
A CD Projekt RED ainda não disse uma palavra oficial sobre o assunto, mas as ofertas de emprego do estúdio começam a desenhar um padrão difícil de ignorar. Uma nova vaga para Cyberpunk 2, que surgiu nos últimos dias, volta a apontar para a presença de componentes multijogador na sequela de Cyberpunk 2077. A questão divide a comunidade, há quem ache que o jogo não precisa de nada disso e quem veja nela o passo natural para a série.
A vaga é para Lead Quest Programmer, o profissional que irá liderar a equipa de engenharia responsável pelas tecnologias narrativas e de missões do jogo. No anúncio publicado pelo próprio estúdio, a empresa apresenta o trabalho da seguinte forma: “A CD PROJEKT RED está à procura de um Lead Quest Programmer para se juntar à equipa que trabalha em Cyberpunk 2, a sequela de Cyberpunk 2077 e o próximo grande videojogo da franquia Cyberpunk, liderado pela nossa equipa norte-americana centrada em Boston”.
O trabalho passa por fazer a ponte entre a visão criativa e a execução técnica, em articulação com os criadores de conteúdo, os responsáveis pelas missões, os realizadores e os arquitetos do sistema narrativo que o estúdio partilha entre projetos. Quanto a requisitos, a empresa pede pelo menos sete anos de experiência em jogos AAA, um ano ou mais em liderança técnica e domínio de C++.
Há ainda alguns detalhes práticos:
- A função pode ser exercida totalmente em remoto a partir do Canadá.
- O intervalo salarial estimado vai de 180.100 a 247.600 dólares canadianos por ano.
- As candidaturas encerram a 15 de dezembro de 2026.
A linha que chamou a atenção
O que desperta curiosidade está na secção das competências desejáveis, que o próprio anúncio garante que não são obrigatórias para concorrer:
- Familiaridade com a arquitetura do Unreal Engine.
- Compreensão da arquitetura de rede multijogador e da sincronização cliente-servidor para o estado do jogo/missões.
- Jogo(s) AAA lançado(s) com um conjunto de ferramentas narrativas/de missões à medida ou personalizado.
- Familiaridade com as ferramentas de interface do Unreal Engine ou com scripting do editor para ferramentas de conteúdo personalizadas.
O segundo ponto é o que interessa. Quem lidera a tecnologia de missões de um jogo só precisa de perceber como o estado de uma missão é sincronizado entre cliente e servidor se essa sincronização fizer parte do projeto. Ainda assim, convém manter alguma prudência, a competência aparece como um extra e o estúdio não explica em que formato o multijogador existiria. Não sabemos se é uma referência a um modo online competitivo, de cooperação local, de cooperação online ou de algo completamente diferente.
Cyberpunk 2, conhecido durante anos pelo nome de código Project Orion, entrou oficialmente em pré-produção a 28 de maio de 2025. O jogo está a ser desenvolvido em Unreal Engine 5, em vez do REDengine, e a liderança cabe à equipa de Boston, em colaboração com o núcleo do estúdio na Polónia. Não existe data de lançamento anunciada.









