A minha lista dos Animes de 2022: Jonh Vini

Artigo por Jonh Vini. Podem enviar os vossos artigos aqui.

Cinco anos de Otakupt, cinco reviews de melhores do ano, claro que não é cinco anos completos, mas como a fifa pode empurrar uma copa num período quebrado, então posso dizer que estou a cinco anos aqui, ironicamente estou no mesmo período do hiato da copa, todavia a tradição tem de ser mantida, mesmo eu não estando tanto tempo na página nesse ano, mas eu assisto anime durante o ano todo, então tenho os meus melhores e sempre bom reforçar que essa é a minha opinião (Jonh Vini) que inclusive cheguei na quantidade de animes aqui no site (45), então vamos lá comentar falar do que eu achei dos animes desse ano.

Os Animes Bom:

Animes bons para mim, pois sempre é bom lembrar isso, pois eu listo os melhores animes do ano e aqui posso abrir exceções se um anime acaba nesse ano, ou só começa e acaba no ano que vem, esses entram na lista dos acréscimos, ou seja animes que não contam dentro de uma temporada regular e estou falando disso porque nessa última temporada do ano(Outubro/Outono de 2022) saiu muita coisa boa, tão boa que ficou dificil definir qual seriam os melhores de fato, então já começo com a lista de acréscimos, pois Urusei Yatsura foi uma obra extremamente hypada desde seu anúncio desse reavivamento, já que é o primeiro sucesso da Takahashi Rumiko, fora que é o primeiro Remake dessa obra para TV desde sempre, não é atoa a incrível produção da David Production  pegou esse trabalho, visto que acaba entregando um ótimo trabalho em adaptações, seja de obras novas ou antigas, mas não irei me aprofundar nesse aspecto, já que Urusei Yatsura me pegou no aspecto emocional, já que esse anime esta maravilhoso, algo nada supreendente para esse estúdio e da narrativa, ou os capítulos que foram escolhidos para essa adaptação ja que a propria Rumiko nao ajudou nessa escolha, mas os animados estão maravilhosos, principalmente para alguém que nunca consumiu este trabalho antes, o fato de ser uma obra mais antiga acaba trazendo pontos diferentes de narrativas dos gêneros da mesmsa para hoje em dia, o que fez-me criar uma percepção que Urusei Yatsura seja uma obra atemporal e essa adaptação necessita-se de um trabalho a altura, seja pela historia episodica, tanto que são adaptados  tres capitulos por episódio, seja personagens que, com perdão do pleonasmo, possuem personalidade, ou até mesmo sua propria animação atual que tira vantagens da produção dos anos 2020 para ampliar o ambiente do enredo original que acaba criando o sentimento de modernidade numa narrativa tão familiar como Urusei Yatsura é para muita gente como InuYasha é para mim, apesar que o unico anime da Rumiko que assistir tudo foi Kyoukai no Rinne quando foi lançado em 2015.

Casal dos anos 1970.
Casal dos anos 1970.

Mas nem só de passado vivemos, pois vivemos no futuro deles e o futuro é demais, sei da polêmica dos fanscan, mas vamos focar no anime Chainsaw Man que já foi hypado desde de seu anúncio, muito graças ao seus fãs, todavia a própria MAPPA demonstrou como essa obra é o novo limiar das produções da Jump, afinal de contas essa obra rompe todos os conceitos já bastante difundidos para todos nós, pois existem obras antes e depois de Chainsaw Man, sério existem várias obras que se aproveitaram das portas abertas por Tatsuki Fujimoto para fazer coisas que a Jump boicotava na sua revista principal, apesar que algumas não vingaram, não é mesmo ALIENS AREA, mas de novo vamos focar do an7ime e o tão extraordinário é esse universo que a narrativa se passa e claro que tudo isso já é visto desde seu primeiro episódio que foi espetacular por si só, por mostrar todos os mistérios da obra, apresentar bem o Denji que é um protagonista desafortunado, para usar o mínimo, e sua jornada que foi salva justamente por um demônio, fora outros eventos que destrói a imagem que tínhamos na Jump, mas potencializado nas mãos do MAPPA que aproveitando o fato que o autor ser um cinéfilo para ampliar os quadros dele colocando conceitos atuais de cinema para esse anime, desde referencias a filmes da era que a narrativa se passa até mesmo referencias atuais, algo natural para esses diretores de animação dejesavam ao colocarem as mãos dessa obra, minha unica duvida que paira em mim é como será chamada a segunda tempoirada, já que a segunda parte do manga se chama Chainsaw  Man II.

Motosserra homem.
Motosserra homem.

Por fim vocês sabem muito bem que eu costumeiramente coloco na lista dos melhores da temporada, os animes que comento durante do periodo  que esse artigo é postado, isso é essencial para evita-me fadiga, mas como a Bruxa de Mercúrio, só irá acabar na semana que vem, então vou tentar fazer uma introdução ao texto como o jargão mais que conhecido: a primeira série anime da franquia para TV em 7 anos, sendo também a primeira série de TV com protagonista feminina e também sendo a primeira série de Gundam de muita gente e isso é ótimo porque a série é maravilhosa, o roteiro da obra é muito bem estruturado, a animação é deslumbrante, inclusive nas lutas de robôs que são em 2D, mas possui efeitos computadorizados, isso é uma revolução que ocorreu graças a Ufotable, mas que começou a ser normalizado para a indústria durante desse período de hiato, algo até que comum uma série Gundam conseguir “ingerir” as tendências do seu período de descanço e produzir narrativas bebendo das referências da sua época de produção, só pegar Iron-Blooded Orphans, porém a narrativa é bastante autoral que agrada bastante os fãs mais antigos da franquia e por falar da narrativa, a direção é fantastica por conseguir acresentar a historia deixando claro as historias “escondidas” da obra, bem não irei me alongar tanto, afinal de contas minha review “final”, mas o que posso diferenciar é explicar porque eu chamo Mobile Suit Gundam: The Witch from Mercury de Bruxa de Mercúrio e o motivo é bem simples, pois o titulo da obra é Kidou Senshi Gundam: Majo no Suisen e o nome internacional é uma tradução imediata em inglês, então nada melhor traduzir para nossa lingua, já que o nome oriental não esta em inglês e esse titulo não é o unico nome que foi traduzid por inglês da franquia, mas como bom lusofono, irei traduzir o que eu quiser.

O lirio de Mercurio.
O lirio de Mercurio.

Nada melhor dessa temporada de Julho/Verão que muito anime novo bom, me surpreendi com tantas obras boas que foram lançadas nessa temporada, tanto que foi difícil escolher apenas duas obras para serem as melhores, então porque não começar com as menções honrosas que compartilham inúmeras coisas, primeiramente a produção da A-1 Pictures, inclusive sua originalidade e seus defeitos, mas Lycoris Recoil e Engage Kiss são narrativas interessantes, o primeiro por brincar bem com os mistérios e as relações dos personagens pelo mundo, Engage Kiss demonstra o quanto o mundo dessa história é rico e complexo, algo necessário para uma obra multimídia, sim Engage Kiss virará um jogo gacha, mas aqui acaba os elogios, pois enquanto o mundo de Engage Kiss é interessante, a dinâmica dos personagens lembra bastante a de histórias ecchi, para não falar de Kamen Rider Revice, algo que desgosto bastante, principalmente o Shuu que é basicamente o Kirito da obra; já Lycoris Recoil sofre de um mundo genérico, sinceramente eu acho que as reviravoltas da obra serão genéricas, sempre bom lembrar que estou fazendo essa análise antes do seu término, então posso cometer injustiças com essas obras, mas parece que o desfecho de Lycoris Recoil será agridoce, assim como sua narrativa, isso não seria o problema se a historia dos episódios não criassem “deixas” para especulação dos fãs, mesmo isso sendo um elemento otimo para o anime por vender a obra, isso acaba criando expectativas exacebadas para o final da obra, podendo decepcionar muita gente, o engraçado é que os elementos narrativos dela lembra bastante filmes de ação americanos, principalmente os mais novos de assalto, onde cada personagem possui sua função especifica e clara; mas Yofukashi no Uta( Call of the Night)também brinca bastante com seus personagens como Lycoris Recoil, mas a impevissibilidade é o ponto alto da obra e por isso foi o escolhido para abrir a lista dos melhores, pois os três animes estão no mais elevado estado da arte no quesito storyboard e animação.

Toma sua Chisato.
Toma sua Chisato.

Falando especificamente Yofukashi no Uta, não é atoa que o destaquei do parágrafo anterior, essa obra me surpreendeu pelas cores vibrantes que enriquece o cenário e paralelamente a narrativa por mostrar as cores da madrugada no seu mais alto contraste, a animação não é tão movimentada, muito pela experiencia do Tomoyuki Itamura teve na Shaft, especialmente em Monogatari, onde as cenas estáticas reforçaram bem o corpo dos personagens esses que seguem o gosto de Kotoyama com seu traço forte semelhante às suas personalidades marcantes e disruptivos, algo já existente em Dagashi Kashi, sua obra predecessora; os personagens vendem bem a obra por suas tiradas cômicas misturadas a numa história romântica imprevisível, tal imprevisibilidade faz com que você acompanhe a obra além dos visuais deslumbrantes que captura nós como mariposas(traças) revoando a luz que essa obra emana, pois a mistura do caotico com a beleza faz com que você queira saber como será a aventura do Kou para se tornar um vampiro nas mãos da Nazuma.

