InícioAnime7 animes que merecem um remake como Dragon Ball Super

7 animes que merecem um remake como Dragon Ball Super

A confirmação do remake de Dragon Ball Super: Beerus para o outono de 2026 provou que regressar não chega, às vezes é preciso recomeçar do zero, e estes 7 animes merecem uma nova oportunidade.

7
One-Punch Man

One-Punch Man 3 teaser visual 2027 (1)

Quem acompanhou o lançamento da primeira temporada de One-Punch Man em 2015 sabe o que é assistir a anime no seu melhor. O estúdio Madhouse produziu algo que raramente se vê, sequências de acção com uma fluidez e um peso visual que continuam a ser partilhadas online anos depois. Genos contra Saitama. Saitama contra Boros. Cada cena de combate parecia desenhada por alguém que genuinamente amava o material e queria fazer jus a ele.

A segunda temporada foi um choque. A produção mudou de mãos, passou do Madhouse para a J.C. Staff, e a diferença foi imediata. Fundos com CGI mal integrado, movimentos que perderam toda a dinâmica, sequências de acção que pareciam mais um esboço animado do que um produto acabado. A terceira temporada, estreada em outubro de 2025 após seis anos de espera, chegou com expectativas enormes e voltou a desiludir. Rapidamente as redes sociais se encheram de comparações lado a lado entre os painéis do mangá e as cenas animadas, um exercício que raramente favorecia a J.C. Staff.

A ironia é que a J.C. Staff não trabalha em más condições por acaso, em 2025, o estúdio estava a gerir cinco projetos em simultâneo, o que torna quase impossível dar a atenção necessária a qualquer um deles. Os fãs já criaram petições a pedir o regresso do estúdio Madhouse, e enquanto a parte 2 da terceira temporada não está prevista antes de 2027, a frustração só vai crescendo. One-Punch Man merece os estúdios e a atenção que o seu material de origem exige.

6
Tokyo Ghoul

Tokyo Ghoul - Filme Anime visual (1)

A primeira temporada de Tokyo Ghoul, em 2014, foi uma das estreias mais impactantes dessa geração de animes. A premissa era forte, a banda sonora era memorável, e a transformação de Ken Kaneki, de estudante tímido para ghoul dilacerado pela dualidade da sua existência, foi tratada com uma intensidade que criou fãs para a vida. O problema começou depois.

Tokyo Ghoul √A, a segunda temporada, abandonou o mangá de Sui Ishida para seguir um caminho original que deixou a comunidade furiosa. Em vez de adaptar os eventos do mangá, os produtores construíram uma narrativa alternativa que contradiz o material de origem e que foi recebida como uma traição ao trabalho do autor. Tokyo Ghoul:re tentou recuperar, mas fez o caminho oposto, atropelou arcos inteiros para chegar ao fim o mais depressa possível, sacrificando personagens e sub-histórias que eram centrais para a história.

O próprio Ishida chegou a admitir que a adaptação podia ter sido muito melhor. No mangá, a jornada de Kaneki é um estudo de identidade, trauma e sobrevivência com uma profundidade raramente vista no género e o anime nunca conseguiu capturar isso devidamente. Não há confirmação oficial de que um remake esteja em curso, mas a procura existe, os rumores surgem com regularidade, e há poucas séries onde a diferença entre o potencial e o produto final é tão evidente.

5
Berserk (2016)

Berserk vol 1 cover

O Berserk de 2016 tornou-se, com o tempo, numa espécie de símbolo do que pode correr mal numa adaptação de anime. O estúdio Liden Films apostou numa animação predominantemente CG numa altura em que a tecnologia ainda estava muito longe de conseguir capturar a arte de Kentaro Miura, um mangá com alguns dos trabalhos de detalhe mais impressionantes alguma vez publicados. O resultado foi uma série cujos personagens pareciam bonecos de videojogos da era PlayStation 2, com movimentos rígidos e sem peso, em cenas que deveriam ser visceralmente impactantes.

O que torna a situação ainda mais frustrante é que havia material completamente inédito para ser adaptado. O anime dos anos 90 e a trilogia de filmes já tinham coberto o Arco da Era de Ouro com dignidade, o que o Berserk de 2016 precisava de fazer era continuar a história a partir daí, mostrar o que Guts viveu depois do Eclipse. E fez isso. Só que de uma forma que muitos fãs preferiram ignorar.

