
Quando os utilizadores deram conta de que o endereço da Xbox Mobile Store devolvía apenas um erro 404, a interpretação mais óbvia foi a pior, mais um projeto ambicioso da Microsoft enterrado em silêncio. O editor executivo da Windows Central, Jez Corden, publicou um artigo sobre o assunto e marcou Asha Sharma no X, e a CEO respondeu.
“Há três semanas, apresentámos um amicus porque a concorrência no mercado móvel ainda importa e acreditamos que o futuro dos jogos deve ser mais aberto. Embora ainda esteja a aprender, a ideia de uma loja mobile Xbox não está morta”, escreveu Sharma no X.
O termo amicus refere-se a um amicus curiae, um argumento jurídico apresentado a um tribunal por uma parte que não é diretamente envolvida no processo, mas que tem interesse na decisão. A Microsoft terá assim tomado posição formal num processo legal relacionado com a concorrência nas lojas de aplicações móveis.
Um projeto que nunca chegou a arrancar
A história da Xbox Mobile Store começa em maio de 2024, quando Sarah Bond, na altura presidente da Xbox, anunciou no Bloomberg Technology Summit que a Microsoft lançaria a sua própria loja de jogos para dispositivos móveis em julho desse ano. A loja seria baseada na web, precisamente para contornar as políticas das lojas fechadas da Apple e da Google, e arrancaria com títulos da própria Microsoft, como Candy Crush e Minecraft.
Bond foi explícita na justificação: “Estamos a fazê-lo porque isso permite-nos ter uma experiência acessível em todos os dispositivos, em todos os países, independentemente das políticas das lojas de ecossistemas fechados”. A loja seria depois aberta a parceiros externos.
Julho de 2024 passou. O lançamento não aconteceu. E agora, em abril de 2026, os URLs relacionados com o projeto deixaram simplesmente de funcionar.
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Sharma, a nova ordem na Xbox
Asha Sharma assumiu a liderança da Xbox há relativamente pouco tempo, e os seus primeiros movimentos têm sido vigiados de perto. Uma das suas primeiras decisões foi encerrar a campanha de marketing “This is an Xbox”, que tentava comunicar a ideia de que Xbox era uma plataforma transversal, não apenas uma consola, por considerar que desfocava a identidade da marca.
Nesta mesma semana, Sharma anunciou também mudanças significativas no Xbox Game Pass, uma redução de preço do serviço Ultimate, acompanhada da confirmação de que os jogos Call of Duty deixarão de estar disponíveis no dia de lançamento através do serviço.









