
Shiro Kuroi anunciou esta quinta-feira no X que Dragon Hunt Tribe chegou ao fim com o lançamento do quinto volume, que saiu na quarta-feira em França pela editora Éditions Ki-oon. A série de dark fantasy, que acompanhava uma jovem criada por dragões forçada a caçá-los para sobreviver, encerra assim pouco menos de dois anos depois de ter sido lançada.
A história começava com Rudra, um membro da Tribo dos Caçadores de Dragões, a encontrar Nato, uma jovem humana que tinha crescido entre dragões e que carecia de inteligência humana desenvolvida, no covil de uma dessas criaturas. Rudra levava-a à força para a sua aldeia, e era a partir daí que a relação entre os dois mundos, o dos caçadores e o dos dragões, ganhava forma ao longo dos cinco volumes.
Um percurso entre França e Japão
Dragon Hunt Tribe seguiu o mesmo caminho que já tinha traçado a obra anterior de Kuroi, estreou primeiro em França, onde a Ki-oon lançou o primeiro volume a 4 de julho de 2024, e só depois chegou ao Japão. A pré-publicação japonesa na revista Monthly Shonen Magazine, da Kodansha, arrancou em outubro de 2025, com o título Ryūkari no Nato, e o primeiro volume físico no mercado japonês chegou às livrarias a 16 de abril de 2026.
Este modelo, estreia em França, posterior expansão para o Japão, é uma das marcas da Ki-oon enquanto editora, e Kuroi foi um dos casos de sucesso dessa abordagem. Com Leviathan, a sua obra anterior, o mesmo percurso funcionou, lançamento em França em janeiro de 2022, chegada ao Shonen Jump+ da Shueisha em agosto do mesmo ano. A série de ficção científica e horror de sobrevivência espacial terminou em fevereiro de 2023, com o terceiro volume a chegar ao Japão em maio desse ano.
Quem é Shiro Kuroi?
O percurso de Kuroi é pouco comum no mundo do mangá. Cresceu no Japão nos anos 90, em plena era de ouro da Weekly Shonen Jump, mas foi a banda desenhada europeia, em particular Moebius, que moldou profundamente o seu estilo visual. Após estudar design gráfico, tentou publicar em grandes editoras japonesas, chegou a ganhar um prémio numa revista seinen, mas os projetos nunca avançaram para série. Acabou por integrar os estúdios Toei, onde trabalhou na produção de anime como One Piece e Pretty Cure, antes de encontrar na editora francesa Ki-oon a porta para a publicação regular das suas obras.
Essa origem explica em parte a ligação próxima entre o autor e a França, não como mercado secundário, mas como o ponto de partida genuíno da sua carreira enquanto mangaká publicado.









