
A Polyarc, o estúdio de Seattle responsável pela aclamada série de realidade virtual Moss, anunciou o encerramento definitivo das suas operações. A notícia foi confirmada através de uma publicação no LinkedIn da empresa, pondo fim a um percurso de quase 12 anos dedicado ao desenvolvimento de videojogos.
“Hoje é o fim de uma era para a Polyarc“, começa a mensagem partilhada pelo estúdio. “Depois de quase 12 anos a viver a montanha-russa de emoções cheia de alegria que é fazer videojogos, o nosso tempo juntos chegou ao fim. À medida que encerramos o desenvolvimento ativo, estamos a despedir-nos uns dos outros. Trabalhar em conjunto ao longo de todos estes anos foi uma honra. Trazer surpresa e alegria a quem jogou os nossos jogos foi um privilégio. Obrigado a todos na Polyarc; o nosso trabalho está agora concluído“. A publicação termina com um apelo direto a outros estúdios: “a Polyarc foi casa de programadores excecionais em todas as disciplinas. Se estiverem a contratar, consultem a hiperligação abaixo. Obrigado a todos os que fizeram parte desta jornada“. Junto à mensagem, o estúdio partilhou ainda uma folha de cálculo com os contactos dos seus antigos funcionários, na esperança de os ajudar a encontrar novas oportunidades.
Fundada em 2015 por antigos membros da Bungie, a Polyarc tornou-se rapidamente uma referência incontornável dentro da realidade virtual. O primeiro Moss, lançado em 2018, acompanhava a jornada do rato Quill através de um mundo mágico repleto de enigmas e inimigos encantados, e viria a receber mais de 120 prémios e nomeações a nível mundial. O sucesso repetiu-se com a sequela Moss: Book II, lançada em 2022, que arrecadou o prémio de Melhor Jogo de VR/AR nos The Game Awards, entre outros reconhecimentos da indústria.

Nos últimos anos, porém, os sinais de dificuldade começaram a acumular-se. Em março deste ano, o estúdio já tinha sido forçado a despedir cerca de dois terços da sua equipa, um total de 30 pessoas, depois de não ter conseguido garantir financiamento na sequência do cancelamento de um projeto de maior dimensão, ficando reduzida a cerca de 15 colaboradores. Ainda assim, a Polyarc tentou manter-se de pé, lançando em julho Moss: The Forgotten Relic, uma versão sem realidade virtual que reunia os dois jogos principais da saga para quem não possuísse um dispositivo VR, disponível em praticamente todas as plataformas. Esse esforço, no entanto, não foi suficiente para evitar o desfecho anunciado esta semana.
O encerramento da Polyarc soma-se a uma lista já longa de estúdios afetados por despedimentos e fechos ao longo de 2026. A FuturLab, responsável por PowerWash Simulator, viu-se recentemente obrigada a despedir parte da sua equipa e a cancelar um projeto que tinha em desenvolvimento, um exemplo entre vários que têm marcado este ano particularmente difícil para a indústria dos videojogos.