Vagando na madrugada.
Vagando na madrugada.

Uma coisa que quero deixar claro que para mim, uma obra que desconstrói um gênero quando trabalha com esses mesmos elementos que são conhecidos como estereótipos do gênero, mas desordenando para construir uma narrativa diferenciada para os demais desse gênero, criando assim algo novo, como Monogatari e Konosuba fazem, mas Isekai Ojisan(Uncle from Another World/O Tio de Outro mundo) está mais para uma sátira do que uma desconstrução por si só, pois o anime pega todos os estereótipos do gênero Isekai e faz piada deles, porém, diferente de Konosuba, a obra conta os acontecimentos passados de uma pessoa “isekaizada” como é o tio do título homônimo, mas de uma maneira que faz piada com todos os estereótipos, desde do típico Kirito-face que conquistam todas as garotas até mesmo o fato de ser extremamente poderosos por nada e ser amado pela população, todos eles são escorraçados pelo humor da obra que combinado pelo fato da referência a retrogame da Sega é o principal fato de venda da obra e a produção sabe disso, o anime não possui tantas cenas incrivelmente marcantes, todavia a narrativa é muito boa, seja pelas piadas, seja pelas referências a obras da Sega ou de animes do gênero Isekai, os personagens são fantasticos para o gênero comedia, fora que o mundo do outro mundo é bastante rico e interessante; eu vejo Isekai Ojisan como uma experiencia interessante, pois parecia que o mundo onde o Tio foi parece de obras da decada de 1990, o que gera um choque com o conceito de mundo Isekai que possui muitos elementos existente em SAO, o que ja gera o conflito, mas une o fato que o Tio ser de outra geração com um conhecimento quase que totalmente diferente da nossa geração(nascidos na segunda metade da decada de 1990 para frente), o que agrega bastante ao humor da obra pelo fato do choque geracional existente compoem bastante as piadas da obra, Isekai Ojisan é uma experiencia fantastica justamente pelos elementos apresentados sartitizam o boom dos Isekais que estamos vivendo combinando com o choque geracional que está se tornando um elemento bastante comum nas narrativas pop dos últimos anos.

O choque foi grande.
O choque foi grande.

Bem já para a temporada mais recheada de animes como foi Abril/Primavera, eu meio que cai justamente na obra mais propagada da temporada, afinal de contas SpyxFamily foi bastante divulgada desde o início do ano, o engraçado que essa propaganda gratuita é justificado, pois mesmo que tenha sido ventilado aos quatro ventos que a obra é maravilhosa, eu prefiro colocar SpyxFamily aqui que no final do ano, pois fugirá das múltiplas afirmações que surgiram com um possível “melhor anime do ano” sendo conquistado só porque o anime se encerraria justamente na temporada anterior a votação, sim meu caro leitor, vos mostro palavras de um mundo antes da segunda parte de SpyxFamily seja lançada, prefiro colocar o anime aqui justamente para fugir de um possível sentimento de completude, ou de excitação causado pela “volta” do anime da Anya, então nada melhor expor meu ponto de vista, mas resumida já que eu já falei do anime no meu blog, logo agora antes da animação dos novos fãs da obra, já que a obra está disponível do Manga Plus o que angariou bastante fãs internacionais, mas vamos ignorar esse fato e falar um pouco do que achei do anime, pelo menos nessa primeira parte que esta sendo muito bom, não tanto pela comedia, falando especificamente o time comico da obra que me incomoda, pois as piadas são o grande forte da obra, pois a quebra de expectativa da narrativa é otima graças aos conceitos apresentados pela historia como o fato de Loid, o melhor espião da Westalia, aquele cujo praticamente seu sobrenome é menticulosidade, não conseguiria acabar sua missão por causa da necessidade da coperação de terceiros, terceiros quais também possui segredos como a Yor que é uma assassina pervesa, mas isso só quando ela esta em serviço já que normalmente é uma mulher doce, ajuda bastante o fato da Saori Hayami (Shirayuki de Akagami no Shirayuki-Hime, Shiba Miyuki de Mahouka, Jabami Yumeko de Kakegurui, Fubuki de One Punch-Man, Aragaki Ayase de Oreimo, Ononoki Yotsugi de Monogatari, Kochou Shinobu de Kimetsu no Yaiba, Viktoriya Ivanovna Serebryakova de Youjo Senki, Ushiwakamaru de Fate/Go-Babylonia, Uzaki Tsuki de Uzaki-chan, Anju Ema de 86, Rachel de Tower of God, Amiele Azazel de Iruma-kun, Nishimiya Shouko de Koe no Katachi, Sachi de SAO, Sakurai Touko de Senpai ga Uzai Kouhai no Hanashi e Taira no Tokuko de Heike Monogatari) seja a dubladora da personagem, o que fez ela ser a waifu da temporada, mas a dinâmica dela é bastante gostosa pelo fato de sua simplicidade, já que ela se juntou ao Loid por necessidade, uma não tão alta quanto a própria Anya, afinal de contas ela necessitava mudar de vida, de ser uma órfã para ser a principal atriz da principal missão que assegurará a paz mundial para as próximas gerações, então resta a ela, justamente uma esper com seis anos, salvar o mundo, o fato dela ser justamente uma esper, mas com uma idade e justamente uma mentalidade infantil faz com que suas ações sejam mais bobas, então amenizando justamente toda a tensão que é a premissa da história, isso é fenomenal claramente pela ideia da comédia da obra é justamente pela as “duas caras” que todos os personagens possuem, mas isso fica muito explicito no texto da narrativa, mas nem tanto pela direção, apesar que o episódio 8 teve bastante times comicos que eu ri, mas isso não é uma regra, então essa talvez seja minha unica critica para obra como um todo, afinal de contas a obra sustenta muito bem a popularidade graças a sua narrativa cativante e seus personagens.

Já a outra obra que entrará aqui foi escolhida justamente para fugir das ótimas continuações que a temporada de Abril/Primavera teve, então vamos falar logo da obra nova que eu achei bastante interessante, não só por se uma mistura de Super Sentai com Precure, sim Koi wa Sekai Seifuku no Ato de(Love After World Domination) é uma mistura bastante fascinante, já que num primeiro momento você pensa que será apenas mais um anime com desculpa para mostrar personagens em trajes mínimos, mas tenho segurança para falar que o anime é um romance para homens, assim como falei em Shinigami Bocchan to Kuro Maid no ano passado, então não preciso informar esse conceito neste texto, mas todavia a uma dinâmica, pelo menos no nível de provocação sexual, parecida com Fairy Tail ocorre, pois temos um serviço para os fãs masculinos e femininos, como próprio visual da obra exemplifica, além do fato de ter um Super Sentai bastante alternativo, até porque nunca vi uma equipe baseado em sabores de sorvete, mas com o passar dos episódios e a introdução da vida cotidiana da Magahara Desumi como a princesa mais valiosa da Gekko, descobrimos bastante informação que dar para atrelar justamente com algumas series da franquia Precure como o fato de serem princesas junto com os “mascotes” que fazer os grupos de operações da Gekko, mas isso é uma piada mais recorrente já que o principal foco é o relacionamento da Desumi com o Fudo, ou o gelato Red, pois justamente é algo engrandecedor, tanto para ambas as partes quanto para nós, pois a relação deles é algo admiravel já que ambos se respeitam e lhes apoiam mutuamente numa maneira natural, particamente gerando uma inveja em pessoas solitarias como eu pelo fato justamente de ser um romance que aquece o coração, justamente porque os dois se amam mutuamente e isso é muito bonito, tanto que provavelmente o ecchi deveria ser um ponto secundario para as criticas, já que o romance consegue vende muito bem a obra, primeiramente pela “bizarrice” mas depois pelos personagens principais e secundários da narrativa que acrescenta um time cômico à história.

Eles são tão fofos.
Eles são tão fofos.

