
Seis anos depois de um lançamento marcado pela polémica, Cyberpunk 2077 acaba de atingir os 40 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. O anúncio foi feito esta sexta-feira, dia 3 de julho, pela CD PROJEKT nas redes sociais, e confirma aquilo que muitos já suspeitavam, o jogo transformou-se num dos maiores casos de recuperação da história dos videojogos.
O valor divulgado inclui as vendas do jogo base e da Ultimate Edition, em todas as plataformas onde o jogo está disponível, incluindo a versão mais recente lançada para Nintendo Switch 2 e macOS. A última marca de vendas conhecida era de 35 milhões de unidades, atingida em novembro do ano passado, o que significa que o jogo somou cinco milhões de novas vendas em pouco mais de meio ano.
A comparação mais curiosa vem do próprio catálogo da CD PROJEKT. Cyberpunk 2077 já ultrapassou em 10 milhões de unidades as vendas que The Witcher 3: Wild Hunt tinha alcançado no mesmo período de seis anos após o lançamento, ainda que o RPG medieval continue à frente em termos absolutos, com 50 milhões de cópias vendidas ao longo da sua existência.
Sobre este novo marco, Michał Nowakowski, co-CEO da CD PROJEKT, partilhou:
“40 milhões de cópias vendidas mostram a força incrível e duradoura de Cyberpunk 2077 e são uma prova daquilo que a CD PROJEKT faz melhor: criar histórias imersivas e de alta qualidade que fazem os jogadores voltar ano após ano. É uma ótima base para os nossos próximos projetos neste universo, incluindo o anime Cyberpunk: Edgerunners 2, que chega este outono”.
Do maior desastre ao maior renascimento
É praticamente impossível falar deste marco sem recuar até dezembro de 2020, quando Cyberpunk 2077 chegou ao mercado depois de anos de promoção e expectativa. O lançamento acabou por se tornar um dos mais problemáticos da história recente da indústria, repleto de erros técnicos, sobretudo nas consolas de geração anterior, a ponto de a Sony ter chegado a retirar o jogo da PlayStation Store durante largos meses. A situação foi tão grave que chegou a gerar processos judiciais movidos por investidores, insatisfeitos com a forma como o jogo tinha sido entregue ao público.
O que se seguiu, no entanto, foi um dos percursos de recuperação mais notáveis que o setor já viu. A CD PROJEKT investiu mais de 100 milhões de dólares em correções e melhorias ao longo dos anos seguintes, um esforço que acabou por transformar Cyberpunk 2077 num dos jogos mais bem considerados da atualidade. A cidade de Night City, a narrativa envolvente e o mundo cuidadosamente construído acabaram por ser finalmente reconhecidos como deveriam ter sido desde o primeiro dia.
Este processo teve um momento particularmente marcante em setembro de 2023, com o lançamento de Phantom Liberty, a única expansão do jogo até à data. Com um elenco sólido, atuações memoráveis e um final capaz de deixar marca em quem o joga, a expansão acabou por ser recebida como uma das melhores da história dos videojogos, consolidando de vez a reviravolta da obra.
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Um universo que continua a crescer
O sucesso de Cyberpunk 2077 já não se limita ao jogo original. A franquia deu origem a um verdadeiro fenómeno multimédia, que inclui a sequela atualmente em desenvolvimento, conhecida internamente como Cyberpunk Orion, além de um anime que se tornou, por si só, um fenómeno cultural. Aliás a segunda temporada de Cyberpunk: Edgerunners já está confirmada para o outono deste ano, e a expectativa gerada em torno da estreia tem contribuído para atrair ainda mais jogadores ao jogo original, tal como aconteceu quando a primeira temporada estreou em 2022 e impulsionou um dos maiores picos de jogadores de sempre do jogo.
A comunidade construída à volta deste universo mantém-se, seis anos depois, tão dedicada como sempre, algo raro para um jogo que começou a sua vida com uma reputação tão manchada.









