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Os últimos resultados financeiros da Capcom voltaram a colocar os discos físicos debaixo de fogo. No primeiro trimestre do atual ano fiscal, 93,3% de todos os jogos vendidos pela editora japonesa foram em formato digital, deixando apenas 6,7% para as cópias físicas. O valor surge numa altura particularmente sensível para o tema, com a Sony ainda a lidar com a contestação gerada pelo anúncio de que vai deixar de produzir discos para jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028.
A fasquia de 93,3% representa um crescimento de 64% em volume face ao ano anterior, muito por efeito do sucesso de Resident Evil Requiem, um dos títulos mais vendidos de 2026 e responsável por levar a Capcom ao volume de vendas mais elevado dos últimos cinco anos. Ainda assim, a percentagem de vendas digitais é, na verdade, inferior à do ano passado, quando tinha atingido 95,2%.
Olhando para trás, 2023 tinha sido o ano mais baixo da década em termos de peso digital, com 85% das vendas feitas por essa via. Desde então, o comportamento dos consumidores não parou de se acentuar a favor do digital, um percurso que a própria Capcom resume numa única frase do relatório: “Os conteúdos digitais impulsionaram os resultados; receita e lucro subiram em termos homólogos”.
Quanto à distribuição entre plataformas, o PC continua a liderar claramente as vendas digitais da editora:
- PC — 60,4% das vendas digitais
- Consolas — 32,9% das vendas digitais
- Físico (todas as plataformas) — 6,7% do total de vendas
Resident Evil Requiem continua a puxar pelos números
O trimestre foi marcado sobretudo pelo desempenho de Resident Evil Requiem, cujas vendas acumuladas já ultrapassaram os 8 milhões de unidades. Pragmata, lançamento mais recente da editora, somou 2,5 milhões de unidades vendidas neste mesmo período. A par dos lançamentos mais recentes, títulos mais antigos do catálogo da Capcom, como Resident Evil 7, Monster Hunter: World e Devil May Cry 5, continuaram a vender de forma consistente ao longo do trimestre, contribuindo também para engordar a fatia digital dos resultados.
A publicação destes dados acontece poucas semanas depois de a Sony ter anunciado que vai acabar com a produção de discos para novos jogos de PlayStation a partir de 2028, uma decisão que gerou reações imediatas por parte da comunidade de jogadores. Entre as respostas mais visíveis contam-se uma petição online, um movimento de boicote e uma ação de “apagão global” já marcada para o final de agosto.