A temporada de Janeiro/Inverno de 2022 foi complicado, tanto que eu nem comentei nessa temporada, pois não tivemos tantos lançamentos em comparação a última temporada do ano passado e também para a temporada de Abril/Primavera, muito também porque foi uma temporada muito fraca, pois tirando as continuações mais famosas como Kimetsu e Shingeki, fora uma outra obra que atravessou o ano que irei falar daqui a pouco, não tivemos algo relevante que ressalte uma característica intimista da indústria, seja uma história interessante, uma animação bastante inventiva ou até personagens instigantes, parte sonora é sempre ignorado, então provavelmente os meus escolhidos serão repetição de listas escolhidos de outros formadores de opinião do nosso meio, mas é difícil não escolher Sono Bisque Doll wa Koi wo Suru(My Dress-Up Darling), o anime pode ser até mesmo Ecchi, mas até mesmo aqueles formadores de opinião mais puritanos assistem a obra, pois a obra é muito interessante, claro que uma boa animação atrai muitas pessoas e a Marin possui um design “convidativo”, mas o fato que o tema principal envolve cosplayers, na verdade o tema é justamente sobre gostos estranhos, claro que é estranho pensar que o hobby de se fantasiar do personagem que você gosta seja algo excêntrico, mas se saímos do nosso meio é comum, emoções estranhas são encontradas, algo bem pouco comum para um Japão atual, que mesmo exista pessoas que acham estranhos esse hobby, é algo muito mais aceito, tanto que é praticamente uma profissão, então ser ô estranho é gostar de algo tão tradicional como bonecas Hina; a dinâmica de Gojo e Marin é fantástico, mesmo sendo uma comédia romântica que se fosse lançado a vinte anos atrás seria visto como extremamente pesado, mas seria algo cultuado, já que a relação dos dois protagonistas é muito mais natural do que Keitarou e Narusegawa de Love Hina, ambos possuem seus problemas, mas o Gojo, pois a Marin é praticamente perfeita, enfim vamos ignorar esse demérito para ver algo mais impressionante que é a naturalidade de todos os elementos da obra, seja a história deles que mesmo sendo um slice-of-life escolar, o fato novo da fixação dos personagens com seus hobbys é fantástico já que a narrativa passa na conceituação dos dois, da fixação do Gojo em criar suas bonecas Hina em tamanho real e da Marin, mais tarde com outras personagens, que é se tornar aquele personagem que você ver na TV, juntando com o fato de ser uma obra do trio do início do ano da Cloverworks, praticamente virou uma tradição para o estúdio lançar um lote com três obras de uma vez, mas diferente de Wonder Egg Priority, tenho uma certeza que a narrativa será uniforme por ser uma adaptação, a animação pode mudar de um design extremamente rebuscado para algo mais simplificado, mas igualmente bem animado, pois os personagens venderam a obra e você quer assistir a obra apenas para ver eles.

Um casal vinte (e dois).
Um casal vinte (e dois).

Sinceramente eu não pensava em copiar o que fiz no ano passado, até pensei em colocar Sabikui Bisco aqui pelo seu universo bastante inventivo e sua história cativante, mesmo possuindo elementos de generalidade, já que a aventura da Bisco e Milo me lembra bastante obras do final do século passado e início do atual, onde era a descobertas do mundo a sua volta com auto-afirmação, mas o anime parece esta correndo com sua narrativa, pois esse é o mal de um anime de doze episódios onde o comitê de produção busca compilar toda a obra nesses escassos episódios, tanto que tem coisas na obra que seria boa se tivesse 24 episódios; bem com isso e  como já falamos de um anime da Cloverworks, então vamos falar de um anime de Cygames, afinal de contas Princess Connect! nos mostra como apresentar seu produto de maneira fantástica, diferente de seu companheiro de segunda-feira, afinal de contas numa obra cujo o diretor é o mesmo de Konosuba(Takaomi Kanasaki) que já entrega no seu primeiro episódio, uma comédia típica do seu trabalho mais relevante faz com que você queira acompanhar as aventuras de Yuuki, Kokkoro, Pecohime e Kyaru, mas através dos episódios a obra introduzia as múltiplas personagens presentes do jogo, criando assim um desejo de acompanhar a história na sua mídia original, só que diferente de Uma Musume, tivemos acesso ao jogo quase dois anos depois do lançamento do anime, então graças a isso tivemos acesso a história “de facto”, já que a primeira temporada não tivemos a “história”, claro que teve em parte, só que descobrimos isso quase dois anos depois que tudo que nos foi mostrado na primeira temporada foi apenas algo introdutório para vermos justamente a história do jogo e paralelamente a segunda temporada, aqui o anime brilha, pois mantendo a estrutura narrativa da primeira mostrando as personagens do seu produto, a trama dos personagens principais é desenvolvida numa alta velocidade, claro se compararmos com o desenvolvimento deles na primeira, das coisas fora de contexto que posso falar sobre a obra por começar com um agente duplo ressentido com seu trabalho, passando por uma princesa cujo seu lugar foi roubado chegando ao fato de não estarmos numa história de fantasia, mas sim um isekai de re-run; tirando isso vamos falar do principal motivo da adaptação: às Princess knights, afinal de contas para vender o produto é necessário fazer merchandising decente e claro que haviamos os episódios mais focados nas Princess Knights apresentadas neles proprios, mas também ocorria episódios onde o desenvolvimento do cast principal atrelado com as Princess Knights da semana e isso não era um problema, pois num episódio descobrimos a Lore dos personagens principais e dos episódiocos, criando assim um sentimento de empatia rápida com eles, fazendo nós querermos adquiri-las no jogo, só que nessa segunda temporada, esse segundo segmento foi muito mais explorado já que tivemos o motivo disso desde os primeiros minutos do primeiro episódio, caso você tenha parado a obra na primeira temporada vos desafio para acompanhar a segunda, pois Takaomi Kanasaki se superou, já que não tivemos apenas comédia, mas também um drama bem feito, mostrando o polimorfismo do diretor em conseguir trabalhar em duas temáticas antagonistas numa mesma obra e ainda de maneira tão fluida como foi nessa segunda temporada, já você que não assistiu, pegue o primeiro episódio da primeira temporada, lembre do nome de Takaomi Kanasaki e ria a vontade, Princess Connect! é uma obra agradável, pois sua dinâmica única, ou padrão dos animes da Cygames, faz você querer acompanhar as aventuras da guilda Gourmet, seja pela comédia, ou personagens, ou até mesmo na trama que ocorre no background, mas que não fica repetitivo graças ao seu já proposital cast enorme, fazendo com que você consuma os demais produtos desta propriedade intelectual.

Pelo gacha.
Pelo gacha.

Continuando com a fotocópia da lista do ano passado com um anime que injustamente não foi o melhor do ano anterior, mas possivelmente no ano que vem ganhará o Anime Awards, pois Ousama Ranking tem qualidades suficientes para angariar o prêmio, a não ser que os fãs de certas obras mancham a votação novamente com seu fanatismo, digo isso porque a obra mostra qualidades como um roteiro constante, personagens interessantes e uma construção de mundo fantástica, ela não mente para você pensar que seu protagonista é o mais elaborado possível, um ótimo ponto da narrativa é algo extremamente difícil de se passar, então o que direi a partir de agora será algo superficial para não estragar vossas experiências, afinal de contas acompanhamos a jornada de Bojji de maneira constante, toda informação que necessitamos sobre ele nos é mostrado logo nos primeiros episódios, a narrativa da obra num primeiro momento remete bastante a um conto de fadas, mas a obra foge do estereótipo dos vilões maniqueístas típicas dessas histórias e nos apresenta um ambiente rico de personagens e narrativas transversais a jornada de nosso pequeno rei, isso já é nos mostrado logo no episódio dois pelo escudeiro real, a história de Kage é o modelo das revelações dos demais personagens clichês da narrativa e mesmo sendo um flashback, a inserção é feita de maneira simbiótica com a história no tempo presente, criando um ótimo contexto das ações dos personagens tomadas antes, durante e depois de sua revelação, criando uma constância para os personagens, não quebrando a obra ao bel-prazer do autor, falando do mundo, este está imerso nos estereótipos típicos das histórias, só que assim como os personagens, seus estereótipos são quebrados a cada revelação dos personagens, isso cria uma sensação de mistério sobre como ele funciona, afinal de contas não é contado o motivo do nome da obra ser Ranking dos reis até seu último episódio, apesar que a trama no background; mas isso é jogado por segundo plano graças ao carisma dos personagens que desvia nosso desejo de descobrir como esse mundo funciona, pois como falei, descobrimos sobre ele através dos personagens, bem aqui eu deveria falar sobre o que achei sobre a parte técnica, mas tudo que falei na minha lista ano passado se mantém aqui, então para não deixar a Minha opinião repetitiva aos demais conteúdos que o anime irá receber e não deixando esse texto curto vos pergunto: o que acharam de Ousama Ranking? pois tudo que eu queira falar sobre ele está acima.

A união sinistra.
A união sinistra.

