
Faltam duas semanas para o lançamento de Saros, e a Housemarque aproveitou para detalhar, através do PlayStation Blog, o que os jogadores podem esperar em termos de desempenho e funcionalidades técnicas, tanto na PS5 base como na PS5 Pro.
O estúdio finlandês, com sede em Helsínquia e fundado em 1995, é hoje um dos estúdios da PlayStation Studios após a aquisição pela Sony em junho de 2021. Saros é o seu projeto mais ambicioso desde Returnal, e as especificações divulgadas deixam claro que a equipa está a usar o hardware da Sony a fundo.
PS5 Pro com PSSR atualizado e resolução base mais alta
A grande novidade para quem tem uma PS5 Pro é o suporte à versão mais recente do upscaler PSSR, lançada em março. Como escreve Gregory Louden, diretor criativo do jogo, no PlayStation Blog, o resultado é uma imagem “tão nítida que mal se distingue do 4K nativo enquanto se explora Carcosa”.
Mas o PSSR não está sozinho a fazer o trabalho. Seppo Halonen, diretor técnico da Housemarque, explicou com mais detalhe o que muda na PS5 Pro:
“Na PlayStation 5 Pro também aumentámos a nossa resolução base de renderização, que é a resolução antes do upscaling. Isto significa que na PS5 Pro terás uma imagem ainda mais nítida e de maior resolução a 60 fps. Enquanto usamos resolução dinâmica para garantir uma taxa de frames estável mesmo no meio de combates intensos, a PS5 Pro entrega sempre uma imagem mais nítida numa comparação cena a cena. O Saros na PS5 já tem um aspeto incrível e corre a 60 fps sólidos, mas na PS5 Pro levamos os gráficos ainda mais longe. Além disso, há muitos pequenos ajustes em reflexos e qualidade geral, garantindo que o aumento não é apenas mais píxeis, mas que o conteúdo que renderizamos escala para acompanhar. O único sítio onde passamos para 30 fps é nas cinematografias principais da história, onde escolhemos qualidade em vez de quantidade e renderizamos as personagens, iluminação e pós-processamento de alta qualidade à resolução máxima — que, de novo, é mais alta na PS5 Pro”.
DualSense com uma utilização mais elaborada
A Housemarque já tinha feito um trabalho notável com o DualSense em Returnal, e em Saros a equipa foi ainda mais longe. Os gatilhos adaptativos têm agora dois comportamentos distintos no L2, pressionar até meio ativa o disparo alternativo da arma principal, que pode ir de lança-granadas a projéteis ricocheteantes, enquanto pressionar até ao fundo ativa a Power Weapon alimentada pela Eclipse, usando projéteis absorvidos pelo Escudo Soltari.
O feedback háptico recebeu o mesmo tratamento cuidadoso. Louden não quer revelar pormenores, mas deixou uma referência clara a quem jogou o título anterior: “Se adoraste o que fizemos em Returnal, acho que evoluímos isso ainda mais”.

Áudio 3D e carregamentos instantâneos
O sistema de áudio Tempest 3D AudioTech da PS5 está também a ser usado de forma mais elaborada do que em Returnal. Segundo a equipa, é possível ouvir os sons do mundo de Carcosa, os inimigos e até a música do jogo a toda a volta do jogador com auriculares ou sistema de som compatíveis com 3D Audio, trabalho desenvolvido pela equipa da PlayStation Creative Arts.
O SSD de alta velocidade da consola está a ser igualmente aproveitado para reduzir ao máximo os tempos de carregamento após morte, e para tornar a transição para os eventos de Eclipse, que alteram o mundo do jogo, praticamente instantânea.

Edição Digital Deluxe com 48 horas de antecipação
Quem fizer pré-encomenda da edição Digital Deluxe pode jogar Saros a partir de 28 de abril, dois dias antes do lançamento oficial a 30 de abril. Esta edição inclui também três fatos de celebração inspirados noutros títulos PlayStation Studios: Returnal, God of War e Ghost of Yotei. A edição standard também tem uma recompensa por pré-encomenda, a armadura Hands of Shore, disponível para quem reservar qualquer edição antes do lançamento.








