
Patrice Désilets, o criador original da série Assassin’s Creed, voltou a falar sobre o uso de inteligência artificial no desenvolvimento de 1666: Amsterdam, o novo projeto do seu estúdio, a Panache Digital Games. Depois da polémica gerada há alguns meses em torno do tema, o diretor garante agora que essa tecnologia já não faz parte do processo criativo do jogo.
A controvérsia começou quando 1666: Amsterdam foi apresentado durante o Summer Game Fest, com o prólogo lançado nessa altura a ser rapidamente ofuscado por relatos de que o estúdio tinha recorrido a inteligência artificial generativa durante o desenvolvimento. Na altura, jogadores identificaram vários elementos visuais gerados por IA na demonstração, o que gerou reações negativas dentro da comunidade e levou vários utilizadores a remover o jogo das suas listas de desejos na Steam.
Em declarações à GamesRadar+ durante a Gamescom 2026, Désilets esclareceu que a inteligência artificial tinha sido usada apenas nas fases iniciais do projeto, nomeadamente na conceção e na pré-produção, mas que esses elementos foram entretanto totalmente removidos.
Esta não é a primeira vez que Désilets é confrontado com este tema. Pouco depois da revelação inicial do jogo, o criador já tinha admitido publicamente que a equipa tinha usado inteligência artificial de forma tão intensiva durante o desenvolvimento que, em certos momentos, deixou mesmo de distinguir quais eram os elementos gerados artificialmente e quais tinham sido criados manualmente pela equipa. O estúdio pediu então desculpa publicamente e comprometeu-se a substituir esses elementos por versões feitas por artistas humanos antes do lançamento em acesso antecipado.
O jogo entrou esta semana em acesso antecipado, tendo chegado à Steam a 25 de agosto, com um preço promocional de lançamento de 24,29 dólares.