Os Animes Ruins ou decepcionantes:

É engraçado como esse tópico é terrivelmente difícil escolher o anime que é para mim por que é complicado para uma obra conseguir me cativar a ponto de achar ruim e principalmente decepcionante, todavia a premissa da obra consegue me convencer a assistir um anime, claro com uma grande expectativa para que a série valha o tempo, mas há séries que falham, seja durante sua exibição, seja logo no primeiro episódio, então vos trago essa lista já com uma polêmica, pois esta última temporada(Outubro/Outono de 2022) viveu de fantasmas do passado, seja no passado longínquo, seja no ontem e dentre esses fantasmas está presente Lycoris Recoil, uma série que possui problemas como apresentei anteriormente, mas também pontos bons e posso dizer que pelo fato de lembrar filmes de ação americanos fez muita gente torcer o nariz e Akira Maid Sensou(Akiba Maid War) trabalha também de uma maneira parecida, só que dessa vez o tema são Yakuzas, todavia você deve ter reparado que coloque o primeiro na lista dos melhores e este nas decepções e o motivo é a identidade, pois enquanto LycoReco misturava esses clichês desses filmes com uma certa autoralidade, pois as personagens, mundo e enredo eram bastante originais, bem aqui em Akira Maid Sensou, mas a série foca mais nas referencias do que na sua propria narativa que acaba ficando pedida, pelo menos para mim, enquanto buscar referenciar ao maximo a obras de mafia de maneira geral, tanto que tem refencia a Scarface num episódio e aqui reside o principal problema, a série é bastante episódica e acaba destruindo a historia da obra, fora o primeiro episódio que ajudar a vender bem a obra, só que acaba vendendo um produto falso, pois nesse episódio parecia que a P.A. Works seguiria um conceito padrão Trigger com uma narrativa extrema, mas coesa dentro da sua loucura, mas isso só apareceu no primeiro episódio, eu fique ressentido sobre o primeiro episódio, pois um bom primeiro episódio normalmente é mais solido e não transpareceu isso, pois um bom primeiro episódio por exemplo foi de Chainsaw Man onde mostra todo o ambiente do protagonista, o mundo que ele vive o principal: o que é a narrativa da obra, aqui em Akira Maid Sensou não, já que quando acabei de ver o episódio veio inúmeros “porquês” na minha mente e os episódios subsequentes não responderam metade das perguntas e aqui fica o Akira Maid Sensou, um anime com uma premissa e primeiro episódio interessante, mas faltou nos demais episódios.

Tinha potencial.
Tinha potencial.

Geralmente eu coloco animes aqui onde eu assisti quase todo, mas eu não conseguir passar do começo do sexto episódio de Mamahaha no Tsurego ga Moto Kano Datta (My Stepmom’s Daughter Is My Ex) e olha que eu esperava muito desse anime, pela combinação da Akao Deko(Akagami no Shirayuki-hime, Noragami, Arakawa under the bridge, Flying Witch, Koi wa Ameagari no You ni, Amanchu!, 3D Kanojo, My Roommate is Cat, Okaasan Online, Higehiro, Meikyuu Black Company, Tantei wa mou, Shindeiru, Vanitas no Karte, Komi-san e Soredemo Ayumu wa Yosetekuru) como guião da obra e Hidaka Rina(Silica de Sword Art Online, Azuki Mina de Bakuman, Shirakiin Ririchiyo de Inu x Boku, Last Order de Index, Wang Kochou de Kishuku Gakkou no Juliet, Akatsuki Nagisa de Strike the Blood, Iris Freyja de Unlimited Fafnir, Filo de Tate no Yuusha, Nemesis de To Love-Ru Darkness, Kawashima Urara de Shokugeki no Souma, Tamaki Ako de Netoge, Nukui Kurumi de Tenshi no 3P!, Mimi de Priconne, Wiene de Dungeon ni Deai, Belial de Sentouin, Hakenshimasu!, Milim Nava de Slime, Yamai Ren de Komi-san,  Yuurei-chan de Shachiku-san wa Youjo Yuurei ni Iyasaretai e Hachimitsu de Kawaii Dake Ja Nai Shikimori-san) como dubladora da heroína principal fazia meu interesse por esse anime crescer, mas eu esperava uma comédia romântica de fato e não ficar preso justamente nos estereótipos que tipicamente os ecchis, apesar que o anime não cai justamente nos estereótipos que To Love-Ru e similares, porém a narrativa é repetitiva, falando do original mesmo já que a Akao Deko consegue transpor a narrativa original perfeitamente bem para o anime, então eu acho que a própria obra original é pobre, apesar que um ponto interessante que essa obra apresentou foi trabalhar sua heroína como waifu através do texto da narrativa e não apenas pelo seu visual, mas o fato que a história ser carregada de frases de efeito deixa o anime desnecessariamente carregado e isso é uma falha justamente porque esse texto é fraco, sem criatividade e essas frases de efeito só enche tempo da obra para criar uma percepção de “complexidade” da narrativa, fora que o diretor da obra{Shinsuke Yanagi (Jaku-chara Tomozaki-kun, Choujin-Kokoseitachi wa Isekai demo Yoyu de Ikinuku Youdesu!, Ryuuou no Oshigoto!, Tenshi no 3P! e Netoge no Yome wa Onna no Ko ja nai to Omotta? )} não conseguiu criar momentos cômicos nas piadas que a história possuía, desperdiçando estes raros momentos que a obra possuía, claro que sempre reforço que estou fazendo essa review antes do término da obra, fora que já dropei esta obra, então qualquer ponto de remediação será ignorado por mim, mas eu esperava algo próximo a Konosuba, claro mais leve por ser algo mais simplório, todavia o que assisti foi um Kanojo mo Kanojo (Girlfriend, Girlfriend) com uma boa produção, apenas isso.

Só faltou chutar no gol.
Só faltou chutar no gol.

Mais um anime que comentei no meu blog, mas depois de lá tenho uma definição um pouco mais coesa de Mahoutsukai Reimeiki(The Dawn of the Witch) e sim, ele é o pior anime para mim na temporada de Abril/Primavera de 2022, pois podem dizer que dentro de uma combinação de tentar se aproveitar o sucesso de sua obra mãe, pois Zero Kara Hajimeru Mahou no Sho é apenas a obra que inicia o universo das obras da Kakeru Kobashiri, universo onde Mahoutsukai Reimeiki se passa, junta o fato que a equipe de produção da obra ser a mesma de Kanojo mo Kanojo, ou seja uma produção extremamente duvidosa, talvez seja uma das responsabilidades do terceiro fato, pois Satoshi Kuwahara, além de ser o diretor da obra, ele também é o guião da adaptação, ou seja todas as escolhas narrativas tomadas pela produção cai nas mãos do diretor, a junção desses fatores nos entrega um anime horrível, pois uma direção péssima com a rapidez criada pelo post para os protagonistas se encontrarem com os personagens de Zero Kara e uma animação detestável que causa tontura faz com que Mahoutsukai Reimeiki ganhe esse prêmio, pois o anime possuia um potencial claro por esta num universo bem rico que Zero Kara demostrou no seu anime, mas logo nos primeiros minutos do primeiro episódio demosntrou que a animação não seria grande coisa, todavia existem animes com pessimas animações mas com uma boa historia, poderem a historia do anime de Mahoutsukai Reimeiki é monotona, pois ainda existe elementos interessantes da primeira obra, mas o ritmo da obra praticamente destroi toda uma construção de personagens e de mundo para entregar justamente o que foi anunciado: os personagens de Zero Kara, isso acaba matando o senso de empatia dos personagens da propria obra, Mahoutsukai Reimeiki pode ser algo interessante em outras midias, pois em anime já se desmosntrou ser um desaste.

Cenas do primeiro episódio.
Cenas do primeiro episódio.

A temporada de Janeiro/Inverno de 2022 foi surpreendente de maneira negativa, pois diferente das temporadas subsequentes, tivemos poucos títulos sendo lançados nesse período, então teoricamente seria fácil escolher o pior, mas não foi bem assim, pra começar tirando as continuações, não tivemos tantas obras interessantes, então eu não peguei tantos animes nessa temporada e para complicar dentre os meus escolhidos tivemos obras bastante questionáveis, mas consegui filtrar em duas, primeiramente pensei em colocar Orient, pois eu tinha uma expectativa grande pela nova obra da autora de Magi, anime pelo qual não assisti, mas sei que existe uma boa base de fãs encantados por sua história fascinante num mundo tão pouco explorado como era a mitologia do Oriente próximo, esse pensamento também ocorre no primeiro episódio de Orient, pena que os quatro primeiros episódios são iguais, sinceramente tudo que foi mostrado no início do anime dava para ser encurtado em um ou no máximo dois episódios, essa introdução longa e demorada fez-me abandonar a obra pela lentidão da obra em começar de fato mesmo com uma ideia interessante, mas o meu escolhido para o pior anime dessa temporada foi Koroshi Ai(Love of Kill), pois pelo menos eu assisti quatro episódios inteiros de Orient, com Koroshi Ai nem isso; a proposta do anime era bem simples: uma comédia romântica com dois assassinos, se pensarmos bem era até fácil trabalhar, afinal é só criar uma dinâmica para comédia, uma outra para drama, afinal de contas tem de mostrar como eles eram assassinos bastantes qualificados, e para gerar um meio de campo entre os dois seria interessante ter um slice-of-life para mostrar o desenvolvimento entorno de ambas as dinâmicas para ter uma ligação consistente para uma narrativa coesa, falo isso porque não cheguei a rir quando era momento de piada e não fiquei imerso nos momentos de tensão, para falar a verdade: parecia uma visual novel BL, ou Yuri para seu gosto, pois todos os elementos desse tipo de história é achados no primeiro episódio, desde os protagonistas com cabelos negros ou dourados até mesmo um fetiche do proativo com o retraido, a unica diferencia é que os protagnistas são heterosexuais, não tenho nada contra numa narrativa que relembre uma historia com relacionamento homossexual, mas os personagens não combinam, vai do cara ser o tipico protagonista de Isekai, a unica diferencia é que ele é assassino, já ela é uma Kuudere chata pra caramba, mesmo sendo uma caçadora de recompensas e seu alvo é o cara, ela não quer o ludibriara-lo para capturá-lo, fora que o ritmo da obra parecia ser algo aguado, os demais personagens apresentados que possuem esteriotipos certos para uma comedia, mas o ritmo que narrativa descorre no anime é horrivel, parece que o anime que ficar sempre na tensão de uma historia de assassinos, isso é horrivel pois é contra produsente para a proposta da obra, já que não estamos falando de um Black Lagoon e sim de algo que pode ser mais puxado a um Kaguya, mas o que a produção apresentou nos 24 minutos inicias foi um planel cheio de ideias que não foram aplicados, seja a dinamica “comica” dos protagonistas, o passado triste que só é apresentado no final do episódio, ou até mesmo a complexidade do mundo, tudo isso só é levantado e não conectado dentro dos 24 minutos do episódio.

