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Koei Tecmo não quer depender só de jogos AAA e aposta em dezenas de jogos mais pequenos

Wo Long 2 e Attack on Titan 3: tudo sobre os planos da Koei Tecmo para 2027

Numa altura em que os custos de produção de jogos AAA não param de subir, a Koei Tecmo decidiu não colocar todos os ovos no mesmo cesto. A produtora japonesa reafirmou recentemente a sua estratégia de desenvolvimento para o ano fiscal que termina em março de 2027, e o plano passa por equilibrar as grandes apostas com um fluxo constante de jogos de menor dimensão.

A informação foi avançada durante a apresentação de resultados do primeiro trimestre da empresa, disponível em vídeo no YouTube.

Seis grandes títulos, dezanove de média dimensão

De acordo com os números apresentados, até ao final do ano fiscal de 2027 a Koei Tecmo pretende lançar seis títulos principais para PC e consolas, 19 jogos de média dimensão e dois jogos online ou para telemóvel produzidos internamente, além de vários outros projetos que continuam por anunciar.

Para se perceber esta distinção, vale a pena explicar como a própria empresa categoriza os seus lançamentos, séries como Wo Long ou Nioh são consideradas títulos “principais”, enquanto a categoria de média dimensão inclui, por exemplo, os jogos da série Atelier, Nobunaga’s Ambition ou remasterizações de títulos já existentes.

Esta aposta surge também associada ao crescimento que a Koei Tecmo tem vindo a registar ao nível de recursos humanos. A produtora passou de 2.500 para mais de 3.000 colaboradores em apenas dois anos, mantendo o objetivo de chegar aos 5.000 funcionários.

A Koei Tecmo insistiu repetidamente na ideia de que quer evitar depender excessivamente dos seus lançamentos principais, procurando manter um portefólio suficientemente diversificado. A lógica por detrás desta estratégia é relativamente simples, com os custos de desenvolvimento a aumentar de forma constante, apostar tudo no sucesso isolado de um único jogo AAA tornou-se cada vez mais arriscado do ponto de vista financeiro.

Para reduzir essa exposição, a empresa quer reforçar a sua produção com um fluxo regular de jogos de média dimensão, remasterizações e conversões para a Nintendo Switch 2, garantindo assim receitas mais estáveis ao longo do ano, independentemente do desempenho comercial de cada grande lançamento.

Wo Long 2 e Attack on Titan 3 lideram as expectativas

Entre os projetos já anunciados, a Koei Tecmo destacou dois títulos como sendo os que geram maiores expectativas dentro da própria empresa: Wo Long 2: Wings of Ember, da Team Ninja, e Attack on Titan 3, da Omega Force.

Wo Long 2 foi revelado como o regresso ao universo demoníaco ambientado no período dos Três Reinos, com lançamento previsto para o início de 2027. Já Attack on Titan 3 promete recontar toda a história do famoso anime, do início ao fim, com uma janela de lançamento marcada para o inverno para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2, a primeira nova entrada na série de jogos da franquia em sete anos.

Apesar de já ter uma lista extensa de projetos anunciados, a Koei Tecmo continua a guardar segredo sobre vários outros jogos em desenvolvimento, o que sugere que ainda há bastantes anúncios pela frente nos próximos meses.

Um dos casos mais intrigantes é o de FUJI, um projeto que só se tornou público depois de aparecer na lista oficial de empresas selecionadas para o programa de subsídios do governo japonês IP360, iniciativa lançada em março deste ano para apoiar a criação de propriedades intelectuais originais nas áreas dos videojogos, do mangá e do anime. Segundo a documentação divulgada pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI), trata-se de uma propriedade intelectual completamente nova, que vai explorar a experiência da Koei Tecmo em “jogos de ação com estética oriental”, uma descrição que remete para séries como Nioh, Wo Long ou Rise of the Ronin, ainda que, por se tratar de uma nova franquia, FUJI possa acabar por seguir um caminho bastante diferente daquilo a que os fãs da produtora estão habituados.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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