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Os mundos abertos já não impressionam? A indústria começa a questionar a fórmula

Nem o criador de Final Fantasy 7 escapa a este problema dos jogos atuais

Final Fantasy VII Rebirth visual PC

Depois de dois capítulos da trilogia de remakes de Final Fantasy 7 apostarem forte em mapas extensos e cheios de atividades, o próprio diretor da série decidiu comentar um fenómeno que tem vindo a dividir jogadores nos últimos anos, a chamada fadiga de mundo aberto. Naoki Hamaguchi, responsável criativo pela trilogia desde o primeiro Final Fantasy 7 Remake, admite que compreende perfeitamente a frustração de quem já não aguenta mais mapas gigantescos sem direção clara.

Hamaguchi foi confrontado com o feedback recebido depois do lançamento de Final Fantasy 7 Rebirth, cujo mapa aberto gerou opiniões divididas entre a crítica e o público. O diretor não fugiu ao tema e reconheceu que a questão lhe toca também a nível pessoal. Nas suas palavras:

É um conceito muito importante para mim, a fadiga do mundo aberto“.

Hamaguchi foi mais longe e partilhou uma experiência que muitos jogadores certamente reconhecerão, a sensação de ser largado num mapa gigante sem saber por onde começar nem o que fazer a seguir. Ainda assim, sublinhou que essa mesma sensação de liberdade total pode ser, ao mesmo tempo, um dos aspetos mais fascinantes deste tipo de jogos, dependendo do gosto e da paciência de cada jogador.

Apesar de reconhecer o cansaço generalizado com o género, Hamaguchi confirmou que Final Fantasy 7 Revelation, o capítulo final da trilogia, terá um mapa ainda maior do que o de Rebirth. Essa mesma dimensão levou a equipa a redobrar os cuidados com os sistemas de orientação do jogador. Hamaguchi explicou:

O mundo é ainda maior do que era em Rebirth“.

Para equilibrar esse crescimento, a equipa de desenvolvimento decidiu investir em mecânicas que ajudam o jogador a orientar-se sem lhe retirar por completo a sensação de exploração livre. Um dos exemplos citados por Hamaguchi envolve o Highwind, o icónico dirigível da saga, ao saltar de paraquedas a partir da nave, o jogador tem de confiar na memória para conseguir aterrar exatamente onde pretende, sem que o jogo lhe indique o caminho de forma automática.

Final Fantasy 7 Revelation, com lançamento previsto para a primavera de 2027, marca o encerramento da trilogia de remakes iniciada em 2020, que reconta a história do clássico original de 1997 com uma escala e um nível de detalhe muito superiores ao que a tecnologia da altura permitia. Ao contrário dos dois jogos anteriores, este será também o primeiro jogo da trilogia a chegar em simultâneo à PS5, Xbox Series X/S, Switch 2 e PC.

Depois de Cloud, Hamaguchi quer um novo desafio

Questionado sobre os seus planos depois de fechar este capítulo da saga, Hamaguchi já deixou claro que não tenciona continuar agarrado ao universo de Final Fantasy 7. O diretor afirmou:

O meu próximo trabalho criativo também vai ser um RPG“.

Hamaguchi não fecha a porta a continuar dentro da Square Enix, nem sequer à possibilidade de voltar a trabalhar noutro título da série Final Fantasy, mas deixou claro que não pretende assumir outro projeto de remake de imediato, preferindo agora explorar uma história e um mundo completamente novos.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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