Cinema japonês no MOTELX 2022

Japão no Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa de 2022

O MOTELX 2022 vai acontecer de 6 a 12 de Setembro, no Cinema São Jorge, e estarão em destaque mais de 100 filmes de vários países. Podem ver o site oficial aqui.

Entre os filmes do Japão encontramos a estreia em Portugal de Extraneous Matter – Complete Edition” de Kenichi Ugana (dia 6),, “New Religion” de Keishi Kondo (dias 7 e 12), “Missing” de Shinzô Katayama (dias 8 e 12) e “Lesson in Murder“, Kazuya Shiraishi (dia 9).

Esta 16ª edição do MOTELX vai decorrer de 6 a 12 de setembro de 2022 e serão 7 dias com mais de 100 filmes numa viagem pelo universo do terror vindo das mais diversas geografias, entre estreias mundiais e nacionais, cine-concertos, o lançamento de um livro inédito, masterclasses com mestres do cinema de género, workshops, um programa dedicado aos mais novos e uma particular passagem pelo passado e o presente da produção do terror português.

Podem ver em cima o trailer de “New Religion” por Keishi Kondo.

O MOTELX 2022 conta com ilustres convidados como o mestre do terror italiano Dario Argento e a dupla de realizadores americana Aaron Moorhead e Justin Benson.

Cabe a “Bodies Bodies Bodies” (EUA, 2022) abrir a edição deste ano do MOTELX, no dia 6. Realizado por Halina Reijn, a segunda longa-metragem desta também actriz holandesa é um slasher da geração Z sobre um grupo de jovens ricos que planeia uma festa que corre muito mal.

Na secção Serviço de Quarto, além dos já revelados “Dark Glasses”, apresentado pelo próprio realizador, o mítico maestro Dario Argento, no MOTELX (dia 8), ou “Final Cut”, de Michel Hazanavicius, junta-se “Something in the Dirt”, um filme dirigido, escrito e protagonizado pelos estadunidenses Aaron Moorhead e Justin Benson, que vão circular pelo Festival. Uma oportunidade única para conhecer esta respeitada equipa do cinema independente, que arrisca no mercado mainstream (o filme “Synchronic” e a nova série da Marvel, “Moon Knight”). A não perder também, em estreia nacional, “Polaris” (Canadá, 2022), de Kirsten Carthew, um filme pós-apocalíptico inspirado no ecofeminismo e na urgência de uma mudança cultural e sustentável significativa, caracterizado pela realizadora como o “Mad Max” do Ártico, e “Candy Land” (EUA, 2022), de John Swab, uma road trip infernal sobre sexo, religião e violência. Neste naipe encontram-se ainda os obrigatórios “Satan’s Slaves 2: Communion” (Indonésia, 2022), de Joko Anwar, “Ashkal” (França, Tunísia, Catar, 2022), de Youssef Chebbi, “Saloum” (Senegal, 2021), de Jean Luc Herbulot, e “Parsley” (República Dominicana, 2022), de José María Cabral.

Podem ver em cima o trailer de “Lesson in Murder” por Kazuya Shiraishi.

Com uma grande aposta em mulheres realizadoras, este ano, na seleção Méliès d’argent – Melhor Longa Europeia destacam-se a estreia mundial da produção ibérica “O Corpo Aberto” (Espanha, Portugal, 2022), de Ángeles Huerta, um folk horror com os actores portugueses Victoria Guerra e José Fidalgo, “Nightsiren” (Eslováquia, Chéquia, 2022), de Tereza Nvotová, e “A Banquet” (Reino Unido, 2021), de Ruth Paxton, a sua primeira longa-metragem. A completar a lista de cinema europeu em competição, onde estão os já anunciados “Os Demónios do Meu Avô” (Portugal, 2022), de Nuno Beato, “Criança Lobo” (Portugal, 2022) – em estreia mundial -, de Frederico Serra, e “Wolfkin” (Luxemburgo, 2022), de Jacques Molitor, distingue-se também o terror psicológico do altamente perturbador “Speak No Evil” (Dinamarca, Holanda, 2022).