Camus sente inveja de tão frio é a química dos dois.
Camus sente inveja de tão frio é a química dos dois.

Kawaii Desu:

Começando falando de um anime muito doce e gostoso de se acompanhar, Do It Yourself!! é mais um anime com garotas bonitinhas fazendo coisas aleatórias, no caso dessa obra, está no seu nome, porém a produção da Pine Jam demonstrou toda sua habilidade nessa animação que lembra Medabots, a narrativa segue a receita de animes de garotas fofas fazendo algo, apesar que não aprofunda tanto no Do It Yourself!!, mas a interação delas é bastante divertida e cativante, tão cativante que você até fica triste com o final do episódio, pois cada garota possui uma história própria que acaba se interligando com a narrativa geral, fora a atuação das dubladoras que encaixam bem com as personagens que remete bastante os personagens de animes do final do século passado e início deste, Do It Yourself!! é uma experiência relaxante para um domingo à tarde.

Relaxem, só é uma furadeira.
Relaxem, só é uma furadeira.

Até aqui também teve uma escolha difícil, pois a temporada de Julho/Verão teve muita coisa fofa, mas a campeã mesmo foi a Alas Ramus de Hataraku Maou-Sama!!(O Diabo é um Freelancer!!, The Devil is a Part-Timer!!), sei que Hataraku Maou-sama! não é um anime fofo, especialmente nessa temporada onde tudo deu errado, mas essa pequena conseguiu me agarrar minha atenção muito bem, a minha história com  Hataraku Maou-sama! é quase igual a todos que não assistiram na temporada de lançamento, mas assistiu bem próximo ao término da sua exibição, onde nos deslumbramos com a história de um rei demônio vivendo como um assalariado no Japão moderno, com uma animação no auge da White Fox e a abertura cantada por Kuribayashi Minami, eu assisti o anime a seis anos atrás, então não me lembrava muita coisa da história, mas logo o início do primeiro episódio da segunda temporada que de longe foi o episódio mais bem animado desta temporada e aqui também entra a Alas que com seu nome engraçado para nós falantes de uma língua derivada do latim arrebatou o coração dos personagens e a mim, olha que esperava que ela seria chata pelos comentários que vi nas redes sociais, talvez ela tenha sido no original, já que o anime decidiu rushar a história para encaixar nos doze episódios e a Studio 3Hz conseguiu entregar uma “consistência” no design dos personagens, coloco aspas porque em alguns episódios tivemos disformes nos designs dos personagens, isso quando não falamos do background, ou a falta dele já que tirando as locações presentes na primeira temporada, todas as locações apresentadas são imagens levemente tratadas de localidades reais, o tratamento em si só é remover as marcas e colocar um filtro simples, mas enfim a historia de Hataraku Maou-sama! é muito boa e a adição da Alas fez com que a obra funcione com sua principal piada de maneira natural sem ficar repetitiva, fora que claro, ela é muito fofa.

Alas-chan.
Alas-chan.

A temporada de Abril/Primavera desse ano foi bastante competitiva no quesito moe, mas desta vez SpyxFamily não levou, pois em uma das poucas qualidades de Shachiku-san wa Youjo Yuurei ni Iyasaretai(Miss Shachiku and the Little Baby Ghost) é sua fofura, o anime demonstra ser uma ótima obra de doze minutos, mas infelizmente ganhou um anime de 24 onde a história é bastante arrastada, a animação não é grande coisa, muito porque Project No.9 múltiplos projetos nessa temporada, o que afetou bastante todos os animes do estúdio, mas a história é fofa, numa dinâmica próxima a Sewayaki Kitsune no Senko-san, só que não temos Kitsunes, mas sim outras “assombrações” que carregam o título inglês da obra, o anime é muito fofo e refrescante para acompanhar no almoço, mas recomendo assistir com a velocidade x2 para aproveitar a obra na duração que deveria ser disponibilizada.

Elas são tão fofas.
Elas são tão fofas.

De fato a temporada de Janeiro/Inverno não teve tantos animes interessantes em múltiplos aspectos e na categoria coisinha fofa não ficou distante, não tivemos tantos animes fofos na definição costumeira e como falei de Ousama Ranking no ano passado, ele será solenemente ignorado, então por isso escolhi o CUE! nessa lista, afinal de contas é um anime de grupo de Idols ou seja garotas fofas fazendo coisas fofas além de cantar e dançar, cujo seu diferencial é que elas são dubladoras, não que seja diferente de ser uma Idol, mas a carreira permite determinadas liberdades que a última não têm e sinceramente eu só estou assistindo CUE! por causa da premissa ser a busca ao estrelato das garotas da AiRBLUE, ou nem isso, afinal de contas sou um otaku que gosta de saber dos pormenores da indústria, tanto que ShiroBako é uma das obras que tenho predileção, então descobri um anime de raparigas querendo se tornar dubladoras logo me encher os olhos e sinceramente só foi isso que senti da obra, pois mesmo com conflitos legais sobre a carreira delas, o medo do insucesso, a imprevisibilidade do futuro, ou até mesmo se abrirem ao mundo, com cada tópico possuindo um grupo de quatro garotas, o anime ainda me parece ser apenas uma obra de Idols, para os fãs do gênero, tanto que há bastante estereótipos clássicos desse gênero da obra, que ok, são bem trabalhados, todavia me passa a sensação de artificial, pois a paleta de cores é bem clássica da Diomedea, mesmo estando nas mãos da Graphinica, mesmo assim tô acompanhando a obra por marasmo, pois mesmo sendo bastante ordinário, a obra até entrete caso você queria algo mais leve da indústria, mesmo com os pontos apresentados sejam pesados, o humor da série é bem típico de anime de Idol, então se quer algo agridoce CUE! é bastante recomendável.

O grupo principal.
O grupo principal.

As Damas:

Esse topico é bastante claro, pois aqui coloco as personagens femininas que eu acho bastante interessante, indepedente das caracteristicas delas, claro que para explicar o motivo delas estarem aqui e começando com a Uzaki Hana(tenho de expecificar já tem varios Uzakis na obra) para seu anime homonimo, mas especificamente o W(Double) já que é uma série melhor do que a primeira temporada justamente por aprimorar sua comedia; me supreendeu como essa segunda temporada está melhor pois até mesmo o desenvolvimento romantico do casal principal esta mais trabalhado do que a anterior, mas algo que não mudou foi humor dela, afinal gosto de garotas alegres como ela é, claro que o ego dela ainda continua elevado o que agrega bastante na comédia, todavia reforço que gosto bastante da personalidade dela, muito porque me vejo como um Sakurai, claro que não tenho o físico dele, mas sou igualmente preguiçoso, então ver uma bela garota engajada a te motivar faz você ficar feliz, mesmo que ela ti incomode costantemente, entretanto a revelação dele na segunda temporada era algo extremamente esperado, tanto que é um dos pilares da narrativa são amigos de dois esperam que algo engrene entre ambos; Uzaki-chan ainda é um Ecchi, só ver o formato de nossa heroina e todas as mulheres de sua familia, mas esta segunda temporada gabirita o meu selo de romance para homens, mas não exclusivamente para eles, mas a série é pensada para esse publico, é só pegar o porte fisico de todas as garotas da animação, mas os homens também são atraentes o que balancia os  gostos do publico da obra, fora que essa segunda temporada consegue melhorar as falhas da primeira e ainda pontencializar seus pontos que recomendo bastante assistir Uzaki-chan, principalmente porque está dublado, sei em pt-br, mas não deixa de ser uma dublagem em português.

