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Autor de Guyver revela que pode nunca mais voltar a desenhar mangá

Yoshiki Takaya, criador de Guyver, revela que sofreu um AVC

Guyver Dark Hero visual (1)

Yoshiki Takaya, o autor de Bio-Booster Armor Guyver, partilhou esta semana uma mensagem preocupante aos fãs da obra, na qual admite que um problema de saúde grave poderá tê-lo afastado definitivamente da criação de mangá. A revelação surgiu de forma inesperada, associada ao lançamento de um produto que nada tinha a ver, à partida, com o estado clínico do autor.

A informação foi divulgada através da edição em Blu-ray Disc do filme live-action Guyver 2: Dark Hero, distribuída pela Toy Robot, onde a Warner Bros. Home Entertainment incluiu uma mensagem escrita por Takaya dirigida a quem acompanha a saga há décadas. Nela, o mangaka explica, sem rodeios, o que lhe aconteceu:

Sofri um enfarte cerebral e mantenho paralisia no lado direito do corpo. Há também danos no meu cérebro e, como resultado, a minha concentração e capacidade de julgamento diminuíram, enquanto a minha memória a curto prazo se tornou pouco fiável. A todos os fãs, peço sinceras desculpas, mas não creio que voltarei a pegar na pena“.

Segundo a mensagem publicada, não foi especificado quando ocorreu o AVC, nem há indicação de qualquer plano de recuperação ou de continuação da obra através de outros meios, como colaboração com um ilustradpr.

Bio-Booster Armor Guyver está, na prática, parado desde 2016, ano em que Takaya colocou a serialização em hiato. Até agora, não havia qualquer confirmação oficial sobre os motivos dessa interrupção prolongada, e muitos fãs mantinham esperança de que a história do Guyver pudesse, um dia, ser concluída. A mensagem agora divulgada esclarece, de forma amarga, porque é que isso nunca chegou a acontecer.

A obra acompanha um jovem que, ao entrar em contacto com um dispositivo alienígena biomecânico, se transforma num guerreiro blindado com capacidades sobre-humanas, num enredo que combina ação, ficção científica e elementos de terror corporal, características que rapidamente conquistaram um público fiel tanto no Japão como fora dele.

O mangá nasceu em 1985, nas páginas da revista Shonen Captain, da Tokuma Shoten. Após o encerramento dessa publicação, a série mudou-se para a Kadokawa, sendo serializada na revista Monthly Ace Next a partir de 1999, onde se manteve até 2002.

O regresso aconteceu em 2007, já na revista Shōnen Ace, também da Kadokawa, antes de a obra transitar novamente, em 2012, para a Young Ace, revista onde permaneceu até à interrupção anunciada em 2016.

Um legado que ultrapassou o papel

O impacto de Guyver não se limitou ao mangá original. A franquia deu origem a duas séries de OVA lançadas entre 1989 e 1992, e a uma série anime produzida entre 2005 e 2006, adaptações que ajudaram a consolidar o Guyver como um dos títulos de referência do género tokusatsu e mecha nos anos 90 e 2000.

No plano do live-action, a obra inspirou dois filmes norte-americanos, o primeiro, de 1991, foi realizado por Screaming Mad George, artista de efeitos especiais que morreu recentemente, a 18 de agosto de 2026, aos 69 anos. A sequela, Guyver 2: Dark Hero, de 1994, precisamente o filme cuja reedição em Blu-ray trouxe agora a mensagem de Takaya a público, foi dirigida por Steve Wang.

SourceANN
Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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