
O Instagram está a testar vídeos horizontais com até 90 minutos de duração, num formato chamado Features, e a ideia é que parte desse conteúdo seja visto no ecrã da televisão. A novidade foi anunciada esta segunda-feira, 26 de outubro, por Adam Mosseri, responsável pela rede social, e por Tessa Lyons, vice-presidente de produto, num vídeo publicado na própria plataforma.
Para já, a experiência está limitada a um grupo reduzido de criadores com acordos individuais com a Meta. A empresa está a apontar sobretudo a humoristas e a podcasters. O teste decorre nos Estados Unidos e, antes disso, já tinha começado no Brasil. Os vídeos aparecem no feed principal e no separador Explorar e, em alguns casos, os Reels passam a poder remeter diretamente para a versão completa. A duração de 90 minutos é o limite máximo em teste e a empresa está a experimentar vários limites.
A mudança de posição de Mosseri é um dos pontos mais notados. O responsável admite: “Tenho sido contra fazer vídeos longos na plataforma durante muito tempo“. Receava que os vídeos mais compridos prejudicassem a interação com os conteúdos curtos e deixassem o Instagram menos centrado na ligação entre amigos, mas diz agora esperar que os dois formatos se complementem. Quem vê excertos de um podcast ou de um espetáculo de comédia em Reels, por exemplo, pode querer ver o episódio completo na televisão.
A Meta começou a testar o Instagram para TV no Amazon Fire TV em dezembro de 2025, juntou o Google TV em fevereiro de 2026 e a Samsung em junho. Agora chega a vez do Apple TV, em modelos com tvOS 26 ou posterior, e as apps passam a incluir Stories e transmissões em direto. Também o formato Series, que permite agrupar vários vídeos curtos de um mesmo criador, passa a estar disponível na app para televisão.
Os vídeos longos costumam atrair acordos publicitários mais valiosos, e a Meta disse que vai ajudar os criadores a encontrar marcas parceiras, caso ainda não as tenham. O Instagram continua a não partilhar com os criadores uma parte das receitas de publicidade, ao contrário do YouTube.