Até é estilosa.
Até é estilosa.

Neste elemento não tenho como fugir, pois a Nazuma de Yofukashi no Uta consegue angariar as atenções de todos com sua excentricidade, muito que falei sobre o anime se aplica nela, mas eu gosto bastante das waifus que Kotoyama faz, pois ele consegue criar uma personagens com uma certa identidade, isso vai desde a Hotaru de Dagashi Kashi com seu gosto exacerbado de doce e isso também está presente na Nazuma, a personalidade despojada dela é apaixonante por sua errática, pelo menos em relação às demais heroínas de comédias românticas onde o anime se encaixa, a Nazuma nós é apresentada como uma beleza misteriosa, onde não sabemos quem é ela, então cada revelação é marcante, mas a personalidade despojada dela faz com que você queira conhecer mais dela e acaba se divertindo com ela, das bizarrices até gostos similares, de videojogos até aproveitar a noite, ela é perfeita por ser imperfeita, por ter seus gostos e não um design “gostável”, a Nazuma é uma personagem que você quer ser amigo(a) e quem sabe se tornar descendente dela.

“—Cumo é?”
“—Cumo é?”

Ok, sei que Gaikotsu Kishi-sama, Tadaima Isekai e Odekakechuu(Skeleton Knight in Another World) não é o melhor anime da temporada de Abril/Primavera, mas para mim foi o meu anime Isekai de Autoinserção da temporada, pois mesmo sendo uma história genérica, roteiro previsível e animação estranha, mas era melhor que Mahoutsukai Reimeiki(The Dawn of the Witch) e não tenho nada contra a animação computadorizada que foi um grande escolha por conta do design rico dos personagens principais, entretanto não foi isso que me fez ficar acompanhado a obra, mas sim Ariane Glenys Maple, sim a “Asuna” élfica da obra me cativou e para aqueles que pensam indecências vos digo que o que me conquistou, além de suas ações, foi sua voz já que Fairouz Ai(Sakura Hibiki de Dumbbell Nan Kilo Moteru?, Valkyrie de Shinchou Yuusha: Kono Yuusha ga Ore Tueee Kuse ni Shinchou Sugiru, Eripiyo de Oshi ga Budoukan Ittekuretara Shinu, Anzai Tokiwa de Mewkledreamy, Alicia de Kyuukyoku Shinka shita Full Dive RPG ga Genjitsu yori mo Kusoge Dattara, Akari Rin de Gyakuten Sekai no Denchi Shoujo, Jolyne Kujo de Jojo parte 6 e Angelica Rapha Redgrave de Otome Game Sekai wa Mob ni Kibishii Sekai desu e Delta de Kage no Jitsuryokusha ni Naritakute!) interpreta a personagem e como esperado foi uma ótima atuação da Jolyne da obra, ela conseguiu capitalizar bem as poucas características identitárias da personagem, mas mesclando com seus conhecimentos de outras obras para entregar a Asuna genérica desse novo isekai da temporada, a personagem em si é esquecível, mas a atual da Fairouz Ai não, por isso coloco a Ariane na minha lista de Waifus do ano.

Ela também aprecia coisas fofas.
Ela também aprecia coisas fofas.

Está na hora de falar das “PSPzitas”, sim eu sei que vocês pensaram que eu falaria de Marin de Sono Bisque, mas seria muito fácil de escolher ela pelo fato dela ser a Waifu da temporada de Janeiro/Inverno, basicamente a nova Zero Two do nosso meio, então vamos falar de outra mulher poderosa e sinceramente eu esperava que Hakozume(Police in a Pod)  fosse uma narrativa de waifus no meio policial e meio que foi, mas com uma seriedade maior no ramo policial, sendo uma mistura de uma comédia leve com drama graças a estrutura multipolar dos episódios, tanto que a Fuji Seiko, a escolhida para ser a dama da temporada, além de ser a veterana da nossa protagonista, demonstra todo seu conhecimento na polícia e acaba sendo uma professora para nós, que diferente do público-alvo da obra, afinal de contas um anime que fala sobre a polícia Japonesa esperava conscientizar sua população local, então nós ocidentais consomem a obra como uma descoberta cultural, principalmente aqui no brasil cujo o funcionamento da polícia é totalmente diferente de lá, por isso que a Fuji acaba sendo a nossa professora, ensinando, pelo menos nos primeiros episódios, como a polícia japonesa trabalha; Hakozume vem sendo um ótimo trabalho da clássica Madhouse conseguindo imprimir os traços da Yasu Miko, claro que mais esguio e reto, meio que isso ajuda bastante com as mulheres da narrativa que se tornam mais formosas, mas escolhi a Fuji pelo fato da proatividade e até um pouco sadismo dela em relação aos demais personagens da obra, fora que Ishikawa Yui(Hakunon de Fate/Extra: Last Encore, Utara Canara de Qualidea Code, Violet de Violet Evergarden, Mikasa de Shingeki no Kyojin, Kousaka China de Gundam Build Fighters, Izanami Kyouko de Kamisama Ni Natta hi e Shinjo Hinaki de Aikatsu) é a dubladora dela, o que já angariou muitos pontos.

Trabalhadoras em ação.
Trabalhadoras em ação.

Os Muito Machos:

Aqui foi complicado, pois assim como as melhores personagens femininas, eu coloco os personagens masculinos que eu mais gosto, mas nessa última temporada(Outubro/Outono) foi bastante complicado escolher, até porque nessa temporada tivemos várias personagens femininas de destaque, porém masculinas foi complicado, tanto que fiquei entre Mob de seu anime homônimo e Wen-li Yang de Legend of the Galactic Heroes: Die Neue These, mas como o primeiro já comentei antes num melhores do ano, então restou a cargo do herói de El Facil salvar esse tópico, afinal de contas ele é apenas um estandarte dos conceitos que a obra aborda, assim como seu rival; Legend of the Galactic Heroes é uma obra antiga que possui elementos atuais, claro que como assunto é política sempre terá assuntos atuais, mas as discussões são extremamente contemporâneas e isso assusta, claro que aquele que vos fala não possui conhecimento sociológico sobre todas as conjunções abordadas na obra, mas muita coisa que está acontecendo da obra possui paralelismos com os dias atuais, o que assusta bastante, mas se os acontecimentos são verossímeis, então é possível existir pessoas como Wen-li Yang  no mundo, um personagem que é um herói, mas sabe do malefício do mito do herói e renega o titulo, como o simbolo da democracia da obra, mesmo sendo militar, ele sabe o seu papel como protetor do pais, fora que é um preguiçoso de primeira, o que gera uma rapida indentificação para mim.

O gênio da aliança.
O gênio da aliança.

Aqui considero um caso estranho, pois Kami Kuzu Idol (Phantom of the Idol) não é um anime bom, mas eu assisti ele como acompanhei Arte: o começo é horrível, seja narrativamente, seja na animação, mas no decorrer dos episódios, essas falhas são minimizadas e a história começa a fica mais interessante, não tanto para colocar a obra como os melhores do ano, mas é interessante como uma joia rara no mundarel de animes novos, isso também ocorre aqui e coloco o Niyodo nesta lista, mas por causa dos seus fãs do que por ele mesmo, pois mesmo tendo será similaridade com ele, sim, sou apático e busco sempre fazer o menor esforço, porém não tenho uma fantasminha bonitinha que pode possuir meu corpo, algo engraçado que eu vejo em Kami Kuzu Idol é que a obra é um Josei, mas quase todas as heroínas possui seios fartos, isso me lembra de uma reportagem da Kakeru Kobashiri falando que queria uma heroína tivesse seios e glúteos fartos por que ela acha que são características femininas, apesar que as fãs do Niyodo não são tão abastadas nesse quesito, mas é dificil ver um anime trabalhando com o ponto de vista dos fãs de idols, sei que existe anime exclusivos desses fãs, mas Kami Kuzu Idol não fica focado apenas neste ponto de vista, já que a obra trabalha a incitação do Niyodo em se tornar o idol que as fãs dele desejam e isso é interessante, pois graças aos acontecimentos da obra fez ele querer ser justamente o idol delas e essa experiencia foi sastifatoria, pois você acaba se tornando um fã dele e se junta aquelas fãs “peculiares” dele na paixão por torcer por ele, ele é um personagem interessante por ser o avesso do tipico protagonista de anime de Idol.

Nosso Idol Falsificado.  
Nosso Idol Falsificado.