Outros momentos incontornáveis da 16.ª edição do MOTELX são as exibições de “Hotel da Noiva” (Portugal, 2007), de Bernardo Cabral – um filme lendário rodado nos Açores -, numa Sessão Especial de culto, “Inferno Rosso: Joe D’Amato on the Road of Excess” (Itália, 2021), de Manlio Gomarasca e Massimiliano Zanin – um documentário sobre o versátil realizador italiano Joe D’Amato -, na secção Doc Terror, e “The Seed” (Reino Unido, 2021), de Sam Walker, com “Deadstream” (EUA, 2022), de Joseph e Vanessa Winter, no regresso da Sessão Dupla à programação do Festival.

Podem ver em cima o trailer de “Missing” por Shinzô Katayama.

A 10 de Setembro, o MOTELX propõe um final de tarde especial com o projecto FILMar, entre a Cinemateca Portuguesa e o Cinema São Jorge, onde se enfrentam os medos do mar através de cinco filmes (duas longas e três curtas) e um debate, com o apoio do programa EEAGrants 2020-2024 e a colaboração da Embaixada da Noruega em Portugal. Dias antes, a 7 de Setembro, no Teatro São Luiz, em parceria com a Casa Bernardo Sassetti, é projectado o primeiro filme de terror português, “Os Crimes de Diogo Alves” (1911), de João Tavares (1883-1971), acompanhado por uma partitura original assinada por Bernardo Sassetti (1970-2012) e interpretada por um combo da Escola Superior de Música de Lisboa, sob a orientação do professor Desidério Lázaro. Depois do cine-concerto, uma conversa acerca do processo de composição para filmes mudos, com um painel moderado por Inês Laginha e formado, além de Lázaro, pelo guitarrista Tó Trips e o pianista Filipe Raposo.

No Cinema São Jorge, a nova associação de mulheres que trabalham no cinema e audiovisual, MUTIM, vai provocar um debate a partir do primeiro filme realizado por uma mulher em Portugal, “Três Dias Sem Deus” (1946), de Bárbara Virgínia (1923-2015), com a participação de Luísa Sequeira, autora do road movie documental sobre a cineasta que se destacou em plena ditadura.

Podem ver em cima o trailer de “Extraneous Matter – Complete Edition” de Kenichi Ugana.

Ainda no Festival, assinala-se o regresso do MOTELquiz (dia 8), uma noite épica de trivia para testar os conhecimentos sobre cinema de terror e cultura pop, com prémios e surpresas à mistura (a entrada é livre, mas requer pré-inscrição para o e-mail inscricoes@motelx.org).

Para que seja assegurado o melhor arranque possível para este acontecimento, o MOTELX oferece três propostas imperdíveis e de entrada gratuita no Warm-Up, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, de 1 a 3 de Setembro: “A Sinfonia das Trevas – 100 anos de Nosferatu”, uma experiência sonora e visual imersiva, pela companhia teatral Primeiros Sintomas, que celebra o centenário da obra de F.W. Murnau (dia 1, no Convento São Pedro de Alcântara), o mockumentary neozelandês “What We Do in the Shadows” (2014), de Jemaine Clement e Taika Waititi, na sessão de cinema ao ar livre (dia 2, Largo Trindade Coelho), e “O Fauno das Montanhas” (Portugal, 1926), de Manuel Luís Vieira (1885-1952), num cine-concerto FILMar, com música interpretada ao vivo pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (dia 3, no Jardim do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta).

Nas palavras dos directores artísticos Pedro Souto e João Monteiro, “16 anos desde a fundação do MOTELX, podemos finalmente afirmar que o grande destaque desta edição é o cinema de terror português”. A acompanhar o lançamento do livro “O Quarto Perdido do MOTELX – Os Filmes do Terror Português (1911-2006)”, está “a exibição de filmes mudos, antigos e actuais, com a estreia de “Os Demónios do Meu Avô” e as estreias mundiais de “Criança Lobo” e da co-produção com Espanha “O Corpo Aberto””. “Se juntarmos a isto o regresso do maestro do giallo, Dario Argento, e a exibição dos melhores filmes de terror de agora, teremos sem dúvida um grande MOTELX, este ano sem restrições pandémicas”, rematam.

Os bilhetes são colocados à venda, a partir da próxima semana, na Ticketline.

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