World Trigger cap. 172 e 173 “Suzunari-1 vs Tamakoma-2” – Review

Spoilers Alert!!

Como muitos de vocês devem saber, o manga , de Daisuke Ashihara, regressou recentemente de hiato passados 2 anos. Após o seu regresso e de ainda ter estado presente em algumas das edições da Weekly Shonen Jump de 2018, a serie foi transferida para a Jump SQ e assim, tal como a revista em questão,  passou a ser publicado mensalmente.

Agora que já sabem um do que tem acontecido com esta serie nos últimos tempos chegou a hora de explicar como eu “conheci” World Trigger. Com a chegada da notícia de regresso do hiato, eu, que nunca tinha ouvido falar sobre tal obra, decidi dar-lhe uma oportunidade e acabei por assistir (mesmo que o facto de serem 73 episódios me ter assustado um pouco ao inicio).

Depois disso foram três dias de puro cansaço que deram para ver o anime inteiro e ainda começar a ler a parte do manga que não tinha sido adaptada (que terminei no dia seguinte). Eu sei que “devorei” completamente o anime e, consequentemente, o manga, mas só aqui já dá para perceber muito bem o quanto eu gostei, ou seja, se ainda não viste o anime ou leste o manga, eu aconselho-te vivamente a faze-lo.

Lembrando que na serie anime, no arco onde aparecem uns Neighbors fugitivos, pausa das batalhas de Rank-B, esse parte da história é filler, ou seja, não existe no manga, por isso podem fazer como quiserem, continuar a assistir ou saltar essa parte (eu acho o arco bem mais fraquinho em relação ao resto da obra, mas também não se perde nada ao assistir).

Pronto, agora que já falei um pouco sobre o meu primeiro contacto com a obra e fiz a minha recomendação vamos diretos ao assunto principal deste post.

Para aqueles que não estão a par dos capítulos mais recentes, World Trigger continua com o arco das batalhas de Rank-B (que mesmo que eu ache um arco muito importante para a história, acho que já se estendeu por demasiado tempo), que é basicamente um grande torneio envolvendo todos os escalões de Rank-B da Border com o objetivo de promoção para o Rank-A.

No caso dos nossos protagonistas existe um objetivo bem expecifico por detrás desta chegada a Rank-A que é, então, a entrada para a equipa de exploração. Para puderem entrar nesse grupo tão restrito de pessoas vão ter que atingir pelo menos o segundo lugar do Rank-B que agora pertence ao esquadrão Kageura que foi eliminado por completo neste capítulo.

Nos capítulos passados, com a eliminação de Kageura e Kitazoe, ambos membros do esquadrão Kageura, este grupo passou a ter apenas 1 elemento no campo de batalha deixando esta equipa em completa desvantagem em relação às restantes.

Para além do esquadrão Kageura, o esquadrão Suzunari-1 já havia perdido um dos seus membros depois de dar inicio à estratégia que tinham estipulado pare este confronto. Esta estratégia foi rápidamente neutralizada com a eliminação de Taichi, sniper do esquadrão Suzunari-1.

Apesar desta desvantagem os elementos que restaram e que pertencem a estes dois esquadrões ainda conseguiram dar trabalho às equipas inimigas mesmo que ambas tenham acabado por ser eliminadas nestes capítulos. 

Enquanto Ema (sniper do esquadrão Kageura) estava a ser perseguido pelos dois atacantes  do esquadrão Azuma, os restantes membros da Suzunari-1 estavam em confronto diretos com Kuga e Hyuse (dois atacantes do esquadrão Tamakoma-2). O restantes membros da Tamakoma-2 estavam fora dos radares a princípio, mas mesmo assim tiveram a sua relevância com o decorrer do capítulo.

Ao longo desta batalha e focando principalmente nestes dois capítulos tenho, obviamente, que salientar o trabalho de Ema que sozinho conseguiu arrecadar dois pontos deixando assim o caminho ainda mais difícil para o esquadrão Tamakoma-2 os ultrapassar na classificação. Para além de Ema, temos que dar um enorme valor á tática da Suzunari-1 que conseguiu dificultar a vida á equipa dos nossos protagonistas.

Dentro do esquadrão Suzunari-1, temos ainda que dar um grande mérito ao Kou, que é um personagem bastante forte, muito por conta do seu Side Effect, e que teria derrotado Kuga e Hyuse se ambos não tivessem uma enorme experiencia em batalha.

Gosto bastante destes momentos!

Para finalizar esta parte de “destaques do capítulo” não nos podemos esquecer da principal causa de destruição de mapas, Amatori Chika, sniper do esquadrão Tamakoma-2 que voltou a fazer das suas. Desta vez, em vez de usar o seu poderosa tiro de sniper para destruir o shopping por “completo”, mostrou-nos algo que nunca tinha utilizado abrindo area onde a batalha estava a decorrer com o seu Meteor juntamente da sua enorme quantidade de Trigger.

Com esta enorme explosão a sniper da Tamakoma-2 fica com uma boa visão para o campo de batalha e, como se isso não fosse suficiente, ainda conseguiu eliminar Okudera do esquadrão Azuma, arrecadando assim o seu primeiro ponto no torneio.

Algo que eu gosto bastante em World Trigger, para além do universo em si que tem uma vasta quantidade de coisas para serem exploradas, são as coreografias de batalha e as tática que são utilizadas dando uso às diferentes armas de Trigger que estão disponíveis para os membros da Border.

Estas coreografias e surpresas ao longo de cada batalha são, na minha opinião, um ponto muito positivo a acrescentar a estas cenas. Aquilo que falei em cima resume-se, basicamente, naqueles momentos que nós pensamos que um certo personagem já não consegue fazer mais nada e aí ele vira essa situação de desvantagem a seu favor com um movimento que ninguém estava à espera e isso é algo que me cativa bastante nesta obra.

Para além disso, temos os vários planos que os personagens tem construindo ao longo das batalhas de Rank-B, usando os diferentes cenários, os Trigger e os respetivos dispositivos adicionais ou até o clima dos diferentes mapas, tudo para poderem vencer um adversário que à partida seria mais forte. Porque mesmo que sejamos muito fortes em combate, apenas com uma boa estratégia podem sair vitoriosos.

É disto que eu gosto!

Como este é primeiro artigo em que falo deste manga não posso deixar de falar da sua arte que eu acho boa, mas também tem os seus defeitos. No geral a arte é boa, design de personagens contante, cenários ótimos, é até a parte que mais se destaca, só que nem tudo é perfeito. Em relação ao design dos personagens os autor ainda tem que melhorar um pouco, principalmente, em termos feições faciais, às vezes os personagens parecem meio robóticos (a Chika é a que mais se destaca, está sempre com a mesma cara e isso é estranho) e eu acho que se o mangaka conseguisse corrigir isso seria um grande evolução para a sua obra.

Nos próximos capítulos vamos ver o confronto entre o esquadrão Azuma e o esquadrão Tamakoma-2 que com certeza nos trará inúmeras surpresas, tal como tem acontecido ao longo deste arco. Lembrando também que Azuma é um dos personagens que eu considero mais fortes (lembro me bem daquele lindo tiro pela parede!) e por mais forte que seja a equipa dos protagonistas não terão a vida facilitada contra o esquadrão Azuma.

Até à proxima review!

 

 

Algumas cenas interessantes:

Reação rápida do Kou!
Ai está! O Azuma sem dúvida vai causar estragos ao esquadrão Tamakoma-2.
Novo trigger adicional…
Para já estes são os resultados…