
Com o lançamento de GTA 6 marcado para 19 de novembro de 2026 na PlayStation 5 e Xbox Series X|S, a questão de como a Rockstar Games e a Take-Two Interactive vão gerir as reviews da imprensa começa a ganhar contornos cada vez mais concretos. E se uma recente afirmação de um jornalista brasileiro se confirmar, a resposta é simples, não vão distribuir cópias de review. Nenhumas.
A alegação surgiu num episódio recente do podcast X do Controle, durante o qual Pedro Henrique Lutti Lippe partilhou o que terá ouvido sobre os planos da Rockstar.
Não existe qualquer confirmação oficial por parte da Rockstar ou da Take-Two, e o próprio PH Lutti Lippe reconhece que está a avançar informação ainda não verificada. Ainda assim, a lógica por detrás da afirmação é difícil de contestar.
A Rockstar Games irá enviar jornalistas para um local fechado para testar GTA 6, afirma jornalista brasileiro que trabalhou em grandes portais como o Omelete e UOL. 🚨
Durante o podcast X do Controle, PH Lutti Lippe revelou que a Rockstar adotará um esquema de segurança máxima… pic.twitter.com/p5TlJWyewy
— Portal Viciados (@PortalViciados) May 16, 2026
GTA 6 é, neste momento, o projeto de entretenimento mais antecipado do planeta. O orçamento de desenvolvimento ultrapassa os mil milhões de dólares, a série já sofreu fugas de informação monumentais no passado, e o jogo esteve em desenvolvimento durante mais de uma década. Distribuir chaves ou cópias físicas a jornalistas semanas antes do lançamento seria abrir a porta a um risco que a Take-Two dificilmente estaria disposta a correr, independentemente dos acordos de embargo ou NDA envolvidos.
A alternativa descrita por PH Lutti Lippe, um evento fechado onde os jornalistas jogariam durante vários dias sem acesso a dispositivos pessoais, não é propriamente uma novidade na indústria. É prática comum em apresentações de jogos de alto perfil, a diferença aqui seria a escala e a duração. Para um jogo desta dimensão, a lógica de “todos jogam dentro de portas, sem levar nada para casa” faz mais sentido do que qualquer alternativa.
O historial recente da Take-Two também aponta nessa direção. A empresa chegou a ponderar não lançar cópias físicas de GTA 6 no dia de lançamento precisamente para reduzir o risco de fugas de informação, rumor que o CEO Strauss Zelnick acabou por desmentir em fevereiro, garantindo que tanto a versão digital como a física estariam disponíveis desde o primeiro dia.
O que está em cima da mesa, portanto, não é se haverá análises de GTA 6, haverá, inevitavelmente, mas em que condições é que essas análises vão ser feitas. E se a Rockstar decidir mesmo fechar os jornalistas numa sala durante dias, sem telemóveis e sem ligação ao exterior, poucos vão discutir. O jogo vai vender de qualquer forma.









