
Alan Ritchson tornou-se, praticamente da noite para o dia, num dos rostos mais rentáveis da Netflix graças a War Machine, e a plataforma não perdeu tempo a confirmar o que já se suspeitava há meses, uma continuação vai avançar, com um título oficial que remete diretamente para uma das franquias mais icónicas do cinema de ação e ficção científica.
Chama-se War Machines. Com um S no final. A confirmação chegou através de uma publicação no Instagram, onde a Netflix partilhou uma fotografia a preto e branco de uma capa de guião pousada junto a uma figura robótica ameaçadora. O detalhe que gerou mais atenção, no entanto, foi o jogo visual criado à volta da própria palavra, com vários planos a aproximarem-se lentamente da última letra do título até revelar o tal S, um gesto que remete de forma óbvia para a transição de Alien para Aliens, de James Cameron.
Esta não é a primeira vez que o nome War Machines surge associado ao projeto. Ainda antes de qualquer confirmação oficial da Netflix, tanto Alan Ritchson como o realizador Patrick Hughes já se referiam informalmente à sequela dessa forma em entrevistas dadas no início do ano, quando o futuro do projeto ainda estava longe de garantido. Na altura, Ritchson chegou a comentar que existia material de sobra para continuar a história.
Hughes, por seu lado, já tinha explicado num outro momento que, apesar de ter escrito o primeiro filme como uma história autónoma e fechada em si mesma, sempre manteve na cabeça um esboço do que poderia vir a seguir, caso surgisse oportunidade para expandir o universo.
A escrita da continuação está a cargo de Patrick Hughes e James Beaufort, e o filme tem atualmente um orçamento estimado entre os 50 e os 100 milhões de dólares. Trata-se de uma coprodução entre a Austrália e os Estados Unidos, com a Lionsgate, a Hidden Pictures, a Range Media Partners e a Huge Film a apoiarem o projeto junto da Netflix.
Do lado da produção, além de Hughes, regressam também Rich Cook, Todd Lieberman, Greg McLean e Alexander F. Young, com Valerie Bleth Sharp a assumir o cargo de produtora executiva.
Ritchson agradece publicamente aos fãs
Ao saber da confirmação oficial da sequela, Alan Ritchson publicou uma mensagem longa e emocionada nas redes sociais, agradecendo tanto aos responsáveis pelo projeto como ao próprio público:
“Que dia tão monumental. Tantos de vocês fazem agora parte do mundo de War Machine. É incrível construí-lo a pensar em vocês.
Um mundo que começou com um sonho que Patrick Hughes teve e pelo qual lutou. Um sonho em que a Lionsgate acreditou e para o qual a Netflix construiu uma casa e um lar. Todos eles apostaram muito em mim e estou simplesmente muito grato. Sinto-me sortudo por poder sofrer como o 81 por vocês. Trazer papéis intensos como este à vida dá-me tanto sentido de direção, estou grato por desempenhar um pequeno papel nisto. Um agradecimento especial ao elenco e equipa técnica, que são incríveis.
Estar no top 10 de sempre dos filmes na Netflix é uma loucura. Mas isto foi apenas o aperitivo. Vêm aí tempos selvagens. Estamos só a começar”.
A rapidez com que a Netflix decidiu avançar com uma continuação, e o orçamento robusto atribuído ao projeto, tornam-se mais fáceis de entender quando se olha para os números que War Machine alcançou desde a estreia, a 6 de março deste ano.
O filme foi visto 146,9 milhões de vezes, acumulando 266,8 milhões de horas visualizadas, valores que o colocaram, e por larga margem, no topo da lista de filmes mais vistos da plataforma.
Para efeitos de comparação, esse resultado deixou para trás títulos como The Rip, com 136,1 milhões de visualizações, Swapped, com 130,8 milhões, e Apex, com 129 milhões, todos eles apostas fortes da Netflix para este ano.
Mais do que isso, War Machine acabou também por garantir um lugar entre os dez filmes mais vistos de sempre na história da plataforma, ocupando atualmente a nona posição da lista, com um total acumulado de 139,9 milhões de visualizações contabilizadas nos primeiros 91 dias de exibição, período que a Netflix utiliza como referência para este tipo de ranking.









