5 filmes obrigatórios para todos os fãs de animação japonesa

Os filmes de animação japonesa fazem hoje parte do imaginário de milhões de fãs espalhados pelas mais variadas geografias, mas nem sempre foi assim. A animação advinda do país do sol nascente foi ganhando popularidade fora do Japão de forma paulatina, e os filmes de animação japonesa integravam claramente o espetro de um produto de nicho, ainda que existam relatos de apreciação de longa data por parte de grandes realizadores ou músicos americanos, como podemos perceber em https://portalrapmais.com/.

A ascensão meteórica e plena ocorreu no início do século XXI à boleia de filmes como Spirited Away ou Howl’s Moving Castle, que conquistaram a atenção das massas e abriram a porta para que o mundo ocidental começasse a ter fácil acesso aos segredos bem guardados da animação japonesa. Como em todos os movimentos artísticos, existem peças seminais que não podem escapar ao olhar dos verdadeiros fãs. Qualquer fã verdadeiro de black metal teve obrigatoriamente de ouvir os álbuns De Mysteriis Dom Sathanas, dos Mayhem, ou A Blaze in the Northern Sky, dos Darkthrone. Da mesma forma, um verdadeiro apreciador de literatura distópica teve já de passar os olhos por 1984 Admirável Mundo Novo, escritos, respectivamente, por George Orwell e Aldous Huxley. Também na animação existem obras que marcaram indelevelmente um género e que são obrigatórias para os verdadeiros fãs. Estas são algumas delas.

 

My Neighbor Totoro (1988)

Realizador: Hayao Miyazaki

Porquê? A animação japonesa, europeia ou americana estará sempre ligada a imaginários fertéis em fantasia e a personagens instintivamente empáticas. Totoro é um filme que leva a imaginação a um nível nunca antes experienciado e serve de exemplo paradigmático da magia e fantasia que os filmes de animação japonesa exaltam como nenhum outro. Trata-se de um feito sem comparação e um trabalho de assinatura de Miyazaki, que será sempre o nome maior da animação japonesa.

Outro filme do mesmo realizador: Spirited Away (2001)

 

Akira (1988)

Realizador: Katsuhiro Ôtomo

Porquê? Trata-se de uma obra que extravasa as fronteiras do cinema, do Japão ou da animação e que impressiona pela criatividade e imaginação. A influência em Michael Jackson ou Kanye West é conhecida e Akira tem um papel marcado na cultura popular, pois encontramos referências em capas de CD, videoclips, ou merchandise. Assim, não será surpreendente que outros setores, como a publicidade ou os videojogos, também se inspirem em Akira no futuro. Não seria com certeza um caso inédito, uma vez que “reciclar” a temática de produtos de sucesso e transpô-la a nichos para além do original é uma prática comum na indústria do entretenimento. Um exemplo que ilustra tal reciclagem é a imagem de Bruce Lee, atualmente estampada em produtos do setor de iGaming, como podemos ver em https://www.casinos.pt/slots/, e em camisetas e outros artigos da indústria da moda, mostrando seu sucesso para além dos ecrãs de cinema.

Outro filme do mesmo realizador: Short Peace (2013)

 

Grave of the Fireflies (1988)

Realizador: Isao Takahata

Porquê? Ainda que Takahata tenha ficado mais conhecido por The Tale of the Princess Kaguya, que foi nomeado para os Oscars e adquiriu exposição mundial, Grave of the Fireflies é a obra-prima do já falecido realizador japonês. Este é talvez ainda hoje o filme de animação mais intenso em termos emocionais, fazendo lembrar o neorealismo italiano na forma como surge desprovido de qualquer tipo de alegria ou da energia em esteroides que caracteriza a animação japonesa.

Outro filme do mesmo realizador: Only Yesterday (1991)

 

Ghost in the Shell (1995)

Realizador: Mamoru Oshii

Porquê? Tal como Akira, Ghost in the Shell é uma autêntica instituição do cyberpunk e da ficção distópica, que aborda de forma artística o rumo das nossas sociedades com base na influência exercida pela tecnologia. A harmonia audiovisual e o imaginário criado são comparados a clássicos como Blade Runner ou Metropolis. O legado de Ghost in the Shell é longo e, como já comentamos em https://www.otakupt.com/, a série anime Ghost in the Shell: SAC_2045 já está disponível na Netflix.

Outro filme do mesmo realizador: Ghost in the Shell 2.0 (2008)

 

Paprika (2006)

Realizador: Satoshi Kon

Porquê? Muito importante para Christopher Nolan aquando do desenvolvimento de Inception, Paprika é um filme que desafia os limites do formato de animação. Suportado nas noções de tempo, a história mergulha numa torrente de sonhos, realidades paralelas e experiências metafísicas, aplicando vários nós cerebrais aos espetadores menos atentos. Em termos conceptuais, é um claro upgrade ao também onírico Waking Life, de Richard Linklater. Este foi o último filme do realizador Satoshi Kon, falecido em 2010 com 46 anos.

Outro filme do mesmo realizador: Tokyo Godfathers (2003)

Naturalmente, os filmes imperdíveis da animação não se resumem a um punhado de escolhas e existe um universo vasto e denso para explorar por parte dos verdadeiros fãs de animação japonesa. Para além das criações dos realizadores aqui mencionados, existem ainda nomes como Hiromasa Yonebayashi, Mamoru Hosoda, Naoko Yamada ou Makoto Shinkai, que têm já créditos firmados e asseguram o futuro dos filmes anime. Estas cinco escolhas servem, isto sim, como a melhor introdução possível a uma forma de arte heterogénea e diferenciada.