Conselho de Classificação da Austrália responde às críticas do Senador sobre Anime

Conselho de Classificação da Austrália responde às críticas do Senador sobre Anime

Recentemente noticiámos a tentativa de Stirling Griff, um senador australiano, em banir anime nas TVs australianas alegando que obras como Sword Art Online, Goblin Slayer e No Game No Life representavam “exploração infantil” e até normalizavam a pedofilia.

O Conselho Australiano de Classificação respondeu às críticas do senador sul-australiano onde este acusou o conselho de classificar a mídia isoladamente do direito penal.

A diretora do Conselho de Classificação, Margaret Anderson, respondeu que o Conselho está ciente das preocupações que envolvem “Sword Art Online: Extra Edition, No Game, No Life, e Eromanga Sensei Volumes 1 & 2”. O Conselho classifica o conteúdo com o mesmo critério, seja live-action ou animado.

No comunicado podemos ler:

O Conselho classifica os filmes de acordo com as Diretrizes para a classificação de filmes. Não há diretrizes específicas ou separadas para classificar filmes de animação. Os filmes podem ser classificados nas categorias de classificação de G a R 18+ (com a categoria X 18+ limitada a filmes contendo atividade sexualmente explícita). Se um filme contiver um conteúdo que exceda o escopo e os limites permitidos na categoria R 18+, será Classificação Recusada (RC). Os filmes do género anime foram classificados numa variedade de categorias, incluindo M, MA 15+, R 18+ e RC.

As Diretrizes para filmes afirmam que o contexto desempenha um papel importante na seleção da classificação de um filme ou programa de televisão. O Conselho atribuiu uma classificação M a Sword Art Online: Extra Edition por “imagens sexualizadas, referências sexuais e violência animada” e a No Game, No Life e Eromanga Sensei uma classificação MA 15+ para “temas sexuais fortes”.

O senador Griff usou a adaptação para série anime da light novel de como um exemplo de mídia que descreve “exploração infantil” que “apresenta fortemente temas de incesto” e afirmou “muitas cenas são tão perturbadoras que eu simplesmente não vou descrevê-las”.

Na Austrália, é ilegal produzir, possuir ou distribuir pornografia ou material de abuso que represente uma pessoa com menos de 18 anos. Em 2008, um juiz da Suprema Corte de Nova Gales do Sul determinou que um desenho animado pornográfico representando personagens de Os Simpsons era pornografia infantil.

A diretora Anderson escreveu na sua carta:

O Conselho está ciente de que foi lançada uma campanha sobre a venda de mangás e animações japonesas na Austrália e que, no contexto da Revisão do Regulamento de Classificação do Governo, essa questão foi levantada. O Conselho agradece essa revisão.