InícioTecnologiaAmazon confirma perda permanente de dados após ataques no Bahrein e Emirados...

Amazon confirma perda permanente de dados após ataques no Bahrein e Emirados Árabes Unidos

Unhinged pv screenshot computador

Meio ano depois de ataques com drones iranianos terem atingido vários centros de dados da Amazon no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, a empresa confirmou aquilo que muitos clientes temiam, parte dos dados alojados nessas instalações foi perdida de forma definitiva. A confirmação surgiu numa atualização publicada a 15 de setembro no painel de estado da Amazon Web Services.

Nos Emirados Árabes Unidos, a AWS opera três zonas de disponibilidade, cada uma servida por um ou mais centros de dados. Uma dessas zonas, identificada como mec1-az2, ficou definitivamente inacessível, com a Amazon a admitir não conseguir restabelecer o acesso aos recursos e aos dados que lá estavam alojados. Nas outras duas zonas dos Emirados, a empresa diz continuar a trabalhar na recuperação de recursos regionais e na substituição de infraestrutura afetada, prometendo mais informações sobre o restabelecimento dos serviços nos próximos meses.

A situação no Bahrein foi ainda mais grave. Segundo a Amazon, a destruição atingiu as três zonas de disponibilidade da região, tornando toda a rede naquele país inoperacional. Na atualização, a empresa foi direta, os danos à infraestrutura ultrapassaram aquilo para que os seus serviços regionais e multizona foram concebidos para resistir.

Uma guerra em três fases distintas

Os danos não resultaram de um único ataque, mas de uma sucessão de agressões ao longo de vários meses:

  • A 1 de março, logo nos primeiros dias da guerra iniciada com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, dois centros de dados da Amazon nos Emirados foram diretamente atingidos por drones, enquanto uma instalação no Bahrein sofreu danos por um drone que caiu nas proximidades
  • A 1 de abril, um novo ataque iraniano visou especificamente as instalações da Amazon no Bahrein, afetando uma segunda zona de disponibilidade na região
  • A 24 de julho, a Guarda Revolucionária iraniana lançou um terceiro ataque, desta vez com mísseis, dirigido a uma estrutura de um centro de dados da Amazon que ainda restava no Bahrein, com os danos confirmados de forma independente através de imagens de satélite

Face ao primeiro ataque, a Amazon recomendou de imediato aos clientes que migrassem os seus recursos para outras regiões da nuvem e que recorressem a cópias de segurança remotas para recuperar o que já não conseguiam aceder. A empresa terá ainda atribuído cerca de 150 milhões de dólares em créditos a clientes afetados pelos primeiros ataques de março.

Segundo a Amazon, a maior parte dos clientes afetados já tinha seguido essas recomendações e migrado as suas cargas de trabalho antes de a segunda zona do Bahrein ficar também comprometida em abril, o que ajuda a explicar por que motivo a empresa considera hoje que já esgotou as opções de recuperação para quem não o fez a tempo.

Desde os primeiros ataques, a Amazon já tinha suspendido a faturação dos clientes nas regiões afetadas do Bahrein e dos Emirados, enquanto tentava, ao longo de seis meses, restabelecer as operações normais. Na atualização mais recente, a empresa reafirma esse compromisso a longo prazo, prometendo apenas uma nova atualização sobre a situação no Bahrein no início de 2027, sem adiantar uma data para a resolução da zona ainda pendente nos Emirados.

Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária assumiu a autoria dos ataques, alegando visar instalações que, segundo o regime, apoiavam operações militares e de informação dos Estados Unidos na região.

SourceReuters
Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

Artigos Relacionados

Subscreve
Notify of
guest

0 Comentários
Mais Antigo
Mais Recente
- Publicidade -

Notícias

Populares