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Rei Hiroe responde às críticas a Black Lagoon Vol. 14: “se não gostas, para de ler”

Black Lagoon vol 11 cover (1)

O criador de Black Lagoon, Rei Hiroe, não ficou indiferente às críticas que surgiram nas redes sociais depois do lançamento do décimo quarto volume do mangá, em agosto de 2026. Perante comentários que questionavam a qualidade do traço nos capítulos mais recentes, o autor respondeu de forma direta, explicando o método de trabalho que segue há já vários anos.

Hiroe respondeu a um leitor que criticava a falta de força no desenho do volume 14 depois de anos de espera pela obra, escrevendo o seguinte: “não estou a poupar esforço, demoro mais de dois meses em cada entrega. Se com isto não serve, já não há mais. Será melhor que deixes de ler“. Horas depois, perante outro leitor que se queixava de perder o fio à meada devido às pausas na serialização, o autor foi igualmente direto: “sem ironia, se com esta velocidade não consegues acompanhar e deixas de ler, pois é o que há“.

Hiroe publica de forma irregular desde 2010, ano em que lhe foi diagnosticada depressão, uma condição que continua a acompanhar em tratamento. O autor já tinha explicado, noutras ocasiões, que trabalhar sem prazos rígidos é o que lhe permite continuar a desenhar sem chegar a odiar a sua própria obra.

O novo volume de Black Lagoon retoma a ação sangrenta na cidade fictícia de Roanapur, onde a companhia de contrabandistas se vê presa entre as tensões do grupo Hotel Moscow e a crescente ameaça de um cartel mexicano, arrastando Rock para um conflito cada vez mais sombrio.

A serialização na revista Monthly Sunday Gene-X, da editora Shogakukan, tem mantido um ritmo irregular desde a sua estreia, a 19 de abril de 2002, precisamente devido à gestão da saúde de Hiroe ao longo dos anos. Ainda assim, o mangá já ultrapassou as dez milhões de cópias impressas, um número que confirma o estatuto de culto da obra entre os leitores de seinen.

Para assinalar o percurso da franquia, os organizadores confirmaram uma grande exposição de arte original, marcada para o bairro de Ikebukuro, em Tóquio, entre 13 de novembro e 6 de dezembro de 2026. O evento vai reunir manuscritos originais, ilustrações a cores e réplicas das armas de fogo utilizadas nas capas do mangá, além de espaços temáticos interativos pensados para os fãs. A mostra funciona como uma homenagem ao estilo detalhado e cinematográfico que tornou Black Lagoon uma referência do género de ação.

Black Lagoon vol 14 cover

Black Lagoon nasceu como um capítulo único publicado em 2001, antes de passar à serialização regular na Monthly Sunday Gene-X, da Shogakukan, no ano seguinte. A história segue Rokuro Okajima, conhecido como Rock, um executivo japonês comum que é sequestrado por um grupo de mercenários contrabandistas e acaba por abandonar a sua rotina corporativa para se juntar a eles nas ruas perigosas de Roanapur.

A combinação entre tiroteios viscerais, máfias internacionais e diálogos mordazes ajudou a consolidar Black Lagoon junto dos fãs, sobretudo depois da sua aclamada adaptação anime, produzida pelo estúdio Madhouse e transmitida originalmente entre 2006 e 2011, incluindo o OVA Roberta’s Blood Trail.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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