
Passado mais de um mês desde o lançamento de Marvel Tokon: Fighting Souls, os problemas técnicos na versão de PC continuam a marcar a conversa em torno do jogo de luta da Arc System Works. O diretor Kazuto Sekine voltou a dirigir-se à comunidade, pedindo desculpa pelos incómodos causados e detalhando as mudanças que a equipa prepara para os próximos tempos.
O jogo chegou à PlayStation 5 e ao PC a 6 de agosto, mas as avaliações dos jogadores rapidamente revelaram uma discrepância acentuada entre as duas versões, com a edição para PC a acumular queixas relacionadas sobretudo com problemas de estabilidade. A situação chegou a tornar-se viral quando o conhecido streamer de jogos de luta Maximilian Dood desinstalou o jogo em direto, na sequência das falhas que enfrentou.
Numa publicação divulgada tanto nas redes sociais como numa mensagem mais extensa na página do jogo na Steam, Sekine começou por assinalar os aspetos positivos que a equipa tem observado desde o lançamento, antes de reconhecer os problemas que afetaram sobretudo quem joga no PC: “Ver o conteúdo do jogo a ser tão bem recebido, com os jogadores a desfrutarem da experiência e a sentirem-se motivados a continuar a jogar, tem sido uma enorme fonte de alegria para toda a equipa de desenvolvimento. No entanto, também reconhecemos que o período de lançamento foi afetado por problemas de estabilidade no PC, e pedimos sinceras desculpas pela frustração que isto causou aos nossos jogadores. Nunca foi nossa intenção que os jogadores não conseguissem desfrutar do jogo da forma que imaginámos, e estamos atualmente a avançar com melhorias na versão de PC para que todos possam aproveitar o jogo ao máximo“.
Este pedido de desculpa não é o primeiro por parte da equipa responsável pelo jogo. Ainda antes desta mensagem de Sekine, o produtor Takeshi Yamanaka já tinha reconhecido publicamente as falhas da versão de PC, admitindo na altura que reconquistar a confiança dos jogadores seria extremamente difícil.
Ajustes aos inputs, às assistências e às trocas de personagem
Além do pedido de desculpa, a publicação de Sekine detalhou várias áreas que a equipa considera precisarem de atenção. Uma delas prende-se com o reconhecimento de comandos, ataques executados a partir de investidas aéreas ou do movimento Free Flight falham por vezes o registo correto, algo que a equipa pretende corrigir ajustando as janelas de input do jogo, atualmente definidas com um buffer de seis frames quando um botão é mantido pressionado.
Outra das prioridades passa pela frequência com que os jogadores conseguem acionar assistências e trocar de personagem durante os combates. Sekine explicou que o jogo foi concebido para assentar numa troca constante de personagens, mas que a frequência atual acabou por superar as expectativas da própria equipa de desenvolvimento, gerando preocupação entre a comunidade. Para resolver isto, os responsáveis estão a ponderar aumentar o tempo de recarga de certas assistências e trocas, numa tentativa de preservar o ritmo agressivo do jogo, mas criando também mais espaço para momentos de jogo mais ponderado.
Quanto ao equilíbrio entre personagens, a equipa optou por não fazer alterações profundas para já. Sekine descreveu o momento atual como uma fase de descoberta, considerando ainda cedo para modificar as características individuais de cada lutador, até porque as mudanças nas assistências e trocas já vão, por si só, alterar a forma como as partidas se desenrolam.
Estas alterações não se limitam à versão de PC e vão também ser aplicadas na PlayStation 5, chegando antes do lançamento do primeiro pacote de conteúdo adicional do jogo, que vai trazer os Phoenix Five ao elenco jogável.








