre o dever e a sobrevivência. É o tipo de conflito que Fire Force explorava bem, o protagonista que está simultaneamente dentro e fora do sistema.

O anime tem também um sentido de humor que surge nos momentos certos, sem nunca estragar a tensão das sequências de ação. Para quem gostava da forma como Fire Force equilibrava esses dois registos, Kaiju No. 8 é uma transição natural.

3
Bleach

Há uma parte da audiência de Fire Force que estava ali sobretudo pelo estilo. A forma como as personagens entravam em cena, os designs que eram imediatamente reconhecíveis, os combates que eram tanto uma declaração estética quanto uma sequência de ação. Para esse tipo de espectador, Bleach é a resposta mais direta que existe.

Poucos animes construíram um elenco com tanto carisma coletivo ao longo de tantos episódios. Cada arco introduz novas personagens que poderiam facilmente roubar a série ao protagonista, e às vezes isso até acontece de forma completamente intencional. O universo expande-se de formas que raramente decepcionam, e as rivalidades que se vão construindo ao longo da série têm um peso que se acumula durante anos.

A Thousand-Year Blood War, o arco final que foi adaptado nos últimos anos, é também visualmente um dos pontos mais altos da animação moderna. Quem ainda não viu Bleach tem agora uma razão ainda melhor para começar.

2
Promare

Imagem promocional de Promare

Promare é um filme anime do estúdio Trigger, os mesmos responsáveis por Gurren Lagann, e a ligação a Fire Force é tão evidente que seria estranho não a incluir aqui. A história passa-se trinta anos após o surgimento dos Burnish, seres que manifestaram a capacidade de controlar o fogo e desencadearam um cataclismo mundial. Os bombeiros que os combatem têm tecnologia, atitude e um estilo visual que vai fazer imediatamente lembrar a Companhia 8.

Mas Promare não é apenas uma coincidência temática. O filme tem a mesma disposição para levar a ação ao absurdo, para construir um universo com regras próprias e depois subvertê-las, e para criar personagens que são demasiado grandes para o espaço que ocupam. Tudo isto em pouco mais de hora e meia, o que significa que o ritmo é implacável desde o primeiro minuto.

Para quem quer uma experiência intensa mas curta antes de decidir o próximo anime de longa duração, Promare é provavelmente a melhor escolha desta lista.

1
Soul Eater

Soul Eater

Esta recomendação era já óbvia antes do final de Fire Force. Depois da terceira temporada ter revelado que as duas séries partilham o mesmo universo, com Fire Force a funcionar como uma prequela de Soul Eater, mostrando como o mundo que Maka e Soul habitam foi criado, tornou-se completamente obrigatória.

Soul Eater segue Maka Albarn e o seu parceiro Soul, uma arma com forma humana, numa escola de guerreiros que caçam monstros e almas corrompidas. O universo tem o mesmo ADN criativo de Fire Force, os designs exagerados e expressivos, o humor que aparece sem aviso no meio de momentos sérios, a estrutura institucional com as suas hierarquias e dramas internos, e uma mitologia que vai ficando progressivamente mais estranha e mais interessante.

Ver Soul Eater depois de Fire Force é também uma experiência diferente agora que se sabe a ligação entre os dois. Há detalhes, referências e paralelos que ganham um novo significado, e isso transforma a experiência de ver a série. É, sem dúvida, o passo mais natural e mais recompensador depois de terminar Fire Force.

ViaCBR
Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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