4
The Seven Deadly Sins

The Seven Deadly Sins

A história de The Seven Deadly Sins é, em muitos aspectos, um caso de estudo sobre o que acontece quando uma série perde o seu estúdio original sem ter tempo ou recursos para encontrar uma alternativa adequada. As duas primeiras temporadas, produzidas pela A-1 Pictures, estabeleceram um padrão visual competente e consistente, boas sequências de acção, design de personagens fiel ao mangá de Nakaba Suzuki, um ritmo que funcionava.

A ruptura chegou quando a A-1 abandonou o projecto após o fraco desempenho de bilheteira do filme da série. Com menos de um ano para encontrar um substituto, a produção caiu nas mãos do Studio Deen, que estava sobrecarregado com outros projectos e acabou por subcontratar grande parte do trabalho à Marvy Jack, um estúdio muito menos experiente com este tipo de conteúdo. O resultado foi devastador, cenas de combate com modelos fora de proporção, expressões faciais que mal correspondiam às personagens que os fãs conheciam, e uma queda de qualidade tão abrupta que rapidamente circularam comparações online que pareciam frames de séries diferentes.

A terceira temporada foi a mais criticada, mas a quarta não melhorou significativamente. Uma série que começou a criar uma base de fãs sólida acabou a ser recordada tanto pelas suas falhas de animação como pela sua história. Com Four Knights of the Apocalypse a tentar manter a franquia viva, uma reconstrução da série original faria sentido, e provavelmente seria muito bem recebida.

3
The Beginning After the End

The Beginning After The End anime visual 2

Poucas estreias anime geraram uma reação tão rápida e tão negativa como a de The Beginning After the End. A série, baseada numa das webnovelas do género isekai mais lidas dos últimos anos, chegou ao ecrã com uma produção que ficou tão distante das expectativas que os fãs organizaram uma petição quase de imediato, a pedir um remake antes mesmo de a série ter terminado.

Os problemas eram variados, animação inconsistente, movimentos que pareciam apressados, sequências de acção que não conseguiram capturar a escala e o impacto das batalhas descritas no texto original. Para uma comunidade que aguardou anos para ver Arthur Leywin ganhar vida no ecrã, o resultado foi uma desilusão difícil de digerir. O isekai é hoje um dos géneros com mais apetência comercial no anime, há audiência garantida, há interesse, há fãs dispostos a voltar. A história está lá. Falta a execução que ela merece.

2
Kengan Ashura

Nova imagem promocional de Kengan Ashura

Kengan Ashura é um caso ligeiramente diferente dos restantes. A série de luta da Netflix não foi um desastre, tem os seus momentos, tem sequências bem construídas, tem personagens que funcionam. O problema está na linguagem visual escolhida, a animação CG que o serviço de streaming utilizou cria uma sensação de distância nos combates, um efeito mecânico que retira peso às lutas numa série cujo principal apelo é precisamente a fisicalidade brutal do que acontece no ecrã.

O contraste ficou evidente com o especial de crossover Baki Hanma vs. Kengan Ashura, que colocou os personagens de Kengan em animação 2D com o estilo característico da série Baki. Para muitos fãs, aquelas cenas foram a prova de que existe uma versão muito melhor desta série. Às vezes um remake não precisa de corrigir a narrativa, precisa de a mostrar da maneira certa.

1
Uzumaki

Uzumaki anime visual

A adaptação de Uzumaki para a Adult Swim foi um projecto que demorou anos a acontecer e que, quando finalmente chegou, demonstrou ao mesmo tempo o seu potencial e as suas limitações no espaço de quatro episódios. O primeiro episódio era tudo o que os fãs esperavam, ritmo adequado ao terror psicológico de Junji Ito, uma estética visual cuidada, uma adaptação do conceito original da espiral que respeitava o material e criava a atmosfera necessária.

O que se seguiu foi gradualmente dececionante. Os últimos três episódios não mantiveram o nível do primeiro, e a mini-série encerrou com uma recepção dividida, não má, mas claramente aquém do que podia ter sido. O universo de Junji Ito continua a receber adaptações com regularidade, o que significa que o interesse comercial está lá. Uma segunda tentativa a Uzumaki, que mantivesse do início ao fim a qualidade do episódio de estreia, seria um projecto com uma audiência garantida.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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OLIVER
OLIVER
26 , Abril , 2026 20:28

Que? A animação Kengan Ashura é MUITO, mais MUITO melhor que Baki. Não tem impacto? QUE??? Criticam animação de One Punch Man e elogiam Baki??????

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