Sinceramente foi complicado de escolher o macho da temporada de Abril/Primavera de 2022, então decidi colocar dois personagens dessa lista, primeiramente temos de invocar o Red Gelato de Koi wa Sekai Seifuku no Ato de(Love After World Domination), pois Fudo é um personagem bastante destacável pelo fato que você não ver muitos protagonistas masculinos em romances, na verdade em ecchis isso é uma raridade, onde ele auxilia seu par romântico incondicionalmente, isso é um ponto que admiro bastante no romance dele com a Desumi é algo tão inestimável que a cada episódio você sente felicidade quando os dois se encontram, a obra mostra o quanto os dois são apaixonados que cada um se ajuda como podem, mas como o anime foca mais nos problemas da Desumi acaba criando justamente uma imagem mais madura do Fudo que combina com o fato dele ser um líder de um Super Sentai, mas ele não é um ser perfeito já que ela também auxilia-lo o que acaba lhes complementando, mas vendo que ela entraria fácil em várias listas de waifus da temporada, decidir apenas colocá-lo por ser um protagonista de uma nova obra.

O nosso ranger Vermelho.
O nosso ranger Vermelho.

Pois devemos dar louros ao Shirogane por sobreviver duas temporadas inteiras de Kaguya-sama sem receber um grande hater para os fãs por sua inatividade romântica com seu par romântico, todavia com a urgência criada por seu desejo que finalmente foi revelado nesta terceira temporada fez com que a narrativa, que antes era focado mais em esquetes cômicas enriquecidas com a criativa direção da obra, para um enfoque maior no romance e aqui tivemos a recompensa de toda a história mostrada nas duas primeiras temporadas com o episódio onde mostra o motivo que ele, um pobretão dedicado, se apaixonou pela princesa de gelo que era a Kaguya, então finalmente vermos um progresso romântico do casal principal da obra, tudo isso condicionado pelo desejo dele, isso traz uma reavivamento do desenvolvimento inicial da obra para os fãs do anime, pois o pessoal do mangá já sabe da maioria dos acontecimentos.

Como chegar na gata.
Como chegar na gata.

Consegui livrar vocês do previsível na lista das waifus da temporada de Janeiro/Inverno de 2022, mas para os husbandos não dar para fugir de Sono Bisque, afinal de contas Gojo-kun é um personagem interessante pela dinâmica dele em relação aos demais personagens da obra, principalmente a Marin que faz toda a dinâmica da obra fluir, afinal de contas é ela a boneca dele, no sentido puro afinal de contas Gojo é um aficionado por bonecas hina; ele é o protagonista da obra, pois vemos todo desenvolvimento dele em relação a sua querida amiga, pois como falei a Marin já é uma personagem pronta, então resta alguém para ser desenvolvido durante a narrativa e ironicamente é justamente um confeccionista trabalhando com um ramo “diferente”, como é a produção de cosplay, mas a obra trabalha bem com o conhecimento prévio do Gojo correlacionando com o conhecimento técnico apresentado no lado da Marin, fora a dinâmica da mudança de personalidade criado graças ao relacionamento de dois, afinal de contas a obra é uma comédia romântica de dois jovens com gostos “estranhos” se reunido e mesclando a visão da Marin: “Gojo é apaixonante” justamente pela pureza do personagem.

Um homem sancto.
Um homem sancto.

 

Aberturas Épicas e os Encerramentos Bombásticos:

Todo gosta de uma música, principalmente quando simboliza algo, não é atoa que as aberturas e encerramentos são tão marcantes, por isso vos trago uma lista de melhores aberturas e encerramentos que foram marcantes para mim, para começar justamente com a última temporada do ano, apesar que estarei falando de um anime adicional, pois como falei antes Urusei Yatsura era uma obra bastante esperada pelo fãs antigos que já acompanharam a primeira adaptação da obra, quanto pessoas como eu que teriam o primeiro contato da obra agora, todavia a abertura e encerramento do remake é totalmente atual, pois mistura de techno com remix e vários outros aparatos tecnológicos sonoros que desconheço, mas que são extremamentes contagiantes para nós, começando com a abertura Aiue (アイウエ) da Minami, SAKURAmoti, ambos juntos na MAISONdes, um grupo exclusivo formado para o anime, mantenham esse nome na mente, a abertura mostra o peso da obra na cultura japonesa, inclusive mostrando alguns jogos da franquia, mas claro modernizando colocando mídias sociais na jogada, mesmo sendo até que deslocada da narrativa do anime, a abertura tão bela igual, com belos quadros da animação, com quadros do manga sendo animados no inicio da abertura, algo esperado David Production, Aiue é facil umas das melhores aberturas do ano, além da minha propria lista, por mostrar como uma obra classica.

Mas tenho de dar uma opinião polêmica em algum momento e prefiro Tokyo Shandy Rendezvous (トウキョウ・シャンディ・ランデヴ)” por KAF, Tsumiki e MAISONdes do que a Aiue, talvez por me lembrar de uma balada típica das músicas da época da obra, entretanto ainda há um “que” de modernidade, não é a toa que é um intreperte, mas a música é “chiclete”, contagiante e “dançante”, a animação possui todas as cores típicas Vaporwave até temos a Lum em CG, mas todo o visual ainda remete à algumas cenas de animes de romance da época, esse conjunto faz com que esse encerramento seja tão marcante e unica.

Falar de aberturas e encerramentos da temporada de Julho/Verão de 2022 sem falar dos temas de Yofukashi no Uta(Call of the Night), assim como sua protagonista, tomou esse tópico de assalto, começando com o tema que é o homônimo a obra, para falar a verdade é o anime que é homônimo da música, pois Yofukashi no Uta (よふかしのうた/Canção da Madrugada) foi a inspiração para a obra de Kotoyama, tanto que o videoclipe oficial da música saiu um mês antes do lançamento da obra e a participação do Creepy Nuts é algo velado, tanto que eles possuem tanto a abertura, quanto a música tema(Loss Time) são deles, fora que eles apareceram no sexto episódio da série, mas focando nos embalos do sábado à noite, especificamente a animação, já que a música vende por si só, vermos uma personalização da personalização que é a música, onde vemos a Nazuma arrebentando com tudo, combinando com a animação psicodélica única presente feita exclusivamente para ela agrega bastante a já contagiante música.

Outro anime bastante esperado era Chainsaw Man, muito por causa de fanbase, porém o primeiro episódio conseguiu arrebatar mais gente para acompanhar a obra, todavia KICK BACK por Yonezu Kenshi consegue conjuntar toda as analogias que a obra possui, inclusive as referências aos filmes que não irei citar aqui, tem um artigo para isso fora que está no gosto Fujimoto, mas tem algo que gosto bastante na música que é bastante quebrada. só reparar no original que a letra é quebrada e resta a melodia se juntar, assim como a narrativa onde os personagens são bastante quebrados, mas a história consegue juntá-los para os atos em que a obra mostra, só pegar o refrão que é basicamente: “Esforço, Futuro, Beautiful Star”, o que ironicamente é o arquétipo que vemos nas obras da Jump, essa abertura simboliza bem o que essa obra é.

Mantendo a cota de falar do mesmo anime vamos lá falar dos encerramentos de Chainsaw Man, sim encerramentos, pois cada episódio possui seu encerramento próprio, o que agradeço por não ter pegado esse anime, mas dentre os encerramentos decidi pegar o terceiro: Hawatari 2-oku Centi (刃渡り2億センチ/Lamina de 200 Milhões de centímetros) por ser a música mais literal da obra, de novo pegue novamente a letra e vai entender, o que facilita bastante é porque tem alguns trechos em inglês, fora que temos o Maximum the Hormone, uma banda com pouquíssimo Know-how(ironia), mas essa música acabou se tornando o tema do Denji, claro pelo que eu ouvi até os episódios até agora.

Continuando em Yofukashi no Uta para falar a inovação das aberturas: o Karaokê, sim Daten (堕天/Anjo Caído) possui sua letra embutido na sua animação que, como sempre, é um ótimo cartão de visita da obra com sua animação “autoral”, sabemos da ligação de Tomoyuki Itamura com a Shaft, mas a música é muito boa o suficiente para você não reparar, caso você saiba Japonês, senão é um detalhe insignificante, apesar que tem termos em inglês, porém a maluquice da série é demonstrada logo nos primeiros segundos e a própria melodia faz o trabalho de arrebatar sua atenção.

Mesmo sendo adiado para o final de ano, Isekai Ojisan conseguiu marcar toda uma temporada também com uma abertura épica, repleta de referências ao Sega Saturn, mas Story possui história e não falo isso apenas pela brincadeira com o nome, mas sim pelo fato que a animação de abertura mostra o que vai acontecer nessa primeira temporada, sei que isso não é um trunfo, que varias obras acaba dando spoilers do que vai acontece na sua animação, mas essa abertura de Isekai Ojisan acabou criando uma expectativa que não chegou a ser realizada durante a exibição desse trecho na obra, porém o trabalho da Maeshima Mayu é bastante reconhecido por aqui, combinando com os easter eggs duplos da animação e o ritmo da música que te empolga para acabar com sua estamina com várias sessões de risos faz com que Story entre na história das aberturas marcantes de obras lendárias;

Vocês sabem muito bem minha experiência com Made in Abyss desde a minha antepenúltima lista de melhores do ano, então era óbvio que eu queria falar da Cidade dourada do sol escaldante, só que calhou justamente que o encerramento da obra(Endless Embrace) conseguiu bem se entrelaçar com a narrativa dessa parte da obra, parte essa que eu me distanciei do mangá, então meio que me surpreendi com muitas das revelações que a obra trouxe, apesar que já sabia da Princesa do Abismo, porém esse encerramento consegue se emaranhar com a história sombria que a própria narrativa possui, mesmo que com o brilho da cidade dourada ainda existe drama pela sobrevivência dos nossos protagonistas se misturando com a Vuelo e dos demais membros que formam a Narehate com seu destino nebuloso que acaba se entrelaçando com os nossos heróis; Endless Embrace é aquele recado frívolo que a divertida aventura da Riko e os outros ainda esta repletos de perigos.

