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Nihon Falcom Corporation explica os desafios de adaptar para 3D os momentos de Trails in the Sky 2nd Chapter

Toshihiro Kondo, o presidente da Nihon Falcom Corporation, afirmou nas redes sociais que a equipa de desenvolvimento do Trails in the Sky 2nd Chapter, que vai receber lançamento para PlayStation 5, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, e PC (Steam) no dia 17 de setembro de 2026, teve especial cuidado na transição para 3D dos momentos mais emocionais da segunda aventura do arco de Liberl.

The Legend of Heroes: Trails in the Sky SC recorria a pequenos sprites das personagens e deixou grande parte da sua caracterização a cargo dos diálogos e de outros elementos de texto. Na altura, a Nihon Falcom Corporation criava sprites específicos para determinadas situações, que incluíram versões das personagens a chorar ou irritadas. Por isso as limitações da apresentação acabavam por restringir o que podia ser transmitido visualmente.

A transição dessas mesmas cenas para 3D alterou significativamente a forma como estes momentos são exibidos. A animação das personagens permite transmitir detalhes mais subtis, tais como gestos, expressões faciais, mudanças na direção do olhar e momentos deliberados de contacto visual. Como resultado, a Nihon Falcom Corporation teve de considerar vários elementos de cada cena que não podiam ser representados através dos sprites originais.

Grande parte deste trabalho está a ser assumida pelos membros mais jovens da equipa de desenvolvimento. Estes têm procurado interpretar as intenções dos criadores originais em cada cena e traduzir essas ideias para a apresentação em 3D do remake. Segundo Kondo, a equipa original tem precisado de dar relativamente poucas orientações, descrevendo o processo como algo mais gratificante do que propriamente difícil.

Bruno Reis
Bruno Reis
Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.

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