
Depois do forte sismo que abalou a prefeitura japonesa de Kumamoto no final de julho, a Nintendo decidiu estender uma mão às famílias afetadas através de um gesto que já é habitual em momentos de catástrofe natural no país, reparar produtos danificados sem custos para o cliente.
A empresa japonesa confirmou, através de uma nota publicada na conta oficial no X e no site de apoio ao cliente, que qualquer pessoa residente numa zona abrangida pela Lei de Socorro em Casos de Desastre do Japão pode enviar consolas, comandos ou outros equipamentos Nintendo danificados pelo terramoto para reparação gratuita, mesmo que já não estejam cobertos por garantia. A medida está em vigor desde 28 de julho e mantém-se disponível até 1 de fevereiro de 2027.
O terramoto que atingiu Kumamoto a 28 de julho teve uma magnitude estimada em 7,1. O balanço mais recente aponta para pelo menos 38 mortos, com mais de 8.200 pessoas ainda a viver em abrigos de emergência.
Face à dimensão da tragédia, a Nintendo publicou uma mensagem de solidariedade nas redes sociais, dirigida diretamente às vítimas: “Renovamos as nossas mais profundas condolências a todos os afetados pelo terramoto de Kumamoto de 2026 e rezamos por uma rápida recuperação“.
Como funciona o processo de reparação
O serviço está reservado a clientes individuais que residam em áreas oficialmente reconhecidas ao abrigo da lei japonesa de socorro em desastres. Os equipamentos podem ser enviados diretamente para um centro de assistência da Nintendo, acompanhados de um pedido feito online ou por escrito.
Há, no entanto, algumas limitações a ter em conta. Quem recorrer a este serviço deve incluir uma nota a mencionar o terramoto de Kumamoto do ano 8 da era Reiwa, junto com os dados de contacto ou o número de registo online. De notar que a Nintendo já não dispõe de peças sobresselentes para reparar consolas mais antigas, como a Wii U, a Famicom e a Super Famicom da linha Nintendo Classics, nem qualquer modelo da família 3DS/2DS. Na prática, isto significa que apenas as consolas das famílias Nintendo Switch e Switch 2 estão cobertas por este programa.
A própria Nintendo reconhece, na sua nota oficial, que a reparação de alguns produtos pode revelar-se difícil consoante o estado em que chegam ao centro de assistência.
Este tipo de resposta a catástrofes naturais não é novidade para a Nintendo. Em 2024, a empresa tinha adotado uma postura semelhante depois do terramoto na península de Noto, oferecendo também nessa altura reparações gratuitas e um donativo de 50 milhões de ienes à Cruz Vermelha japonesa.
Desta vez, o apoio financeiro repete o valor, a Nintendo vai doar 50 milhões de ienes (cerca de 275 mil euros) à Cruz Vermelha japonesa, para apoiar os esforços de socorro e reconstrução na região.
A Nintendo não foi a única empresa ligada ao mundo dos videojogos a mobilizar-se. A The Pokémon Company já tinha anunciado, a 30 de julho, um donativo de 550 mil euros, também destinado às vítimas do sismo em Kumamoto.