Agora abrindo uma exceção para “Hana no Tou (花の塔/Torre de Flores), não por ser um grande fã da Sayuri, mas é praticamente o tema principal de Lycoris Recoil, mesmo com a Claris cantando a abertura, mas Hana no Kou é excepcionalmente marcante, marcante pela combinação da letra que é a masterização das vontades das heroínas, já que a própria produção não conseguiu expor isso, junto com a grave voz da garota elétrica que conseguiu interpretar uma música que acabou atrelando a temporada de seu lançamento e consequentemente com sua obra matriz, pois é a primeira coisa que você irá se lembrar quando falar de Lycoris Recoil, além do Yuri Bait.

SpyxFamily praticamente captou todas as atenções da temporada de Abril/Primavera de 2022, não é atoa que ele entra com a minha abertura da temporada e antes de qualquer reclamação, eu gosto da música que Mixed Nuts da Official HIGE DANdism, nem tanto pela a animação, mas a música funciona bem por conversar bastante com a temática da obra, por ser um Jazz encaixando com a época misturando com uma batida alegre esperada para a verdadeira personagem principal que é a Anya, então junta com a animação que encaixa justamente a narrativa da obra na visão dela, então enriquece bastante a abertura.

Agora indo justamente falar do anime onde eu comentei do mangá antes mesmo de sair o anime e o engraçado é que Hanarenai Kyori (はなれない距離/ distâncias inseparáveis) consegue captar justamente toda a essência que Aharen-san wa Hakarenai (Aharen Is Indecipherable) é, uma obra doce que combina perfeitamente com sua abertura, afinal de contas para uma série tão fofa e engraçada era necessário uma música que demonstrasse isso, então a participação da Trysail aqui era mais que esperado já que o grupo possui uma experiência musical em obras fofas, a animação da abertura apresenta elementos narrativos de uma maneira belíssima com uma paleta de cores claros e um traço que parece ter sido reutilizado nos primeiros episódios da série, mas a abertura é tão gostosa quanto o relacionamento do Raidou com a Aharen, falando do que achei do anime em si, foi algo delicioso, por ver o que eu sabia da obra com uma boa animação, pelo menos nos cinco primeiros episódios já que depois dele a animação acaba decaindo, mas as histórias adaptadas, pois a equipe de produção não seguiu completamente o que o mangá conta, mas nesse caso a ordem dos fatores não alterou o resultado que foi uma historia romantica fofa entregue em apenas doze episódios.

Bem para os encerramentos acabarei reaproveitando o que falei no post final da segunda temporada de Komi-San, pois  Koshaberi Biyori (小喋日和/Clima pra conversa fiada) é uma melodia agridoce que consegue sintetizar todo o sentimento que o episódio se entregava durante os episódios, talvez essa seja toda a experiência que FantasticYouth nas poucas animações que a dupla trabalhou, sério eles não possuem mais que três animes, contando Komi-San, todavia Koshaberi Biyori é muito bom, tanto que vi muita gente preferindo o encerramento a abertura, claro se pensarmos que essa parte seja uma segunda temporada, temos justamente o “mal da segunda abertura” afetando a obra, entretanto Koshaberi Biyori é muito boa por si só por manter a regra de ser uma verbalização dos desejos da nossa protagonista em uma música.

Já o segundo encerramento acaba lhe surpreendendo afinal de contas Onipan! não possui um tema de abertura, pois graças a sua estrutura de episódios na sua transmissão original, pois são episódios de poucos minutos fragmentados através de blocos comerciais, mas quando esses episódios vem para o ocidente, eles são aglutinados para atingir quinze minutos de exibição e nessa aglutinação acaba empurrando a música tema da obra para o final e com isso Onipapapan! Pan! (おにパパパン!パン!) pode ser considerado um encerramento que atende a proposta da obra, afinal de contas ela é interpretada pelas protagonistas da obra o que acaba demonstrando uma qualidade menor, já que as três dubladoras estrearam aqui, tanto que todas elas possuem menos de dezoito anos, então certos erros são esperados na atuação delas e esse tema mostra isso, a obra em si também demonstra esse “baixo orçamento” já que a premissa da obra remete a histórias de garotas mágicas cujo seu diferencial são as garotas que são Oni, mas a fama da obra fica justamente no estúdio, pois esse projeto saiu nas mãos da Wit Studio, o que cada nos dando uma ótima animação atraves dos episódios.

A temporada de Janeiro/Inverno de 2022 foi arrebatada pelas continuações, seja da temporada anterior ou continuações mais antigas, geralmente essas últimas são de obras badaladas no meio nerd em geral, então há um grande investimento para essas obras sejam memoráveis ao grande público, incluindo principalmente aberturas e encerramentos, apesar que a primeira temporada de Kimetsu no Yaiba(Demon Slayer) só tivemos uma abertura e encerramento, mas nessa “segunda temporada”, que de temporada só temos o Entertainment District Arc já que Mugen Train Arc é basicamente um copia e cola do filme que adapta o arco do trem(comboio) do infinito, tanto que a abertura [Akeboshi (明け星/Estrela da manhã)] quanto o encerramento[Shirogane (白銀/Cabelo branco)], ambos pela LiSA são fracos, ficando justamente com o fantasma da segunda abertura fraca, mas Zankyou Zanka (残響散歌/Canto Destruidor ou Canto Estatizante) é tão extravagante quanto o Hashira do som, engraçado é que a voz melancólica da Aimer encaixa muito bem com o ritmo explosivo da música

Engraçado é que eu não tinha gostado  do primeiro encerramento de Kimetsu, mas Asa ga Kuru (朝が来る/ A Vinda da Manhã) é muito gostoso de se ouvir, muito pelos mesmo fatores que eu tinha dito anteriormente, mas mudando o tom mais alegre da abertura para algo mais típico de se ouvir na boca da Aimer, mas a música é bastante bonita e condizente com o Entertainment District Arc.

Todavia a temporada de Janeiro/Inverno de 2022 não foi apenas para as continuações mais badaladas, mas sim de obras novas pelo quais nos deslumbram com novas narrativas e paralelamente apresentado novas bandas para nos acrescentar em nossas playlists como foi Vaundy com Hadaka no Yuusha (裸の勇者/O Herói sem roupa), a segunda abertura de Ousama Ranking captura todas as emoções criadas nessa parte da história, inclusive dando inúmeros spoilers dos acontecimentos da obra, então vamos falar do ritmo fabuloso que a música possui, não corri atrás da letra, mas posso imaginar que está análoga à sua própria animação da abertura e relacionada a obra, com um tom mais épico, mas battle Shounen como é esperado de um anime de ação.

Para terminar a lista dos animes de temporada com algo mais artístico, não tanto como foi Horimiya, mas Sono Bisque também é um anime de Cloverworks e Koi no Yukue (恋ノ行方/ Destino da Paixão) é bastante bonitinho, começando pelo trabalho da Akari Akase que dar a voz a esse encerramento que fica bastante pelo fato de combinar perfeitamente com o trabalho de Futata que conseguiu criar uma animação agridoce, combinando com o tema do anime e paralelamente com o nome desse encerramento, as cores doces combinando com a animação com um traço suave e uma movimentação suave, atrelando com a música chiclete faz com que esse encerramento seja lembrado, principalmente por esta atrelado ao anime.

Sempre bom lembrar essa não é a opinião do site e sim a minha opinião (Jonh Vini) então nada de reclamar com o Bushido se seu falei “mal” do seu anime favorito, ou não falei dele, afinal de contas talvez eu nem tenha assistido o anime que você gostou, sempre bom manter uma tradição, pois uma tradição é criada justamente quando ocorre uma repetição temporal definida de uma ação ou de um costume, essa é a quinta vez que faço essa lista de melhores do ano, para mim é claro, mas espero ler a lista de vocês no comentários, nada de xingamentos pois devemos ser civilizados e aqui vai minha despedida clássica: aqui é Jonh Vini e estou à espera dos vossos Feedbacks sobre essa lista, não se afobem pois arrependimento mata e estamos numa época de celebrações, então podem se abrir, comentem, provavelmente ocorre-a uma discussão saudável sobre os animes apresentados, tenham um bom início de ano é até mais.

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