
Há formas mais simples de recusar um convite. Um sargento da polícia da Prefeitura de Saga, no Japão, foi encaminhado para o ministério público depois de ter plantado uma falsa ameaça de bomba no restaurante onde os seus colegas tinham reservado espaço para a sua festa de despedida, com o único objetivo de cancelar o evento.
O incidente aconteceu em março de 2026, em Saga. O agente deixou um bilhete escrito à mão na entrada do restaurante com a frase “plantei uma bomba” e ligou de seguida para o estabelecimento, instruindo um funcionário a verificar a entrada. O restaurante encontrou a nota, cancelou a reserva e alertou as autoridades. A polícia foi ao local, fez buscas, não encontrou nada e concluiu que era uma farsa.
A investigação que se seguiu levou diretamente ao único sítio que o agente não tinha previsto, ele próprio. Quando confrontado, confirmou tudo sem hesitar. A justificação foi direta: “Não queria ir a uma festa de despedida no trabalho”.
O plano correu muito mal
O que devia ser uma saída fácil acabou por sair-lhe muito caro. O agente estava previsto para se reformar no final de março de 2026. A investigação obrigou-o a permanecer na corporação até 30 de abril, data em que foi formalmente disciplinado e entregou a sua demissão voluntária. O caso foi encaminhado para o ministério público.
A Polícia da Prefeitura de Saga emitiu uma declaração pública: “Lamentamos profundamente e pedimos desculpa”.
A polícia da prefeitura recusou comentar se o agente tinha manifestado anteriormente insatisfação com o local de trabalho ou dificuldades nas relações interpessoais na esquadra. Acrescentou, porém, que o incidente “não foi um crime cometido por rancor contra a polícia prefectural”.









